Saudação à Confederação Internacional do Trabalho

A Liga Anarquista no Rio de Janeiro saúda o nascimento da Confederação Internacional dos Trabalhadores ocorrida entre 11, 12, 13 de maio de 2018 em Parma-Itália.

Reconhecemos a coragem e determinação das organizações sindicais de trabalhadores e trabalhadoras e as bases de seus sindicatos em todos os países. Levantemos e nos ponhamos a caminhar para nossa libertação social e econômica com o fim do capitalismo e a organização federalista autogestionária social e econômica.

Congratulamos e saudamos o esforço das organizações ativas neste longo processo: CNT(Espanha), FAU(Alemanha), IP (Polônia), ESE (Grécia), IWW(América do Notre), FORA- (Argentina), USI (Itália).

Que a solidariedade internacional e o apoio mútuo entre trabalhadores e os
movimentos sociais se concretize e faça avançarmos e vivermos uma aurora libertária.

O mundo é construído por nós trabalhadoras e trabalhadores. Tomemos a direção de nossas vidas nós mesmos. Vida longa a Confederação Internacional do Trabalho.

Anúncios
Publicado em América Latina, Brasil, Mundo, Sindicalismo, Trabalhadoras/Trabalhadores, Trabalho | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Uma murga anarcomadurista que vem de Montevidéu …

Redação El Libertario

Acompanhado com um ritmo musical que não tem nada do vibrante candombe dos carnavais da Banda Oriental, mais se parece seguir o padrão marcial que parte da embaixada chavomadurista naquelas terras, está circulando a carta como um patético cúmplice que defende a atual ditadura venezuelana e tenta novamente justificar um vergonhoso respaldo a tal ditadura.

Geralmente nos ocupamos pouco ou nada dos exemplos particulares na América Latina daqueles que defendem um regime que condenam de forma tão explicita a sua história, execução e perspectivas, como eles são muitas vezes expoentes do que marxismo Borbonico(para o que não lembrar e nem querem aprender) que insistem em ser a representação fiel da esquerda na região, tanto quanto se compromete a defender o que é claramente indefensável. Mas neste caso, tivemos que fazer uma exceção para a banda de metais que se autodenomina nada menos do que “Federación Anarquista Uruguaya” – FAU, que impõe uma obrigação sobre nós inevitável O que faz um grupo que se diz “anarquista” assumindo a defesa contínua, incondicional e essencialmente acrítica de um Estado capitalista burocrático, governado por um regime autoritário e militarista que se chama” popular e progressista “?

Durante um século, o anarquismo tem enfrentado o desafio constante de manter sua opção revolucionária e libertária como essencialmente diferente do caminho apresentado pelo marxismo, que nos afirma ser seu igual e até mesmo uma rota que devemos buscar formas de enlace.

Confrontado com essa reivindicação para dissolver o anarquismo de que em grande parte é o seu oposto, ou transformá-lo em uma espécie de predecessor ou irmão mais novo, a história tem mostrado que essa convergência é impossível se o ideal anarquista é consistente com sigo mesmo e com o seu compromisso de liberdade e igualdade em solidariedade, para o qual teve que permanecer na posição que tem sido sua característica resolutamente voltada para as autointituladas “revoluções” do marxismo, que acabou sendo um capitalismos tão ou mais opressora, exploradora e autoritário do que o capitalismo clássico que eles fingiram lutar e superar.

Essa experiência que já tivemos neste continente no caso de Cuba e foi amplamente documentada no livro essencial: O Anarquismo em Cuba, de Frank Fernandez. Coincidentemente, nesse caso, também marcou o início do declínio da FAU, que não conseguiu ser fiel às suas convicções e deixou ser seduzida pelo mito do castrismo que há enganado a maior parte da esquerda latino-americana. Eventualmente, pareceu que a FAU tinha escapada pra fora da armadilha que havia de bom grado caído, mas a aparência de Hugo Chávez e sua “revolução bolivariana” virou uma tentação irresistível para retornar ao seu antigo amor por ditaduras autoritárias deixado com pretextos de “solidariedade anti-imperialista” e “apoio crítico para a construção de um caminho original para o socialismo”. Estranhamente, não deixa de nos parecer estranho em uma organização que se identifica como anarquista, a FAU tem feito uma apologia pública do governo venezuelano e pedido público de desculpas, a cuja maioria das expressões marcantes temos respondido como o “funeral de Estado, Amnesia e Anarquismo”

http: //periodicoellibertario.blogspot.com/2013/05/funerales-de-estado-amnesia-y-anarquismo.html;

“Caso houvesse dúvidas: a FAU volta a perder os pontos!”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2015/03/por-si-quedaban-dudas-la-fau-vuelve.html;

“! Mais uma vez os velhos miscues burro trigo FAU na Venezuela reitera”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/08/otra-vez-la-burra-al-trigo-la-fau.html;

e “A FAU e Venezuela: os esforços insistentes tropeçam na mesma pedra”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/11/la-fau-y-venezuela-del-insistente.html.

Como fato curioso, com a morte de Chávez e tarde com a presença de Maduro en Miraflores, a FAU se tem consolidado nas funções de portavoz qualificado desta peculiar mistura que, na falta de outra denominação, cabe batizar como anarcomadurismo.

