Agustín Martín Soriano: os movimentos sociais bebem do ideal anarquista

POR Marian Navarcorena
29/09/2018

Agustín Martín Soriano é o autor de ‘Libertarios de Aragón’. Cronología em torno de Joaquín Ascaso, o Conselho de Aragón e os anarquistas de nossa terra », que esta tarde apresenta em Fraga, nos actos centenários da CNT na cidade.

– Conte-nos sobre o sucesso do livro.

-Saiu em 2015 e engloba todo o Aragón. É por isso que o estamos apresentando para todos em todos os povoados, porque é raro que o movimento libertário não tenha um certo significado para cada local. Seus protagonistas morreram e o assunto tem sido tabu por décadas, já que os anarquistas eram os bandidos. E eles foram os grandes perdedores da guerra, eles passaram de força predominante para desaparecer.

-Como você explicaria a um adolescente sobre o que é seu conteúdo no livro?

-A primeira coisa é que você não se deixe levar pelo estereótipo de agora: um anarquista igual a um terrorista. Se você ler o livro, verá que havia anarquistas que eram pedagogos; professores, pessoas como Ramón Acín cujo lema era para a criança, você não tem que bater nele nem com uma flor; intelectuais da estatura de Ramón J. Sender; artistas; naturistas e pacifistas. Eles eram pessoas que acreditavam que você tinha que convencer. E depois houve aqueles que apoiaram a violência como um meio.

-E o Conselho de Aragão?

– Foi o único governo legalmente constituído composto principalmente por anarquistas. Não há outro caso na história da humanidade.

-Como tem sido documentado?

A bibliografia é extensa, porque muitos dos que viveram a guerra escreveram suas experiências no exílio. Também entrei em contato com parentes, como os de Joaquín Ascaso, que me forneceram informações pessoais e fotografias. Fui ao museu de história social de Amsterdã, que tem todo o arquivo da CNT. Eu acumulei uma extensa documentação original que publico na página do Facebook Libertarios de Aragon. O livro inclui resenhas de 2.000 aragoneses e no corpus do livro aparecem os nomes mais importantes, desconhecidos da maioria.

– A relação da bandeira do Conselho de Aragão com a Maçonaria é verdadeira?

-Não é descartável. A Maçonaria estava em toda a sociedade. O general Cabanellas, que se juntou ao 36º golpe de estado de Zaragoza, foi um companheiro da comitiva do líder da CNT em Zaragoza, Miguel Abós. Na verdade, ninguém se mudou para cá porque confiavam nele. Quanto à bandeira, que não era do Conselho, mas de Aragão, localizei ela em 2011 em uma loja de antiguidades, foi algo extraordinário.

– Você acha que na sociedade de hoje você pode encontrar ideais anarquistas?

– Sim, sob a bandeira dos movimentos sociais de ajuda mútua, de pessoas que lutam contra despejos, especulação imobiliária e bancária, que se juntam no trabalho cooperativo ou no apoio solidário. Tudo isso bebe do anarquismo, adaptado ao presente. Mas a sociedade está bem e, mesmo que você esteja desempregado, você tem um subsídio e um celular e faz o download de filmes. É muito difícil convencer essa pessoa a sair e lutar para mudar o mundo.

– Direitos, bem-estar social … palavras que nossos políticos usam.

Sim, mas vamos olhar para seus salários, sua aposentadoria, suas casas. Como eles podem dizer que as aposentadorias são inviáveis ​​vivendo nessas condições? Eles não pregam pelo exemplo. Os anarquistas fizeram isso.

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Agustín Martín Soriano: «Los movimientos sociales beben del ideal anarquista»

Agustín Martín Soriano es autor de ‘Libertarios de Aragón. Cronología en torno a Joaquín Ascaso, el Consejo de Aragón y los anarquistas de nuestra tierra’, que esta tarde presenta en Fraga, en los actos del Centenario de la CNT en la localidad.

–Háblenos del éxito del libro.

–Salió en el 2015 y engloba a todo Aragón. Por eso vamos presentándolo por los pueblos, porque raro es en el que no haya tenido cierta significancia el movimiento libertario. Sus protagonistas han muerto y el tema ha sido tabú durante décadas, ya que los anarquistas eran los malos de los malos. Y fueron los grandes perdedores de la guerra, pasaron de fuerza predominante a desaparecer.

–Cómo le explicaría a un adolescente de qué trata su contenido.