Mais uma vez retorna a estas andanças obsequiosos comitiva carnavalesca da FAU, que na sua carta parecer, de Março de 2018, acessível em http://www.ainfos.ca/ca/ainfos17741.html, dedica um comentário intitulado “Venezuela e outra tentativa de invasão” para apresentar uma imagem do ponto crítico da situação venezuelana que é semelhante à montagem da propaganda grotesca da ditadura Maduro que tenta justificar para aqueles querem crer fora de Venezuela. E dizemos fora do país (ou querem ignorar o que realmente acontece aqui), porque só nessa situação alguém pode ignorar a ineficaz e corrupta gestão oficial que é o principal responsável pela enorme escassez e crise que estamos sofrendo.

Eles recorrem ao velho mantra stalinista de culpar “a CIA e o imperialismo” para dar desculpas para o fracasso do governo, que, com o militarismo excessivo, a repressão desenfreada, a violação dos direitos humanos e fundamentais, a corrupção indizível, imposição da extractivismo flagrante e expoliador da natureza que é entregue à voracidade do capital transnacional, e o sinal de falha óbvio do chavomadurismo que é exemplificado pela migração-fuga maciça para fora do país de milhões de seus habitantes, nada disso parece ser importante para FAU, porque não vale a pena mencionar. Estão mais interessado em destacar as tensões entre chancelarias que não convidaram o líder venezuelano à cúpula presidencial recente no Peru. Uma curiosa preocupação para uma federação anarquista!

Além disso, depois de repetir ao pé da letra a caracterização de que qualquer adversário do governo é da “direita e fascista”, a FAU esqueceu de mencionar as condições absolutamente vantajosas e irregulares que a ditadura conseguiu impor aos processos eleitorais; isso não parece causar ruptura na percepção que a comitiva montevideana tem dos processos eleitorais na Venezuela, e qualifica de “recalcitrante” a quem agora não quer permanecer fantoche em um torneio tão cheio de armadilhas e extremamente desigual.

Certamente, a gangue atualmente no comando em Washington não está em sintonia com a banda civil-militar de Caracas e faz o que eu pode pra lhe chatear a vida, mas em nenhum caso é o dever daqueles que assumem a causa anarquista para apoiar um ou outro grupo em suas ações judiciais, quando se verifica que, no final, ambas as polias compartilham um objetivo semelhante de explorar e oprimir nossos povos. Portanto, é chocante que a FAU rasgue as roupas lacrimejando, repetido e ecoando as manobras chavomaduristas (que nisso segue os ensinamentos de seus mestres da ditadura cubana) para denunciar a alegada ameaça de uma intervenção militar imperialista iminente, adicionadas por alegações de forças paramilitares externas-internas na Venezuela, mesmo quando se fala sobre esse risco fantasmagórico é convenientemente ignorar que os paramilitares marchando única e abertamente pelas ruas de Caracas são aqueles usados pela ditadura de Maduro para reprimir violentamente inúmeros protestos de rua , que para a FAU não existem ou são propiciados pela “reação”.

Finalmente, parece que perdemos tempo e esforço para dedicar-nos a responder este festa de virada do show uruguaio, mas entendemos que vale a pena o esforço para deixar claro que o anarquismo consequente não tem que comprometer-se nunca com governos que se chamam de esquerda e acabam sendo autoritários do pior tipo, nem mesmo dizendo desculpa as supostas intenções terríveis de alguns de seus adversários, no caso da América Latina é o exemplo de Cuba, e agora a Venezuela, para demonstrar plenamente que do anarquismo não pode haver um terreno comum ou possibilidade de apoiar os absurdos do capitalismo burocrático, da mesma forma e com a mesma ênfase que não há para os regimes do capitalismo neoliberal e com uma máscara democrático-representativa.

 

Publicado em América Latina, venezuela | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

#1maio: Organizar, resistir e lutar

Para livre divulgação.

Publicado em Brasil, Sindicalismo, Trabalhadoras/Trabalhadores, Trabalho | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Carta às trabalhadoras, precarizadas, desempregadas no Brasil.

Trabalhadoras, na luta somos dignas.

A democracia Capitalista é o governo das elites do poder econômico associadas ao poder político-militar.

A liberdade na democracia capitalista é secundária e está fundada em algumas “miragens” sociopolíticas e “determinações” econômicas. A liberdade na democracia é para as elites e não para a gente trabalhadora. A lei da atual democracia é: não tem dinheiro, não vive.

Uma das “miragens” sociopolíticas correspondem a nos fazer acreditar que participando com o voto em eleições podemos escolher alguém que governará para o bem de todos no território que eles chamam de país. Estes homens e mulheres comuns nos quais parte de nós deposita confiança e respeito, prometem, e nunca cumprem: promover e realizar o bem-estar para todos. A segunda das “miragens” sociopolíticas corresponde a nos fazer acreditar que apenas e somente o Estado é o único que pode manter e organizar a sociedade. Pergunte a você mesma se isto se comprova na história e nos dias atuais.