–Lo primero es que no se deje llevar por el estereotipo de ahora de anarquista igual a terrorista. Si lee el libro verá que había anarquistas que eran pedagogos; maestros, gente como Ramón Acín cuyo lema era al niño no hay que pegarle ni con una flor; intelectuales de la talla de Ramón J. Sender; artistas; naturistas, y pacifistas. Era gente que creía que había que convencer. Y luego estaban quienes apoyaban la violencia como un medio.

–¿Y el Consejo de Aragón?

–Ha sido el único gobierno legalmente constituido integrado mayoritariamente por anarquistas. No hay otro caso en toda la historia de la Humanidad.

–¿Cómo se ha documentado?

La bibliografía es extensa, porque muchos de quienes vivieron la guerra escribieron sus vivencias en el exilio. También me puse en contacto con familiares, como con los de Joaquín Ascaso, que me facilitaron información personal y fotografías. Accedí al museo de historia social de Ámsterdam, que tiene todo el archivo de la CNT. Acumulé una documentación original muy extensa que cuelgo en la página de Facebook Libertarios de Aragon. El libro incluye reseñas de 2.000 aragoneses y en el corpus del libro aparecen los nombres más importantes, desconocidos para la mayoría.

–¿Es cierta la relación de la bandera del Consejo de Aragón con la masonería?

–No es descartable. La masonería estaba en toda la sociedad. El general Cabanellas, que se sumó al golpe de Estado del 36 desde Zaragoza, era compañero de logia del dirigente de la CNT en Zaragoza Miguel Abós. De hecho, aquí no se movió nadie porque confiaron en él. En cuanto a la bandera, que no era del Consejo sino la de Aragón, localizarla en el 2011 en un anticuario fue algo extraordinario.

–¿Cree que en la sociedad actual se pueden encontrar ideales anarquistas?

–Sí, bajo la bandera de los movimientos sociales de ayuda mutua, de gente que lucha contra desahucios, la especulación inmobiliaria y bancaria, que se une en cooperativas de trabajo o apoyo solidario. Todo eso bebe del anarquismo, adaptado a la actualidad. Pero la sociedad está acomodada y aunque estés en el paro tienes un subsidio y un móvil y te descargas películas. Es muy difícil convencer a esa persona para que salga a luchar para cambiar el mundo.

–Derechos, bienestar social…, palabras que utilizan nuestros políticos.

–Sí, pero miremos sus sueldos, su jubilación, sus casas. ¿Cómo pueden hablar de que las pensiones son inviables viviendo en esas condiciones? No predican con el ejemplo. Los anarquistas lo hicieron.

Original:https://www.elperiodicodearagon.com/noticias/la-contra/agustin-martin-soriano-los-movimientos-sociales-beben-ideal-anarquista_1312686.html

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Não a entrega dos recursos do Brasil!

Todos ao ato na sexta-feira (28)! Confirme presença pelo email contato@sindipetro.org.br, até 5ª feira às 12h. A luta é também pela redução dos preços dos combustíveis, pela Petrobrás 100% estatal e contra a retirada de direitos dos trabalhadores.

Com o adiamento do mega- -leilão do excedente da Cessão Onerosa para 2019, dado como certo por integrantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e a 5ª Rodada do Pré- -Sal, as petroleiras estão em polvorosa.

A depender do desfecho das eleições presidenciais, a licitação, que “doará” quatro áreas nas Bacias de Santos e Campos, pode ser a última oportunidade de contratação de blocos no polígono do Pré-Sal nos próximos anos. De acordo com a ANP, 12 empresas estão inscritas para o certame: a Petrobrás, as norte-americanas ExxonMobil e Chevron, as britânicas BP e Shell, as chinesas CNOOC e CNPC, a norueguesa Equinor, a alemã Wintershall a catariana QPI, a francesa Total, e a colombiana Ecopetrol. MUDANÇAS/ MARCO LEGAL DA DISTRIBUIÇÃO A ANP abriu processo para estudar mudanças no marco legal da distribuição de combustíveis no país.

Em nota, a agência diz que o objetivo é ampliar a competição no setor, com a retirada de barreiras. Entre as medidas em estudo, está a permissão de que postos de gasolina comprem combustíveis direto nas refinarias ou com importadores, sem intermediação de distribuidoras, que hoje é obrigatória. O leilão será realizado no hotel Grand Hyatt, Av. Lúcio Costa, 9.600 – Barra da Tijuca, a partir de 9h. Concentração às 6h no Sindipetro-RJ.

Reunião com entidades

Entidades que apoiam a luta contra os leilões e privatizações se reuniram ontem, segunda (24), no Sindipetro-RJ, reforçando a organização do ato em defesa das estatais e do serviço público, que ocorrerá no dia 3 de outubro, às 12h, na porta do Edise, quando a empresa completará 65 anos. As atividades para este dia ainda estão sendo construídas e poderão ocorrer durante toda a tarde.

 

Original aqui: http://sindipetro.org.br/ato-contra-o-leilao-do-petroleo-dia-28-participe/

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Mentira eleitoral e terror de Estado: contra o medo a liberdade.

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Estado venezuelano realizou mais de 8.200 execuções em dois anos.

Relatório da Anistia Internacional publicado nesta quinta-feira (20/09) afirma que forças de segurança do Estado venezuelano usam força letal com intenção de matar os setores da população mais vulneráveis e excluídos, criminalizando a pobreza. O resultado foi de mais de 8.200 execuções extrajudiciais entre 2015 e junho de 2017.

“A Venezuela está passando por uma das piores crises de direitos humanos em sua história. A lista de crimes sob o direito internacional contra a população está aumentando”, afirmou Erika Guevara-Rosas, diretora para Américas da Anistia Internacional.

A Venezuela está hoje entre os países mais violentos do mundo. Em 2017, a taxa de homicídio foi de 89 por 100 mil habitantes, mais alta que em El Salvador (60) e três vezes mais alta que no Brasil (29,7), segundo dados da fundação InSight Crime.

“O número de homicídios na Venezuela é superior ao de muitos países em guerra”, afirmou Esteban Beltrán, diretor da Anistia Internacional na Espanha.

A entidade apresentou relatos de mães e pais que testemunharam os filhos sendo mortos dentro de casa, de onde foram roubados objetos de valor, como roupas e eletrodomésticos, e dinheiro.

“Nesses casos documentados pela Anistia Internacional, as vítimas estavam desarmadas. As autópsias mostram disparos no pescoço, tórax ou cabeça e que a morte ocorreu quando a vítima estava ajoelhada ou deitada. As autoridades alegam enfrentamento, mas não há informação sobre um policial ferido”, disse Beltrán.

No ano passado, ao menos 95% das vítimas de homicídios, resultantes tanto de crimes quanto da ação das forças de segurança, eram homens jovens, com idades entre 16 e 29 anos, pai de crianças pequenas e responsáveis pelo sustento da casa.

O estudo afirma ainda que a 92% dos casos de crimes comuns não são resolvidos, índice que vai a 98% em casos de violações de direitos humanos. Aponta também que existiam 5,9 milhões de armas leves em 2017 no país, que tem 30,6 milhões de habitantes.

Segundo o relatório, as políticas de segurança implementadas entre 2002 e 2017 priorizaram o uso de métodos repressivos pela polícia em operações de combate ao crime, com relatos de buscas ilegais, execuções extrajudiciais e uso de tortura durante essas operações.

“Essa resposta pesada que coloca o crime como um ‘inimigo interno’ contribuiu para o aumento nas taxas de homicídio”, afirma o texto.

“Uma das consequências mais notáveis dessas violações de direitos humanos em massa e da falta de segurança pública estão o aumento dramático no número de pessoas fugindo para outros países, principalmente nas Américas”, diz o organismo.

agência de notícias anarquistas-ana

Mamonas estalam.
Os cachos da acácia
Parecem imóveis.

Paulo Franchetti

Original extraído: https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/09/22/estado-venezuelano-realizou-mais-de-8-200-execucoes-em-dois-anos/

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Reflexões: “Camus: o sindicalismo revolucionário”

A virtude não pode separar-se do real sem se tornar em princípio de mal. Mas também não se pode identificar absolutamente com o real sem se negar a si mesma.

O valor moral que a revolta põe a claro não está acima da vida e da história, como a vida e a história não estão acima dele (…)

A civilização jacobina e burguesa supõe que os valores acima da história e a sua virtude formal é uma mistificação repugnante. A revolução do século XX decreta que os valores só existem no devir histórico e a sua razão histórica justifica uma nova mistificação.

O sentido da medida ensina-nos que é preciso algum realismo em qualquer moral; a virtude que é assassina; e que é preciso alguma moral em qualquer realismo: o cinismo e assassino. É por isso que o palavreado humanitário não tem mais fundamento que a provocação cínica.