Uma das determinações econômicas é que a iniciativa individual aliada ao trabalho árduo te levará a uma vida de riqueza para ser gozada por você e os seus. A segunda das determinações é que a propriedade privada hereditária é um direito natural. Cabe perguntar, fazer exame de si ou de outrem para constatar quem enriqueceu sem explorar o trabalho de outros. Cabe ainda perguntar se sempre houve propriedade privada hereditária. Ou, ainda, como se conseguiu obter a propriedade privada?

A combinação de “miragens” sociopolíticas e “determinações” econômicas são embaladas como produto de consumo barato encontrado em prateleiras de TV’s, Jornais, Revistas, Redes Sociais na Internet onde você é ao mesmo tempo a moeda e a mercadoria. Ao fim e ao cabo você não escolhe, é sim escolhida e comercializada.

Neste dia das pessoas trabalhadoras, nesse primeiro de maio é preciso perguntar a si mesma se você elegendo governantes ou se permitindo explorar por um patrão faz a sua vida melhor a cada dia, a cada mês, a cada ano? Por que temos de trabalhar tanto para pagar tantas contas? Por que os patrões, que nos exploram, vivem bem e nós mal temos o que comer?

Não são apenas os políticos e os patrões que nos enganam e roubam com a proteção dada pelos militares. Dentro da classe trabalhadora há traidores da classe que entraram nas nossas organizações de defesa e apoio dos trabalhadores: os sindicatos. Estes usam nossas organizações sindicais como um meio de vida. Tornaram-se uma elite sindical e também nos tratam como moeda e mercadoria.

Diretorias sindicais associadas a partidos de direita e de esquerda nos vendem a preço de “banana” para aqueles que pagarem mais. Aos empresários vendem a sua influência para impedir movimentos por melhores condições de trabalho, impedir greves por melhores salários. Somos usados também para eleger governos, justificar políticas, investimentos, projetos de desenvolvimento, ações militares chamadas de “planos de segurança”. Estes tais “planos de segurança” a nosso ver não passam de guerra cirúrgica para avançar em territórios indígenas, periferias, manter o latifúndio, controlar os que resistem e lutam contra a fome e a morte pela miséria social e econômica. Pense: você deve saber ou conhecer uma amiga, dentro do seu sindicato, onde um dos diretores se candidatou a vereador, prefeito, deputado, governador, senador e prometeu defender a sua categoria e a sua classe. Perguntamos então: onde estão estes eleitos e o que fizeram por você, por sua categoria e por sua classe?

Acusamos a crescente repressão que os movimentos sindical e social vêm sofrendo. Dentre estas pessoas companheiras que trabalham e lutam por direitos e melhores condições de vida, os companheiros e companheiras anarquistas seguem sendo um dos alvos. Afirmamos nosso direito a organização social e política de forma anarquista. Denunciamos o avanço de ações investigativas, monitoramentos e prisões no território brasileiro. Chamamos a atenção para o assassinato de jornalistas, genocídio de indígenas e negros, nos campos e nas cidades.

Nosso primeiro de maio também será um grito pela liberdade de pensamento, expressão e organização. Neste primeiro de maio gritaremos pelo direito das trabalhadoras, das precarizadas, das desempregas pelo direito a organização, ao trabalho e a vida.

Nesse ano de 2018, no nosso primeiro de maio vamos dizer não as mentiras e seus mentirosos que nos iludem fazendo nossas vidas mais infelizes explorando nosso trabalho. Vamos nos encontrar e conversarmos sobre a nossa situação e maneiras de nos organizarmos e lutarmos para vencer as injustiças sociais e as desigualdades econômicas que nos são impostas por governos de direita e de esquerda, vamos trabalhar por construir possibilidades de autogestão pondo fim a exploração capitalista que nos rouba as horas de nossa mão de obra, vamos nos estruturar para estabelecer uma organização social federada entre as trabalhadoras e a sociedade, nos bairros e nas fábricas, nas lojas e nas ruas, nos campos e cidades, nas periferias e nos centros das grandes cidades, entre produtores e consumidores, criadores e realizadores, sonhadores e realistas.

Determinação, união e luta pela igualdade econômica, pela justiça social com liberdade para todas.

Converse com seus colegas. Participe das suas assembleias. Exija da diretoria do seu sindicato: Fim do sindicato único. Pluralidade sindical: direito das trabalhadoras terem mais de um sindicato por categoria e/ou classe. Fim do imposto sindical: contribuição livre e espontânea da trabalhadora para a organização e luta sindical. Abertura e apresentação do balanço fiscal do seu sindicato em linguagem simples e direta. Discriminação item-a-item dos gastos realizados. Independência e autonomia em relação a partidos de direita e esquerda, em relação a governos, em relação a patrões e gestores. Criação de núcleos de base por local de trabalho com colegas eleitos pela base em processo autogestionário da categoria/classe. Investimento dos recursos do sindicato nos núcleos de base para fins de organização e fortalecimento das bases. Fim do assédio sexual e moral no local de trabalho. Contra o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres. Igualdade de salário para mulheres em relação a homens. Redução da carga horária de trabalho para 30horas semanais sem redução salarial. O trabalho é um direito social e deve cumprir função social.

Iniciativa Federalista Anarquista – Brasil – 01 de maio de 2018.