Enfim, o homem não é inteiramente culpado, porque não começou a história; nem inteiramente inocente porque ele a continua. Os que ultrapassam esse limite e afirmam a sua inocência total acabam no desespero da culpabilidade definitiva. Pelo contrário, a revolta os coloca na condição de uma culpabilidade calculada.(…) O fins justificam os meios? É possível. Mas quem justifica os fins? A esta pergunta, que o pensamento histórico deixa em suspenso, a revolta responde: os meios. (…)

Quanto a saber se uma tal atitude encontra expressão política no mundo contemporâneo, é fácil evocar, como um exemplo apenas, o que tradicionalmente se chama sindicalismo revolucionário. Este sindicalismo não é ineficaz? A resposta é simples: foi ele que, num século, melhorou prodigiosamente a condição operária, passou da jornada de 16 horas/dia para a jornada de 40 horas semanais.

O Império Ideológico fez regredir o socialismo e destruir a maior parte das conquistas do sindicalismo. Porque o sindicalismo partia da base concreta – a profissão – que está para ordem econômica como a comuna para a ordem política, célula viva a partir da qual se edifica o organismo, enquanto a revolução cesarista parte da doutrina e procura forçar a realidade a ajustar-se aos seus padrões. O sindicalismo, como a comuna, é a negação do centralismo burocrático e abstrato em benefício do real.

Pelo contrário, a revolução no século XX pretendeu apoiar-se na economia, mas foi primeiro que tudo política e ideológica. Não pode, em virtude disso, evitar o terror e a violentação do real. A despeito das suas pretensões, parte do absoluto para modelar a realidade. Inversamente a revolta parte do real e, num combate perpétuo caminha para a verdade.

Assim, a primeira (revolução política ideológica) tenta realizar-se de cima para baixo, a segunda (revolução social) de baixo para cima. Longe de ser romântica a revolta toma partido pelo verdadeiro realismo. Se quer a revolução, qure-a a favor da vida, não conta ela. Por isso parte de realidades concretas, a profissão, a aldeia, onde transparece o ser, o coração vivo das coisas e dos homens. Para ela a política deve submeter-se a esta verdade. Para terminar, quando faz avançar a história e e alivia a dor dos homens, o faz sem terror, se não sem violência, e nas condições políticas mais diversas.

Mas este exemplo vai mais longe do que parece. Precisamente no dia em que a revolução cesarista triunfou do espírito sindicalista libertário, o pensamento revolucionário perdeu um contrapeso de que não pode privar-se sem fracassar. A história da I Internacional, em que o alemão luta sem cessar contra o pensamento libertário dos franceses, espanhóis e italianos, é a história da luta entre a ideologia alemã e o espírito mediterrânico. A comuna contra o estado, a sociedade concreta contra a sociedade absolutista, a liberdade refletida contra tirania irracional, o individualismo altruísta contra a colonização das massas, são as antinomias que traduzem uma vez mais a longa confrontação entre o sentido da medida e a falta desse mesmo sentido que anima o ocidente desde a antiguidade.

(…) Mas o absolutismo histórico, a despeito dos seus triunfos nunca deixou de chocar com uma exigência invencível da natureza humana de que o Mediterrâneo, onde a inteligência   é a irmã da luz intensa, guarda segredo. Os pensamentos revoltados como os da comuna ou do sindicalismo revolucionário, não cessaram de proclamar essa exigência face, tanto ao niilismo burguês como ao socialismo cesarista.

O pensamento autoritário em consequência de três guerras e graças à destruição física de uma elite de revoltados, afogou esta tradição libertária. Mas esta triste vitória é provisória, o combate continuará sempre.

Sobre Albert Camus e o livro O Homem Revoltado:

“O Homem Revoltado Albert Camus. Quando foi publicado pela primeira vez em 1951, O Homem Revoltado valeu a Albert Camus um verdadeiro linchamento promovido por intelectuais franceses encabeçados pelo romancista e filósofo Jean-Paul Sartre. O ataque de Camus aos crimes perpetrados em nome da revolta repercutiu mal, e ele ainda foi acusado de defender a liberdade de forma simplista, privilegiando a questão individual. Foi assim que, por várias décadas, a complexidade de seu pensamento foi reduzida a uma tese de direita.

Stálin ainda vivia, muita gente começava a se desentender com o Partido Comunista, mas apesar disso Camus não podia ser perdoado ao criticar igualmente a violência e o totalitarismo de direita e esquerda. Não se podia aceitar uma crítica tão forte contra as prisões e os assassinatos perpetrados em nome da revolução. O novo humanismo de Camus — talvez por vezes contraditório, mas certamente sincero — era repudiado radicalmente.”