Juntas lutamos, juntas avançamos.

 

Publicado em Brasil, Sindicalismo, Trabalhadoras/Trabalhadores | Marcado com , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O anarcossindicalismo segue vivinho, e lutando!

Publicado em Brasil, Debates: Anarquismo no séc. XXI., espanha, Sindicalismo, Trabalhadoras/Trabalhadores, Trabalho | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

1º Maio 2018 – Trabalhadoras, na luta somos dignas e livres!

Imagem | Publicado em por | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

Fórum Geral Anarquista – Brasil: alguns passos de uma pequena história.

Há quatro anos começamos nossa caminhada criando este espaço coletivo e político anarquista para pensar, debater e promover as experiências e praticas anarquistas no Brasil. O Fórum Geral Anarquista é itinerante e cria um espaço de encontro e convergência onde … Continuar lendo

Galeria | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Fórum Social Libertário: Juntas e juntos construímos a ideia libertária em Villalar-Espanha, 2018.

Apresentação das atividades da CNT em Villalar: Fórum Social Libertário no domingo 22 de abril e espaço confederal na campa no dia 23.

Nos momentos atuais, onde os protagonistas das lutas tem usurpada até a opinião dos problemas que tem que enfrentar, onde se utiliza a miséria alheia em benefício próprio e onde não existe nenhuma tarefa moral que possa fazer refletir sobre o que fazemos às pessoas e ao entorno onde vivemos, é mais necessário que nunca impulsionar espaços de encontro para que as organizações e coletivos que não tem voz comecem a criar uma só que acabe de uma vez com o silêncio social e midiático a que lhes submetem.

Não há que indagar muito na história para ver com clareza que a traição à classe trabalhadora é quase uma ordem cíclica no futuro dos estados e do capital que os mantêm. A utilização de nossa classe social em prol de um benefício partidário ou pseudopatriótico se pode seguir desde o nascimento mesmo do chamado Regime de 78 na velha Ibéria, um regime que recebe críticas paradoxalmente até por quem vive dele e o mantêm no tempo e na forma.

Desde a assembleia da CNT Valladolid estamos há anos fomentando um Villalar que devolva a essa data um conteúdo político, social e laboral que entendemos foi perdendo com os anos. O 23 de abril passou a ser um dia festivo controlado pelas instituições por uma parte e, pela outra, diluído em uma espécie de festival estético que não leva a lugar algum.

Como dizíamos, estes dois últimos anos se potencializou a presença de nosso sindicato em Villalar, mas também se cedeu espaço convidando a muitos coletivos que contam com projetos autogestionados ou próprios, dentro da informação, da economia coletiva, da defesa do meio ambiente, antirrepressivos etc.

Este 2018, imersos ainda nas tremendas lições que estão contribuindo desde o movimento feminista e da dignidade que supõe que aposentadas e aposentados tenham tomado as ruas, nossa decisão inquebrantável foi criar um espaço de debate denominado “FÓRUM SOCIAL LIBERTÁRIO DE VILLALAR”. Um lugar de encontro sem a tutela de quem vive do trabalho alheio e perpetua este sistema de submissão e de exploração para o conjunto da classe trabalhadora. Também um lugar de respeito onde se tratem temas da atualidade política ou social, para tentar avançar, sem nenhum tipo de veto e desde o maior consenso possível, na consecução da prática da verdadeira solidariedade de classe e do apoio mútuo entre quem agora sofre a exploração.

É emocionante que a esta chamada tenham atendido e confirmado sua presença este 22 de abril numerosos coletivos e sindicatos – listados ao final deste comunicado -. Coletivos que tem como proposta principal a melhora deste mundo no qual vivemos desde as diferentes lutas e desde as diferentes sensibilidades que compõem um movimento forte (ainda que não coeso) como é o nosso. Estamos mais que agradecidos da resposta de nossa gente e esperamos, desde a firmeza de nossas ideias e de nossos gestos, que esta semente siga crescendo e que nos transborde completamente.

Sabemos que um mundo globalizado – onde os estados cada vez se encontram mais finitos e somente dedicados a labores meramente repressivos – nossas ideias são o necessário freio a suas políticas, a necessária resposta de exploradas e explorados para seu egoismo e, por último, o golpe de graça que levará a nossa plena emancipação.

Somos muitxs, somos conscientes e vamos ganhar

Saúde e sucesso companheirxs

Grupos implicados no Fórum Social Libertário Villalar 2018 de 22 de abril: A Huebra (Palencia), CNT Aranda de Duero, CNT Ávila, CNT Segovia, CNT Valladolid, CNT Zamora, CSR Gamonal, Comunales Vivos (Burgos), CSA La Ortiga (Valladolid), CSA Villafria (Salamanca), Federación Estudiantil Libertaria, Grupo Anarquista Albatros (Madrid), Grupo Anarquista Cencellada (Valladolid), Lecturas de Zamarraco (Burgos), Madrid Agroecológico, Movimiento Libertario Rizoma (Valladolid), Paradxs en Movimiento (Valladolid), Red de Apoyo Mutuo (Soria), Salamanca Antinuclear

CNT Valladolid, 9 de abril de 2018

Fonte: https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2018/04/19/espanha-juntas-e-juntos-construimos-a-ideia-libertaria-em-villalar-2018/

Publicado em espanha | Marcado com , , | Deixe um comentário

Entrevista acerca da situação que se está a viver na Venezuela.