Comentários:

Algumas tendências anarquistas na América Latina há muito flertam com o autoritarismo e o populismo. Talvez o pior destes momentos foi o apoio de algumas organizações anarquistas à ditadura cubana e que hoje ganha sua nova versão com anarquistas, sobretudo na América do Sul apoiando a ditadura venezuelana e em silêncio contra a ditadura na Nicarágua.

A cultura Brasileira e de toda a Latino América demonstram nitidamente uma tendência autoritária nas suas populações em todas as classes, gêneros, etnias e sexualidades.

Organizações anarquistas no Brasil introduziram elementos “conceituais e teóricos” originários do marxismo como: autoritarismo, centralismo, verticalização e cientificidade. Tentativas contínuas de transformar a cultura anarquista em uma simplória, tacanha e limitada “teoria política” com verniz “científico” roubado envergonhadamente dos autoritários marxistas está em curso no Brasil e também em outros países como Uruguai, Chile e Venezuela.

Constatações e considerações postas é necessário manter o caráter libertário da cultura anarquista e seguir com a construção das organizações de trabalhadores e organizações anarquistas para além do câncer autoritário e da droga do individualismo autoindulgente burguês que se incrustou no movimento anarquista.

Contra a verticalidade a descentralização. Contra o centralismo o federalismo autogestionário. Contra o autoritarismo a liberdade.

Leia o livro completo: Camus, Albert. 1951. O homem revoltado.

Tradução e comentários: Heitor dos Rios (colaborador).

 

 

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Volta Redonda – Rio de Janeiro. IV Simpósio de Educação: Cotidiano, História e Políticas, de 16 a 18 de outubro. Educação, Pedagogia, Infância e Anarquismo.

A p r e s e n t a ç ã o

É com grande satisfação que anunciamos a IV edição do Simpósio de Educação: Cotidiano, História e Políticas realizado pelo Curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário Geraldo Di Biase.

O IV Simpósio de Educação: Cotidiano, História e Políticas, vem nesta edição com o tema: “Educação Infantil em perspectiva: concepções e práticas” e terá em sua Conferência de Abertura o Professor Rômulo dos Santos Paulino (LAB ARTE/FEUSP) com a temática “Infância e liberdade”. Mas o evento não para por aí. Teremos muitas novidades.

Este ano, entramos para o circuito do “Colóquio Internacional Anarquista” com a presença do célebre Professor José Maria Carvalho Ferreira (SOCIUS/ISEG/UNIVERSIDADE DE LISBOA/PT), homenageado no Livro Utopia, Anarquia e Sociedade, que nos agraciará com uma Conferência intitulada “Tics, educação e anarquia”. Também teremos a presença do Professor João Correia de Andrade Neto (UFRJ), com a Conferência “Cartografia da educação anarquista e pedagogia libertária no Brasil”.

E mais: estaremos lançando 4 novas publicações: “Utopia, Anarquia e Sociedade“, de Rita Raposo e outros autores; “Rasgos“, de Aza Njeri; “O Dia D“, de Rodrigo Hallvys e “O pensamento de Proudhon em Educação“, de Helen dos Santos Lazaro e Luiza Angélica Paschoeto Guimarães, com um texto do próprio Proudhon.

Além disso, continuaremos com as comunicações de trabalhos acadêmicos de estudantes e pesquisadores que desejarem apresentar suas produções no evento.

As Comunicações Orais continuam a variar as temáticas sobre educação em todos os níveis escolares, de acordo com os 8 eixos temáticos do evento.

Na página do evento [link abaixo], você encontra orientações para inscrições, envio de trabalhos, dados do lançamento de livros, cronograma e programação.

Assim, convidamos as comunidades acadêmicas e todos os interessados a participarem conosco, abrilhantando ainda mais o nosso “IV Simpósio de Educação: Cotidiano, História e Políticas“.

Cordialmente,

Luiza Angélica Paschoeto Guimarães

Coordenadora

Mais infos: educacaolibertaria.com.br

Notícia original:https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/09/14/volta-redonda-rj-iv-simposio-de-educacao-cotidiano-historia-e-politicas-de-16-a-18-de-outubro/

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Após perder nossa página no facebook retomamos esta plataforma de comunicação.

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(Atualização) 17º expressões anarquistas -2018.

Informamos que o 17º Expressões anarquistas será realizado em Campinas – São Paulo-Brasil.
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Lista de riscos à liberdade:

As vezes nos recordamos dela, e sempre, mesmo inconscientemente, caminhamos na sua procura.