Mandando nosso salve e solidariedade com xs compas na Venezuela, publicamos uma entrevista realizada com Rodolfo Montes de Oca, publicada na Crônica Subversiva 1. Transmitimos aqui a disposição do Rodolfo para nos narrar os acontecimentos na Venezuela, e sobretudo a fortaleza de sua posição na luta pela liberdade.

Biblioteca Anárquica Kaos

[Entrevista da Biblioteca Anárquica Kaos com Rodolfo Montes de Oca]

Desde Venezuela, temos recebido a chamada dxs compas anarquistas para se falar e se posicionar sobre o regime ditatorial que confrontam lá. Além de convidar à leitura deste chamado e suas reflexões (que pode se ver na página de El Libertario) acreditamos que a melhor resposta é abrir as possibilidades para que xs compas possam compartilhar como está a situação no território controlado pelo estado venezuelano. De ai que surge a idéia de nos comunicar diretamente com o companheiro Rodolfo.
O contexto que mostra a entrevista, provoca pensar nos laços em tempos de luta generalizada, na diversidade de instintos de luta, nas diferentes estratégias e até posições que entrelaçam-se só ocasionalmente, e sobretudo na repulsa ao autoritarismo e ao monopólio do poder. Este tipo de eventos são momentos de aprendizagem e encontros com quem luta contra a autoridade. Historicamente xs anarquistas tem se envolvido neste tipo de situações procurando o caos, a revolta e a possibilidade do encontro com outrxs insubmisxs.
Desde a Biblioteca Anárquica Kaos esperamos colaborar difundindo a situação na Venezuela desde o olhar de um compa que tem dado grandes contribuições à memória e atualidade dos anarquistas e a anarquia.

B.Kaos: Inicialmente, para ter uma paisagem desde a qual vamos a falar, gostaríamos de saber um pouco do contexto atual na Venezuela e das posições anarquistas, libertarias, subversivas neste contexto.

Rudolfo: É preciso entender que, na Venezuela, os anarquistas enfrentam uma ditadura com fantasia de paisana mas, conformada por militares. É um cenário similar ao que tiveram que enfrentar os peruanos no governo de Alberto Fujimori, os guatemaltecos contra Jorge Serrano, ou os uruguaios contra Juan Maria Bordaberry. São governos que subiram ao poder mediante o voto, mas se desenvolveram em totalitarismos falhados. O governo de Nicolás Maduro não é muito diferente daqueles: eliminou as competências da Assembléia Nacional,  suspendeu o referendum revocatório contra seu mandato, as eleições regionais e municipais, as eleições dos centros de estudantes, sindicatos e conselhos municipais. Maduro militariza a sociedade, aplica detenções arbitrarias e julgamentos militares, obriga os funcionários a participarem dos atos governamentais, e aplica o sistema judicial de forma inquisitória contra os opositores. Se isso é uma ditadura, os anarquistas tem que se desvincular e se posicionar adversamente, ficar calado ou pensar que “isso não é com eles” é simples comodidade ou cumplicidade.

A presença das anarquistas nas mobilizações é  bastante modesta, sem a presença de bandeiras ou blocos delimitados com claridade, como o black bloc em outras latitudes. Aqui os anarquistas tem optado por se dissolver dentro da multidão, agindo como parte das dinâmicas de solidariedade que estão acontecendo, deixando de lado predicar o credo. No entanto, nas ruas se vêm pixos com frases libertarias acompanhadas do célebre (A), a na bola, e também alguns escudeiros punks que usam toda a simbologia vinculada à estética tradicional ácrata.

Existem outras agrupações como o Jornal El Libertario que tem difundido comunicados e tem tratado de dar cobertura informativa sobre a rebelião. Um desses comunicados faz um chamado para superar as direções da oposição para continuar avançando na luta e é isso mesmo que está acontecendo. A maioria dos protestos são espontâneas, sem direção, nem lideranças, as pessoas se convocam autonomamente  e fazem o que podem e como podem. Sem partidos, siglas, dirigentes nem programas.

Temos definido isso tudo como proto anarquismo da rebelião, que são essas dinâmicas horizontais  de ação direta que estão acontecendo de forma espontânea nas mobilizações. Esta situação não acontece não porque anarquistas tenham sido eficientes na promoção da idéia mas, por que a população intui que estas práticas são mais eficientes para confrontar o poder. Ver como as pessoas estão se organizando para hidratar e dar comida aos manifestantes, como se organizam em grupos de afinidade e gerem suas próprias equipes de proteção, entre mais outras coisas, evidencia que há um ninho de construção que os libertários deveriam aproveitar.

Uma das dinâmicas que tem se observado nos protestos, é a participação, cada vez mais decidida, de pessoas em situação de rua, elas estão participando porque não somente são bem recebidas mas também são alimentadas, vestidas, e se dá com elas um sentido de pertença que o Estado não dava para elas. Em poucas palavras, as políticas de nivelação, das que tanto se jacta o chavismo e seus seguidores, hoje é praticada e  desenvolvida pela multidão que é adversa a ele.

Em relação às acusações que fazem contra nós, nos chamando de “ultra conservadores” ou “de direita”, pelo geral não provêm do governo mas de grupos e individualidades relacionadas com o conceito de “poder popular” que estão dentro do ambiente libertário, isso que, nos livros de história, foi catalogado como plataformismo. No caso da Venezuela, este tipo de tendência auto denominou-se “anarcochavismo”, e desapareceu junto com seu principal referencial. O ultimo comunicado deles, da FARV, foi logo após da morte de Hugo Chávez. Desde então não se soube mais nada deles, há 4 anos.

B.Kaos: Muitos países atravessaram uma virada esquerdista que claramente foi assumida pouco acriticamente. Provavelmente só quem estava pela anarquia enxergava este cenário desde a posição de sempre: na total rejeição da dominação e autoritarismo. No caso da Venezuela o cenário está se exacerbando. Porém, vemos criticas com argumentos como corrupção  e demagogia, apelando ao carácter ruim do Governo e não questionando o próprio Estado. Na Venezuela, o  contexto evita ou dificulta manifestar posições anti-estatais? Ou, pelo contrário, o fim do Estado poderia ser uma critica fecunda nestes momentos?

Rudolfo: Tens razão ao afirmar que parte das críticas desde os jornais e publicações anarquistas apontam nos erros do Estado como se fossem um problema do governo, sendo que o erro radica no sistema de gestão capitalista extrativo e no Estado como ente articulador do saqueio.

No entanto, a consolidação do projeto bolivariano afiançou o estadismo na região, nesse sentido, ao existir um evidente fracasso do chavismo, essas críticas apontam ao Estado e isso, a mediano prazo, pode beneficiar à anarquia. Esse “sintoma” é comum nos países que passaram pelas experiências do socialismo real. Nestes países, as tendências anarquistas emergiram com certa beligerância logo após do fracasso dos modelos “marxista-leninistas”.

B.Kaos: Recentemente temos visto como vários protestos tem se desenvolvido em resposta às intenções de Maduro por ficar na presidência da Venezuela, pode nos contar sobre a galera nas ruas? como se articulam e convocam?
Que tipo de tendências e diversidades estão nas ruas? quais as posições anárquicas nesses protestos?

Rudolfo: As pessoas estão se mobilizando contra a instauração duma ditadura no século XXI, essa situação e o crescente autoritarismo tem gerado um despertar e as pessoas estão se  mobilizando contra isso. É por isso que temos definido essa etapa Rebelião Popular contra o governo de Nicolás Maduro, porque trata-se de uma multidão que está se manifestando, com diferentes táticas e estratégias, contra o devir autoritário.

São muitas as tendências e posições que participam nos protestos, desde partidos políticos social-demócratas, trotskistas, marxistas-leninistas, democratas, liberais, conservadores, religiosos, entre vários outros.

Mas, esses são irrelevantes, os que contam são as populações, os grêmios, os estudantes, as  rabalhadoras, jovens, desempregadas e rebeldes que estão participando, seguindo seus próprios instintos, e por fora de coordenações políticas como a MUD (Mesa da Unidade Democrática).
Isso ficou marcado, por exemplo, na extensão cronológica e geográfica da rebelião. Tem se registrado ao redor de 26 protestos diários, muitos deles sem chamadas de grupos políticos. Trata-se da gente, cansada e enjoada, participando mediante a ação direta.

É com essas ações espontâneas e descentralizadas com as que estão agindo os anarquistas da Venezuela. Elxs estão colaborando e radicalizando um desconforto não para que o governo caia mas para mudar tudo. Cada vez há mais jovens que enxergam com gosto o referencial
anarquista.

B.Kaos: Num momento onde há dezenas de mortos nos conflitos, nos perguntamos quem são estes mortos e foram mortos por quem? Temos assistido denúncias sobre pessoas atirando a queima roupa, este tipo de violência é recorrente?

Rudolfo: Hoje 9 de julho de 2017, são 100 dias de conflitos, até hoje, são mais de 92 mortos só no contexto dos protestos. Isso é quase um morto ao dia. Isso demonstra o uso desproporcionado da força contra os manifestantes.

As histórias das pessoas assassinadas são muito variadas mas todos eles são jovens, moradores das zonas populares, não afiliados com partido político nenhum, e todos eles participantes firmes dos grupos de defesa das mobilizações.

B.Kaos: Assim como nos interessa falar da repressão também acreditamos que é muito importante falar da resposta combativa nas ruas. Que tipo de ofensiva, ataque e resposta violenta tem os que estão nos protestos?

Rudolfo: O que tem se podido detectar nos protestos é que existe uma multiplicidade de tendências e táticas que os manifestantes estão usando. Trancar as ruas, reter os caminhões para deter o tráfico, atacar às instituições militares e ao sistema judicial, também há confrontos nas ruas, e defesa das pessoas que participam nos protestos, das agressões da Guarda Nacional (GBN) ou da Policia Nacional Bolivariana (PNB). Os jovens se organizam de forma descentralizada e usam estratégias e táticas que podem ser vistas em outras regiões do mundo.