Ela sempre foi ameaçada e agredida. Hoje em dia, através do terror e da violência de Estado, nutridos pela exploração capitalista, a nossa liberdade, a sua liberdade vai sendo oprimida, dominada e roubada.
O anarquismo, o afeto e a ação direta existem como organização, sentimento e prática para um mundo livre onde o autoritarismo e a exploração sejam abolidas e a liberdade seja a regra.

O silêncio e omissão são aliados do oportunismo e da injustiça quais alimentam a guerra, a desigualdade e o medo. O individualismo que embala narrativas libertárias egóicas está assentado na exploração afetiva e econômica de uma economia capitalista dos sentimentos e do trabalho. Estamos sendo conduzidos, ou nos conduzindo para o suicídio individual agora, e coletivo no longo prazo.

O Brasil está passando por mais uma das eleições gerais. O Processo que te fizeram pensar e sentir como necessário, que te fizeram desejar, que te fizeram acreditar e confiar que você “escolhe” uma pessoa que cuidará de você, que a protegerá, que garantirá sua vida e liberdade.

Este ano, mais que em anos anteriores, o processo eleitoral brasileiro em três “hashtag” pode ser nomeado: autoritarismo, manipulação e medo.

#autoritarismo: todos os candidatos e candidata são autoritários, a mídia comercial, clama por autoritarismo, a população em geral clama por autoritarismo.

#manipulação: tropical chuva de boatos e mentiras alimentam interesses e candidaturas que escondem as questões e necessidades sociais estabelecendo uma falsa dicotomia: Eleições ou Barbárie em pró de manter o projeto maior: avanço da cultura e mentalidade capitalista.

#medo: ameaças e terrorismo procuram dirigir o olhar e motivar o voto para a participação nas eleições e a escolha dos candidatos do interesse da Elite Política e Capitalista Brasileira e Estrangeira, com o simples intuito de sustentação de luxos para os políticos e maior acúmulo de lucro para os exploradores.

E você, quais os riscos que vê à liberdade?

Heitor dos Rios (colaborador)

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Resistência Indígena, Negra e Popular Brasil: Outros 500.

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Eles não nos representam: autogestão contra eleições2018

Ontem ocorreu o primeiro debate entre os candidatos à presidência da República no Brasil. A farsa televisiva interpretada por oito atores presentes e um candidato preso é o reflexo de parte da população brasileira especialmente interclasses e reflete algumas das faces da nossa sociedade, os seus desejos e a expressão de nosso momento:

Personagem candidato1: oligarca, recalcado, oportunista

Personagem candidato2: religioso, nacionalista, militar

Personagem candidato3: militar, autoritário, integralista*

Personagem candidata4: conservadora, moralista, capitalista verde

Personagem candidato5: autoritário, coroné, capitalista populista

Personagem candidato6: conservador, autoritário, capitalista selvagem

Personagem candidato7: conservador, autoritário, banqueiro

Personagem candidato8: autoritário, aproveitador da miséria social, capitalista populista

Personagem candidato9: autoritário, personalista, capitalista populista **

Autoritarismo é uma característica que atravessa todos os candidatos e a candidata. Capitalismo é o regime econômico admitido por todos os candidatos. Estado Nacional é o sistema aceito e imposto por todos.

Ativistas, movimentos sociais, sindicatos, classe trabalhadora são para estes candidatos uma ameaça ou fonte de aproveitamento para seus interesses e projetos de poder.

Atenção, por qual motivos estes candidatos não tocam nestes assuntos:

fim do latifúndio

fim da especulação imobiliária

fim dos agrotóxicos

fim da discriminação racial

fim da discriminação por sexualidade e gênero

apoio e solidariedade aos povos irmão da América Latina

fim da perseguição a ativistas de causas humanitárias

fim da perseguição a movimentos sociais

liberdade sindical e fim de perseguição

fim da guerra do estado e capitalismo contra os pobres e trabalhadores

fim da exploração capitalista

Os candidatos desta eleição e das anteriores representam apenas seus interesses e desejos.

Tomemos as rédeas das nossas vidas em nossas mãos lado a lado com nossos vizinhos, nossos companheiros de trabalho, nossos familiares  e vamos seguir construindo a libertação de líderes, a libertação daqueles que nos exploram.

Você tem o direito de não votar, votar nulo, votar em branco, não comparecer para votar.

Você pode, nós podemos escolher  livremente se auto organizar social e economicamente.

 

* : fascista a moda brasileira

** : ausente por estar preso.

 

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