B.Kaos: Quais são ás práticas de auto-gestão (informais) na procura de autonomia estatal que dão resposta ao Estado, neste contexto de restrições em vários elementos necessários para viver?

Rudolfo: São muito variadas, as pessoas estão se mobilizando e participando delas devido à conjuntura. Desde um retorno às pequenas hortas para a subsistência até as cooperativas de produção. No momento não existem experiências de toma de fábricas, mas elas tem sido experiências desfavoráveis. Está se convocando à uma greve geral indefinida para o 16 de julho, logo após o plebiscito. Vamos ver que acontece e se somos capazes de avançar na auto-gestão de meios e serviços.

B.Kaos: Também estamos curiosos por saber sobre as populações não ocidentais na Venezuela, quais suas formas de resistência e confrontação contra o Estado que sempre procura civilizá-las?

Rudolfo: Como afirmam, existe uma resistência dos povo indígenas originários desde o momento da colonização, essa capacidade de resiliência e persistência adquiriu várias formas ao longo do tempo e ainda está
presente. Nestes tempos, os povos indígenas estão mobilizados contra a indústria extractiva que tem sua expressão em projectos como a extracção de carvão mineral  na Serra de Perijá, ou o Arco Mineiro do Orinoco.

Uma linha de pesquisa interessante é a presença de valores e estratégias anarquistas nos povos de contato tardio, como os Yanomami e os Hoti, mesma situação que dos povos que tiveram um desenvolvimento antropológico com um devir  bastante libertário, como é o caso dos Piaroa e os Wotjuja.

Esse desenvolvimento nas margens das instituições ocidentais, não é produto da teorização dos povos mas duma prática coletiva e de adaptação ao meio ambiente que levou eles a se desenvolver duma forma bastante
anarquista.

B.Kaos: Tendo em conta que não respeitamos fronteiras porém elas nos são impostas pelos Estados, gostaríamos de saber como é a articulação com compas afins na região, com o norte do Brasil, as Guianas e Colômbia que imaginamos pelo idioma em comum deve ser maior.

Rudolfo: Embora vocês não acreditem, existem poucos pontes de afinidade com os companheiros/as na Colômbia ainda que compartilhamos uma historia e idioma comum, isso é produto do nocivo desenvolvimento de tendências afins ao “poder popular”, que ao final do dia, não é nem poder, nem é popular. Em relação à Guiana, não se tem noticias de contacto nenhum, os registros que se tem nesse país foram durante a existência da prisão da Ilha do Diabo. Existe um folheto que escrevi titulado “A conjura dos indomáveis” que podem revisar.

Nossos contatos e laços de amizade com o Brasil são mais sólidos, isto permitiu que pudéssemos participar no Forum Geral Anarquista e na Reunião da CRIFA que aconteceram em junho de 2017. Precisamos continuar construindo pontes de afinidade entre ambas as regiões. Aprender dos yanomami que são trans-fronteiriços, que vivem e celebram a liberdade em ambos os lados destas fronteiras fictícias.

B.Kaos: Finalmente, saber um pouco da situação dxs sequestradxs pelo estado e a posição anticarcerária.

Rudolfo: Na Venezuela há mais de 3000 pessoas detidas por terem participado nos protestos, destas, 1700 estão sendo processadas, destas últimas, 313 são civis detidos e passados à jurisdição militar sob a desculpa de uma “rebelião militar”. Além do mais das detenções, está se usando a tortura, o isolamento e a dispersão. Há presos por protestar que tem ordem de saída da prisão mas que não são liberados, estão sequestrados pelos organismos de segurança. Como vocês podem ver, a “revolução bolivariana” comporta-se como um governo militarista e como qualquer outra ditadura.

Em relação a minha posição anticarcerária, esta segue sendo a mesma que desenhei na minha juventude e que mantenho ao longo deste trajecto que chamamos vida: Abaixo os muros de todas as prisões!

Entrevista da Biblioteca Kaos Originalmente publicada em: https://pt-contrainfo.espiv.net/2017/08/15/brasil-biblioteca-kaos-entrevista-rodolfo-montes-de-oca-acerca-da-situacao-que-se-esta-a-viver-na-venezuela/

Publicado em América Latina, Iniciativa Federalista Anarquista-Brasil, International Federetion Anarchiste, venezuela | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

4º Fórum Geral Anarquista – São Paulo – Brasil – 2018.

Saudações libertárias para todas as pessoas!

A Iniciativa Federalista Anarquista associada a Internacional de Federações Anarquistas, através do trabalho e determinação dos coletivos e indivíduos associados, tem a alegria de comunicar a toda a gente a realização do nosso 4º Fórum Geral Anarquista no Brasil.

O 4º FGA será celebrado nas datas de 22, 23 e 24 de junho de 2018 em São Paulo, no Centro de Cultura Social na Vila Dalva.

O tema de nosso encontro neste ano é: América Latina Livre: abaixo as ditaduras de direita e de esquerda. Contra o genocídio da população indígena e negra.

Conversaremos e refletiremos sobre os povos e pessoas trabalhadoras da América Latina que trabalham para se manterem, resistem para viver e lutam por justiça social e liberdade construindo um outro mundo melhor. Suas formas de viver, resistir, criar, produzir. Suas potências de vida e alegria de viver. Suas múltiplas expressões artísticas, nossas belezas humanas, naturais e culturais diversas serão assuntos e trocas que vivenciaremos estes três dias.

Considerando nossas terras em Latino América, nossos povos, nossas histórias, nossas lutas, nossas conquistas, nossos fracassos e sobretudo nosso momento atual no continente denunciamos o Governo da Venezuela que é para nós um símbolo do terrorismo de Estado para todos nós os povos de América Latina. O Governo de esquerda e seus opositores de direita igualmente trabalham na devastação da natureza, do assassinato em massa de seus concidadãos. Motivadas apenas por disputas de poder travadas entre direita e esquerda buscando tomar o poder de governar, ou seja, também o poder de explorar povos e riquezas naturais em aliança com empresas nacionais e internacionais com o fim único do lucro de grupos privilegiados.

Hoje um regime ditatorial de esquerda está vigente na Venezuela, partidos de direita atacam o regime subsidiados por governos estrangeiros e empresas multinacionais. A população é assassinada por esta disputa com doenças como cólera e sarampo, morrem de fome, os vivos que resistem estão sendo perseguidos e presos por se oporem a direita e a esquerda. Entre estes, evidentemente, os anarquistas que tentam construir alternativas de vida para a calamidade humanitária gerada pela ganância de poder e lucro.

Está em curso uma verdadeira diáspora. A população abandona seu trabalho, suas casas, suas terras, deixando familiares para tentar sobreviver em países vizinhos como Brasil e Colômbia e já avança para Equador, Peru, Paraguai, Chile. Por estes motivos agora apresentados, como denúncia desta calamidade humanitária causada pelo Governo Maduro e pelos Partidos de Direita de Venezuela. Com atenção abordaremos e conversaremos propositivamente e gritaremos em alto e bom para que faça eco em toda Latino América, África, Ásia, Oceania e Europa: Abaixo a ditadura: todo apoio as anarquistas e populações na Venezuela. Contra o genocídio da população indígena e negra.

Um outro tópico no qual nos determos de forma especial e aprofundada será a guerra social travada no Brasil contra as “classes perigosas” assim consideradas todas aquelas que não são da elite ou servem a seus interesses. Ou seja, você pobre, favelado, trabalhadora, indígena, negra, mulher, gay, lésbica, transexual, desempregado, precarizado. Observaremos e conversaremos sobre as formas de ataque do aparelho repressivo na guerra social cirúrgica genocida contra a população indígena e negra no país.

Avançaremos neste 4º FGA a considerar as potencialidades dos povos e trabalhadoras da América Latina desde o Brasil, trocando nossas experiências nas nossas periferias e campos, analisando a situação social, política e econômica pela qual passamos nesse momento. Será um momento de conhecimento e reflexão de metodologias, partilhas e vivências horizontalizadas, experimentação da autogestão e práticas comunitárias não impositivas, de conversa entre a gente trabalhadora, precarizada, estudantes, pais e mães, artistas, educadoras para superar as injustiças e desigualdades impostas pelo sistema capitalista.

Nossa programação contará com:

Conferência de abertura

Rodas de Conversas

Grupos de discussão/Oficinas.

Churrasco vegano

Churrasco carne

Show Musical

Sarau AfroIndigena Periferia

Como participar e inscrever:

A IFA-Brasil e sua organização local comunica que o 4º Fórum Geral Anarquista está com inscrições abertas. Uma inscrição antecipada é importante para obtermos uma estimativa de pessoas presentes ao evento e garantir a limpeza do espaço, alojamento para os dias do evento para cada pessoa inscrita antecipadamente via depósito em conta. As vagas são limitadas. Em caso de desistência, avisando a organização do 4º FGA até as 18h do dia 15 de junho, será devolvido 50% do valor.

Você pode propor um Grupo de Discussão, lançamento de livro, revista, uma Oficina ou atividade no Sarau com tema e assunto da sua escolha.

Contaremos com algumas vagas para hospedagem e hospedagem solidária que serão atribuídas segundo necessidades e distâncias.

Para se inscrever envie e-mail para: fga_organizacao@anarkio.net. No e-mail deve conter seu nome e registro do depósito de contribuição no valor de 30 reais que será revertido para o espaço e para organização do FGA.

Organização: Iniciativa Federalista Anarquista Brasil – http://anarkio.net

Realização: CCS-Vila Dalva

Apoio: Internacional de Federações Anarquistas, Fenikso Nigra, ColetivoAnarc@punx Aurora Negra, Liga Anarquista no Rio de Janeiro.

Sejam todas bem-vindas!

Viva o federalismo anarquista.

América Latina Livre.

Cartaz para impressão e livre divulgação:

Publicado em América Latina, Brasil, cultura libertária, Cultura Política Anarquista, Debates: Anarquismo no séc. XXI., Fórum Geral Anarquista, Federalismo Anarquista, Iniciativa Federalista Anarquista-Brasil, International Federetion Anarchiste | Marcado com , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário