Sobre “Anarquismo e mudança social” de Gaetano Manfredonia*.

René Berthier

O que segue é um trecho de um trabalho maior, em fase de elaboração, dedicado a uma reflexão crítica sobre o livro de Michael Schmidt e Lucien van der Walt, Black Flame [1], com o qual eu tenho uma série de divergências profundas sobre o método. Black Flame certamente continuará a ser um livro de referência pela quantidade surpreendente de informações nele contidas. No entanto, os autores usam uma série de conceitos que considero altamente questionáveis – Broad Anarchist Tradition [2], por exemplo; eles também fazem amálgamas que são contrárias à realidade histórica (a ideia de que o sindicalismo seria uma “estratégia” do anarquismo). Estes são pontos que irei desenvolver em profundidade noutro trabalho dedicado especificamente a estes conceitos.

“Anarquismo e Mudança Social”de Gaetano Manfredonia Acredito que a maneira como Black Flame aborda a história do movimento anarquista e a doutrina anarquista está equivocada. Mas neste texto não pretendo refutar as teses de Michael Schmidt e Lucien van der Walt; só quero mostrar que os dois autores sul­africanos valeram­se da leitura de um livro de Gaetano  Manfredonia, Anarchisme et changement social: Insurrectionalisme, syndicalisme, éducationnisme­réalisateur [3], publicado dois anos antes. Este livro fornece soluções extremamente convincentes aos impasses metodológicos com os quais os dois autores estão comprometidos. Reconheço que a questão da língua é um problema real para a difusão de ideias, e o movimento anarquista é o primeiro a sofrer com esta deficiência. Um livro como Black Flame, que podia aspirar a tornar­se um livro de referência do movimento libertário para as gerações futuras é, infelizmente, afectado por uma grande desvantagem: seus autores reconhecem (página 26 do seu livro) que eles têm   recorrido   quase   exclusivamente   a   fontes  anglo­ ­saxónicas!!! Uma tal limitação de fontes os priva das aquisições das obras de muitos autores que escreveram em francês durante os últimos vinte anos – para não mencionar as obras em Espanhol ou Português. Uma circunstância muito relevante.

Manfredonia é actualmente um dos historiadores do anarquismo mais famosos em França. Infelizmente ele publicou pouco, mas seus livros são sempre de uma clareza e precisão que fazem o deleite dos leitores. Seu livro torna obsoletas todas as tipologias com as quais, ainda hoje, tentamos encontrar uma coerência e estabelecer uma “classificação”  inteligível  nas  muitas  correntes  que    se  reivindicam do anarquismo. O primeiro que falou de “síntese” foi Voline, quatro anos antes de Sébastien Faure. A “síntese” de Voline, que foi desenvolvida pela primeira vez em 1924 [4] foi uma das primeiras tentativas de “classificação”, seguida de perto pela “plataforma” de Arshinov (1926) e a “síntese” de Sébastien Faure (1928). Mas se ambas “sínteses” referem­se aos conceitos do individualismo, do comunismo e do sindicalismo, elas realmente não têm nada em comum. Voline não baseou a sua (primeira) síntese sobre a coexistência de três correntes diferentes e   separadas.

O texto que Voline escreveu em 1924, “Da síntese”,  é pouco conhecido, pois após a publicação da Plataforma Arshinov em 1926, Voline juntou­se a Sébastien Faure na sua oposição à Plataforma e colaborou com ele na escrita de outra “síntese” em 1928, cujo significado é totalmente diferente do texto de 1924. Dessa forma a primeira versão de Voline permaneceu oculta. Como Makhno e Arshinov, Voline estava ciente dos limites do movimento anarquista da época e queria mudá­lo. Voline, Makhno e Arshinov compartilhavam a mesma ideia inicial: a necessidade de unificar o movimento anarquista, que se encontrava dividido e parecia ineficaz. A diferença estava no método para realizar a unidade. Os “Plataformistas” consideravam que só o anarco­comunismo era o movimento anarquista. Para eles, o individualismo era uma ideologia burguesa e o anarco­sindicalismo não chegava a ser uma doutrina, era na verdade um simples método de ação. Voline afirma no seu texto de 1924 que a unidade poderia ser conseguida através de um esforço de esclarecimento teórico envolvendo uma reflexão colectiva entre todas as tendências do movimento libertário. Em 1924, Voline não propunha colocar lado a lado as correntes sindicalista, comunista libertária  e individualista. Tratava­se de definir as principais ideias do anarquismo: o princípio sindicalista como “método de revolução social”, o princípio comunista como “organização básica da nova sociedade em formação” e o princípio individualista, isto é, “a emancipação total e felicidade do indivíduo é o verdadeiro objectivo da revolução social e   da nova sociedade”. Voline não contemplou o “anarquismo individualista” como uma corrente específica do movimento anarquista, mas a emancipação do indivíduo como objectivo da revolução social. Não é de todo a mesma coisa. Ao contrário de S. Faure, Voline não queria que os diferentes ramos do anarquismo vivessem lado a lado por um tempo indeterminado. Ele acreditava que depois de um debate, eles se fundiriam em algo diferente e superior – que é precisamente o significado de uma “síntese”.

Na síntese  de Voline, havia algo dinâmico, as coisas tinham que mudar. Em contraste, quando Sébastien Faure publicou “La Synthèse anarchiste”, em 1928, ele desenvolveu uma visão muito estática, defendendo a simples coexistência de diferentes correntes do anarquismo. É esta versão do “sintesismo”, a de S. Faure, que prevaleceu, mas, estri­ tamente falando, não é uma síntese. Enquanto a primeira síntese de Voline não é incompatível com o conteúdo da Plataforma, a síntese de S. Faure é absolu­tamente irreconciliável. Na realidade, não há nenhuma síntese na proposta de Faure: uma síntese, por definição, implicaria que os vários elementos que a compõem, através das suas interacções, formariam uma realidade nova. Este não é o caso em Faure. Na verdade, ele formulou pela primeira vez o anarquismo na coabitação de três correntes: individualista, comunista e sindicalista. Com Faure, a “síntese” é simplesmente composta de três componentes diferentes, sem interacção: a sobrevivência da “síntese” depende só da “coexistência pacífica” das suas componentes, e não em ultrapassar as suas contradições. Há uma certa ironia nessa história. Na verdade, houve em Paris em 1913 um importante congresso anarquista para criar (finalmente!) uma organização unificada nacionalmente. Neste congresso, Faure declarou firmemente que o individualismo era incompatível com o anarquismo e exigiu a expulsão dos individualistas do Congresso. Portanto, o mesmo S. Faure que expulsou os individualistas pela porta em 1913, reintroduziu­os pela janela quinze anos mais tarde, na sua “Síntese”. Há uma explicação perfeitamente racional para essa aparente inconsistência. Na verdade, Sébastien Faure tinha tomado uma posição firme contra a guerra que eclodiu logo depois, e colaborou activamente com os individualistas, que em geral tiveram uma atitude irrepreensível sobre esta questão. Se a síntese de Sébastien Faure pretende aproximar elementos  dispersos  do  anarquismo,  Arshinov  e  os co­­autores da Plataforma tendem a dissociar do anarquismo os elementos que, segundo eles, não lhe pertencem. A tipologia introduzida pelo S. Faure respondeu a um espírito de conciliação no contexto polémico da época; não era realmente uma abordagem objectiva. Foi uma resposta à Plataforma de Makhno e Arshinov que queria restaurar o anarquismo a partir da experiência da Revolução   Russa.

“Apesar das expectativas dos seus promotores, o debate da plataforma/síntese não contribuiu para a realização da unidade do movimento, mas aumentou ainda mais a confusão nas fileiras libertárias e, portanto, em última análise, impediu a revisão necessária das posições anarquistas tradicionais, como a situação o exigia.”   [5]

Manfredonia acrescenta que esquecemos que estavam envolvidas apenas duas opções, entre outras. Como um resultado deste esquecimento, o debate tinha congelado, causando uma ruptura no movimento anarquista francês, uma “crise que nunca foi realmente superada ainda hoje e cuja confusão organizacional e ideológica da Federação Anarquista, uma espécie de monstro híbrido meio­sintesista meio­plataformista, é o exemplo mais marcante” [6]. Lembro que Manfredonia foi muito tempo uma figura proeminente da Federação Anarquista… “Em França o debate tinha diminuído na década de 1990. René Berthier ou Gaetano Manfredonia  propuseram  abordagens  desapaixonadas à questão [7]. Na verdade, a muito sintesista Federação Anarquista (FA) encontra­se afastada do catecismo de Sébastien Faure. A União de Trabalhadores Comunistas Libertários (UTCL), constituída em 1976, por sua vez, tinha rapidamente evoluído para uma superação da Plataforma que reteve mais o espírito do que a letra – a Alternativa Libertária está nesta continuidade [8].”

No entanto, após a publicação da Plataforma de Arshinov em 1926, à qual Voline se opõe, ele abandona sua visão original de uma síntese “dinâmica”, e participa, com Sébastien Faure, para desenvolver uma síntese estática, que continuará a ser conhecida hoje. A “Plataforma de Arshinov” tenta encontrar uma coerência no anarquismo ao refutar a qualificação anarquista a algumas correntes ou a certas sensibilidades: uma atitude que também é encontrada em Black Flame. Para Michael Schmidt e Lucien van der Walt, o anarquismo é constituído através de duas correntes: o insurreccionalismo e o anarquismo de massas. Os autores reconhecem que   a primeira é extremamente minoritária. O anarquismo de massa representa a maior parte do movimento libertário; infelizmente, a definição dada a esta corrente é extremamente vaga e imprecisa, e encoraja confusões. Os autores de Black Flame não reconhecem que o individualismo é uma corrente anarquista, embora muitos insurreccionalistas se chamassem individualistas e vice­versa: individualismo e insurreccionalismo são duas correntes muito intimamente ligadas. Assumindo que o insurreccionalismo é uma corrente do anarquismo, não há nenhuma razão para recusar esta qualificação ao individualismo. A abordagem de Manfredonia supera essa contradição. Ele oferece tipologias que não são rígidas e que também evitam todas as confusões geradas pelo conceito de “Broad Anarchist Tradition” ao qual recorre Black Flame, permitindo categorizações muito mais precisas. Baseando­se na “sociologia compreensiva” de Weber, Manfredonia considera que é necessário “romper com as interpretações usuais do anarquismo, todas as que enfatizam a história das ideias ou dos movimentos”; e propõe concentrar­se resolutamente no estudo das práticas militantes. Com base neste método, define três “tipos ideais” de activismo libertário: o tipo insurreccional, o tipo sindicalista e o tipo educacionista­realizador. Esta nova tipologia é muito mais relevante do que a “grelha de leitura” que foi definida pelo Faure em 1928 na síntese anarquista, e que foi a origem de muitos clichés… ainda que nenhum historiador sério tenha usado esta categorização. Para reforço de sua tese, Manfredonia observou que muitos insurreccionalistas eram também educadores e sustentavam que as massas deviam ser educadas. Assim, nós não pertencemos a uma categoria fixa e imutável; podemos pertencer a várias categorias em graus variáveis de acordo com o tempo e as circunstâncias. O livro de Manfredonia oferece uma leitura que supera o antagonismo Plataforma/Síntese: ele não congela as várias formas de anarquismo em “caixas” rígidas. Insurreccionalismo, sindicalismo ou educacionismo­ ­realizador não são tipos que se opõem, mas tipos que podem suceder­se um ao outro cronologicamente ou que podem coexistir em combinações variadas, dependendo das necessidades e do contexto político e social. Ainda segundo ele, o movimento anarquista francês antes de 1914 teria experimentado uma fase insurreccionalista inicial (1878­1886), uma reorientação “sindicalista” em 1888, um breve retorno ao insurreccionalismo com os ataques de 1892­1894, em seguida, a instalação final na visão sindicalista, pontuada por breves surtos de insurgência quando os conflitos sociais fossem prementes. Nesta sucessão, é o mesmo movimento libertário que adoptou atitudes diferentes (“estratégias”), diriam Michael Schmidt e Lucien van der Walt) adaptadas às circunstâncias e para as necessidades do momento. A passagem por essas fases não teria impedido a permanência à margem, de uma corrente educador­realizador em que se pode incluir os individualistas, os cooperativistas e vários humanistas relutantes à ideia de revolução e ligados a uma visão “gradualista” de transformação social. Mas encerrar o anarquismo em duas gavetas ou três não muda o facto de que ele foi cristalizado em categorias que na verdade não traduzem a realidade necessariamente flutuante e complexa.

  • A síntese de Faure não foi baseada em qualquer coisa objectiva, foi baseada em considerações de ordem táctica, num momento em que era necessário, disse ele, bloquear a plataforma de
  • O ponto de vista da Black Flame limita artificialmente o movimento libertário em duas correntes, uma numeri­ camente insignificante, cujo único registo é ter feito acções espectaculares, cujo recorde em termos de emancipação é discutível; a outra corrente (o “anarquismo de massa”)    é artificialmente insuflado através da atribuição abusiva   da qualidade anarquista a correntes ou indivíduos que não a reclamam, ou que a rejeitam, ou através de amálgamas que não iluminam a história do movimento libertário, mas que, ao invés criam confusão.

Manfredonia descreve “tipos ideais” que aparecem e se combinam em proporções variáveis, dependendo das circunstâncias e necessidades: o resultado é que o antagonismo entre sintesismo e plataformismo é ultrapassado. Portanto, pontes podem se formar entre um e outro tipo, conforme necessário, com nenhuma petrificação num compartimento selado. E sem que qualquer um desses tipos possa reivindicar representar o anarquismo. Esta abordagem revela uma consistência onde parecia haver alguma inconsistência. Vemos que nos “tipos ideais” de Manfredonia, o individualismo não é mencionado, ainda que este autor seja um especialista em anarquismo indivi­ dualista, de que fez uma tese de doutoramento! Os três “tipos  ideais” descritos por Manfredonia, e suas diferentes variações e combinações, são de algum modo as diferentes estratégias possíveis do anarquismo adaptadas às circunstâncias que as tornam necessárias. Portanto, não estamos presos em compartimentos onde cada qual afirma que só a insurreição, só o sindicalismo ou só a educação pode alcançar a emancipação: a estratégia adoptada pelo movimento anarquista pode referir­se, dependendo das circunstâncias, a um ou mais destes ideais­tipos e em graus variados. A questão do individualismo, de que alguns autores desafiam a adesão ao anarquismo, mas de que não se pode negar a existência, historicamente falando, é de alguma forma “resolvida” pelo seu “rebaixamento” em tipo “educador”, em que aparece como elemento marginal. Schmidt­van der Walt poderia aceitar a tipologia de Manfredonia, mas não o seu argumento de que o anarquismo remonta a 1830­1850, com Godwin, entre outros. Sobre este ponto, estou de acordo com Schmidt­ van der Walt, Godwin não pode ser descrito como um anarquista, estritamente falando. Mas como Manfredonia, eu acho que não pode ser descartada de uma séria reflexão sobre a génese do anarquismo: a qualidade de precursor poderia ser um bom compromisso. Manfredonia disse que o conceito de anarquismo “deve ser considerado como incluindo realidades muito mais amplas que as manifestações dos movimentos anarquistas definindo­se como tal.” Mas ele acrescenta que “fazer coincidir o nascimento do anarquismo como uma corrente política e social em si, com a formação de uma doutrina ou um movimento anarquista “específico” imediatamente depois da Comuna – como foi o caso até agora entre a maioria dos historiadores e activistas – é dar uma definição extremamente redutora desta corrente “. Os autores da Black Flame limitam o anarquismo na forma que adquiriu com o surgimento do movimento operário: o anarquismo é uma doutrina e um movimento especificamente proletário. Enquanto Michael Schmidt e Lucien van der Walt tendem a abordar a definição do anarquismo com uma visão restritiva, excluindo número de autores e correntes tradicionalmente ligados a esta corrente, Manfredonia tem uma visão abrangente: disse que o conceito de anarquismo “deve ser considerado como englobando realidades muito mais amplas que as manifestações de movimentos anarquistas que se definem como tal.” Portanto, temos duas abordagens totalmente diferentes.

Não partilho a abordagem inclusiva de Manfredonia: eu acho que o anarquismo continua a ser uma doutrina política e social que implementa uma prática colectiva, o que exclui “personalidades libertárias” que Manfredonia considera “interessantes”, mas cujo único defeito foi de “afirmar que as mudanças desejadas para alcançar uma sociedade anarquista poderiam ser conseguidas, apelando para os melhores interesses dos indivíduos sem a necessidade nem de converter anteriormente as massas para as ideias libertárias, nem de organizar os anarquistas em partido para empurrar o povo à revolução”. De um ponto de vista, concordo, portanto, com Michael Schmidt e Lucien van der Walt, enquanto não compartilho sua maneira um pouco rígida  de considerar o anarquismo como uma teoria unicamente “proletária”. Na verdade, as diferentes abordagens para considerar a mudança social não podem, como diz Manfredonia, “ser explicadas sem constantemente fazer referência aos modelos ou práticas que se afirmam ao mesmo tempo dentro dos movimentos sociais que levantam voo após o episódio da Revolução Francesa e da afirmação do  capitalismo industrial”.

Assim Manfredonia levanta a questão dos movimentos precursores do anarquismo e dos pensadores que foram pioneiros – uma questão que não é abordada em Black Flame. Referindo­se às principais figuras do movimento anarquista antes da Comuna, Manfredonia sustenta que: “as suas propostas só podem ser entendidas em relação às perguntas, tentativas, fracassos e esperanças que agitam ao mesmo tempo os movimentos sociais de seu tempo.” Não haveria, conforme Manfredonia, uma corrente sistematicamente pelas soluções violentas e uma corrente sistematicamente pelas soluções gradualistas. As soluções insurreccionais crescem quando uma perspectiva de curto prazo aparece; em seguida, desaparecem em favor de soluções gradualistas quando unicamente soluções a longo prazo parecem possíveis. Estas são as diferentes opções que são necessárias em diferentes contextos. O tipo ideal sindical, por exemplo, contém uma boa dose de visão insurreccional, a greve geral é percebida, desde  o início do movimento operário, como o equivalente da revolução social [9]. A partir desta perspectiva, a questão já não se coloca em termos de oposição sistemática entre diferentes estratégias do movimento, mas em termos de capacidade de redireccionar uma estratégia para outra, dependendo do contexto. Na realidade as coisas obviamente não ocorrem desta maneira: a maioria dos activistas adoptam uma estratégia e não estão dispostos a mudar: os insurreccionalistas permanecem insurreccionalistas, os gradualistas permanecem gradualistas, etc. Esta é provavelmente uma das causas da fraqueza do movimento libertário hoje.

A greve geral é a revolução social. Mas o sindicalismo também cai dentro do tipo ideal educacionista: a partir da Associação Internacional dos Trabalhadores e depois com o movimento sindicalista revolucionário, o sindicato é um grupo chamado a ser a base da reorganização da sociedade. É inegável que Fernand Pelloutier era um educador da classe trabalhadora, bem como um organizador. Além dos pressupostos metodológicos que nos permitem entender melhor o movimento libertário, Manfredonia oferece­nos, em conclusão, alguns elementos – infelizmente, demasiado curtos – que se dedicam a uma reflexão sobre o futuro do movimento. Lembra­nos Reclus, que disse que as revoluções foram o resultado de longos períodos de evolução e transformação das mentes [10]. Mas ele concluiu o seu discurso eminentemente gradualista com um apelo para a revolução: “Então, os grandes dias estão diante de nós. A mudança foi feita, a revolução não   tardará.”

Manfredonia teria podido citar a carta que Bakunin escreveu para Reclus pouco antes de sua morte: “actualmente a revolução voltou para a cama”, disse ele, “nós caímos  no período de evolução, isto é, nas revoluções subterrâneas, invisíveis e muitas vezes insensíveis”. Bakunin não se tornou de repente “reformista” ou gradualista: ele simples­ mente reconhece que a história tem ciclos e que o período que segue a derrota da França pela Prússia e o esmagamento da Comuna de Paris é um ciclo de retirada. Mas ele também disse que chegámos a um tempo em que os recursos, agora disponíveis para o Estado impedir uma revolução, são desproporcionais em relação àqueles que o proletariado lhe pode opor. Manfredonia está, portanto, correcto ao dizer na sua conclusão que “em geral, todos os activistas tendem a subestimar as capacidades de resistência do Estado ou da burguesia.” O autor do Anarchisme et changement social conclui com a observação de que o fracasso das visões insurreccionalistas e sindicalistas de mudança social em todo o século 20 não causou “o declínio irreversível do anarquismo.” A sobrevivência do anarquismo, disse ele, vem da “multiplicidade de práticas libertárias” que permitiram a esta corrente de “enfrentar os novos desafios colocados pela transformação das condições políticas e sociais nos países industrializados, sem perder a sua identidade”. A reserva que gostaria de formular com a conclusão do livro de Gaetano Manfredonia é que o autor parece tomar como certo que a solução gradualista unicamente permanece operacional hoje. É verdade que a constatação do facto  de que “a erosão de uma consciência de classe autónoma entre os trabalhadores” pode sugerir que esta opção gradualista é o único que restou no movimento libertário. Mas, precisamente, parece que o papel do movimento libertário é combater esta erosão, é recuperar o terreno perdido na consciência de classe do proletariado. Sabemos que não se pode deflagrar uma revolução em modo voluntarista: ela surge, simplesmente. O desenvolvimento massivo do que Manfredonia chamava as “práticas libertárias” poderia ser uma vantagem incontestável, no entanto, o maior ou menor grau de preparação de uma organização revolucionária e sua maior ou menor inserção nas lutas sociais pode fazer a diferença entre sucesso e   fracasso.

 

Gaetano Manfredonia Nascido em 1957, em Foggia, é historiador italiano do movimento operário e libertária na Itália e França. Titular de um doutorado em história contemporânea com uma tese de pós­graduação intitulado “O individualismo anarquista na França, 1880­1914”,   sob

a direção de Raoul Girardet (1984) e outra tese, também sob a direção de Girardet, intitulada “Estudos sobre o movimento anarquista na França”, Gaetano Manfredonia   é o autor de vários artigos científicos e livros sobre a história das correntes libertárias em Itália e França. Após a tese pioneira sobre Jean Maitron “O movimento anarquista na França”, Manfredonia renova a historiografia do movimento anarquista francês em particular cooperando no trabalho coletivo “História da esquerda”, ou por seu livro “Anarquismo e mudança social”. Neste último trabalho, depois de propor uma nova tipologie de anarquia, ele empreendeu uma releitura da história do movimento   anarquista.

 Obras • Libres! Toujours…: Anthologie de la chanson et de la poésie anarchistes du XIXe siècle, Lyon, Atelier de création libertaire, 2011, 181 p. • Anarchisme et changement social: Insurrectionnalisme, syndicalisme, éducationnisme­réalisateur, Lyon, Atelier de création libertaire, 2007, 347 p. • L’Anarchisme en Europe, Paris, Presses universitaires de France, 2001, 127 p. • La chanson anarchiste en France des origines à 1914: “Dansons la Ravachole!”, Paris, Éditions L’Harmattan, 1997, 445 p. • La lutte humaine: Luigi Fabbri, le mouvement anarchiste italien et la lutte contre le fascisme, Éditions du Monde libertaire, 1994, (ISBN 2­903013­26­8). • Avec Frank Mintz, René Berthier, Maurizio Antonioli, Jean­Christophe Angaut, Philippe Pelletier, Philippe Corcuff, Actualité de Bakounine 1814­ 2014, Éditions du Monde libertaire, 2014, (ISBN 9782915514568).

  • Histoire mondiale de l’anarchie, Éditions Textuel & Arte éditions, 2014, notice éditeur. • Aurélie Marcireau, L’histoire mondiale de l’Anarchie, LCP, 15 octobre 2014. Articles • “Le débat plate­forme ou synthèse”, in Voline, Itinéraire: une vie, une pensée, n° 13, 1996, 88 pages. • “De l’usage de la chanson politique: la production anarchiste d’avant 1914”, Cités, 3/2004, n°19, p. 43­53.

*original da revista Erava Rebelde n. 1 (Porto-Portugal): https://ervarebelde.noblogs.org/?p=167

(Quero agradecer a Ana da Palma [Portugal] e Alexandre Samis [Brasil] para a revisão do texto e pelas sugestões que fizeram.)

[1] AK Press, 2009.

[2) “Ampla tradição anarquista”

[3] Editions Atelier de création libertaire, 2007. (“Anarquismo e Mudança Social: insurgência, sindicalismo, educacionismo­realizador”). [4] Voline, “De la Synthèse”, La Revue Anarchiste, Mars­Mai 1924. [5] Gaetano Manfredonia, “Le débat plate­forme ou synthèse”, in Voline, Itinéraire : une vie, une pensée, no 13, 1996.

[6] Ibid.

[7] René Berthier, “À propos des 80 ans de la Révolution russe”, Le Monde libertaire, 18 décembre 1997.

[8] Guillaume Davranche : “1927 : Avec la Plate­forme, l’anarchisme tente la rénovation.” http ://www.alternativelibertaire.org/spip.php?article1596. [9] Um congresso convocado em 1893 pelas “bourses du travail” (assim, antes da fundação da CGT) adopta o princípio da greve geral e explicitamente reconhece que é equivalente a revolução. [10] “L’Évolution, la révolution et l’idéal anarchique” 1898, Paris, Stock, 1979.

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Faleceu o companheiro Manoel Vieira

Faleceu o companheiro Manuel Vieira, residente na Cova da Piedade na municipalidade da freguesia de Almada. Companheiro anarquista que contribuiu sobremaneira para o movimento anarquista português  que alguns compas de Brasil tiveram o prazer de conhecer. Um companheiro solidário e acolhedor disposto ao debate e a ação direta.

Foi um dos colaboradores do jornal “A Batalha”. Militante ativo da causa libertária. Manuel Vieira esteve também ligado à alteração da designação de algumas ruas de Almada, fazendo com que nelas figurasse a presença libertária.

Manuel Vieira faleceu a 14 de Agosto, tendo o funeral sido realizado no dia seguinte para o cemitério do Feijó.

A LIGA presta seus pêsames à família e à redacção do jornal “A Batalha”.

Viva a anarquia. Que a terra te seja leve! Até…

Notícia original em: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/08/18/cova-da-piedade-morreu-manuel-vieira/

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/01/28/rua-francisco-ferrer-na-cova-da-piedade/

http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/index.php?option=com_jumi&fileid=12&id=1598

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Revolução Russa: 100 anos.

Entre os dias 16, 17,18 de junho de 2017 a Iniciativa Federalista
Anarquista no Brasil (IFA-Bra) realizou o 3º Fórum Geral Anarquista na
Cidade de Campinas – São Paulo – Brasil.

Nesta versão do FGA participaram nove federações em América Latina e
Europa. De acordo com a disponibilidade de alguns companheiros destas
federações a IFA-Bra promoveu várias parcerias para realização de
conferências em várias cidades em três Estados no país: São Paulo, Rio
de Janeiro e Bahia.

Em Salvador uma parceria entre IFA-Bra com Maloca Libertária e
SINDIPETRO-Bahia promoveu a conferência Revolussão Russa: 100 anos.
Segue agora a gravação audiovisual com apresentação do convidado René
Berthier, integrante do Grupo Gaston Leval associado da Federação
Anarquista Francófona. A gravação é incrementanda por considerações,
questões, inquietações de uma cheia plateia de trabalhadores e
estudantes.

Assim nós da IFA-Bra, neste ano de 2017 entendemos necessário e
importante os anarquistas recordarem a Revolução Russa, suas
conquistas, seus fracassos, seus erros, mudanças, permanências. Dessa
forma nos reaproximamos do ideal revolucionários social colocando-nos
diante de nossa história e diante da inexorável realidade na qual o
capitalismo se mantém, persistindo a exploração e a opressão contra a
maioria da população brasileira, latino americana e mundial.

Não obstante revemos a prática de infiltração, manipulação, traição,
perseguição, extradição e assassinato promovidas pelos comunistas, do
agrupamento bolchevique, contra o povo russo e todos anarquistas e
socialistas. Então estes se apropriaram e deram fim ao processo
revolucionário social que se iniciara em 1905 (no domingo do dia 22 de
janeiro de 1905 ou 9 de janeiro, segundo o calendário juliano, vigente
no país a época) tendo seu momento crucial em fevereiro de 1917 (março
de 1917, pelo calendário ocidental) que derrubou o Estado monarquico
russo e o governo do Czar Nicolau II. Em outubro de 1917 (novembro do
mesmo ano, pelo calendário ocidental) os bolcheviques matam a Revolução
Social Russa golpeando definitivamente ao povo, aos socialistas e
anarquistas dando início ao capitalismo de Estado conduzido pela
ditadura do proletariado baseada no centralismo político e econômico
guarnecida pelo braço armado militar vermelho encarnados no que se
autoproclamou pelos bolcheviques como Ditadura do Proletariado,
princípio, método e modelo cunhado por Karl Marx e combatido desde seu
primeiro momento por Mikhail Alexandrovich Bakunin.

Agradecemos ao companheiro René Berthier por sua contribuição e a
parceria da Maloca Libertária e SINDIPETRO-Bahia pelo acolhimento e
realização do evento que promove a abertura do compartilhamento do
conhecimento histórico e social dos trabalhadores e da Revolução Social
Russa.

Saudações anarquistas e bom prazer com a conferência.

Links dos vídeos:

Parte 1 – https://www.youtube.com/watch?v=BZ7wd-wE7v8
Parte 2 – https://www.youtube.com/watch?v=vAp5o8ymeVk
Parte 3 – https://www.youtube.com/watch?v=H_nyU4Z1a4g
Parte 4 – https://www.youtube.com/watch?v=bSs3zV7lI8A

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Campanha de solidariedade e apoio ao povo e aos anarquistas venezuelanos

Português e espanhol.

Internacional das Federações Anarquistas
CRIFA Campinas – Brasil – 14 e 15 de 2017

As federações presentes na CRIFA-Campinas entre os dias 14 e 15 de junho de 2017 em consenso chamam a IFA para realizar campanha de solidariedade e apoio ao povo e aos anarquistas venezuelanos contra a ditadura do governo Maduro e contra os golpistas da direita venezuelana apoiados pelo governo dos Estados Unidos da América do Norte.

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Las federaciones presentes en la Crifa-Campinas entre los días 14 y 15 de junio de 2017 en Consenso llaman a la IFA para realizar campaña de solidaridad y apoyo al pueblo y A los anarquistas venezolanos contra la dictadura del gobierno Maduro y contra los Golpistas de la derecha venezolana apoyados por el gobierno de Estados Unidos de América del Norte.

 

Assinam as federações | Firman las federaciones:

FdA – Língua Alemã
FLA – Argentina
IFA-Brasil
FALV – Chile
FAI – Espanha
FAF – Língua Francesa
AFed – Grã-Bretanha
FAM – México
FAO – Slovenia e Croacia

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Relato da FAI sobre a CRIFA E FÓRUM ANARQUISTA Brasil | CRIFA y Fórum Anarquista em Brasil.

PORTUGUÊS | ESPANHOL

Organizado pela Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil (IFA-Brasil) com apoio da Internacional de Federações Anarquistas, a qual pertencem, se celebrou em Campinas a primeira reunião da CRIFA (Comissão de Relacões da IFA) que teve lugar em Latino América, e o III Fórum Geral Anarquista (FGA) em Brasil.

Nos dias 14 e 15 de junho, em um excelente ambiente fraterno, com a participação de todas as Federações que acutalmente integran a Internacional em Latino América y varias mais chegadas desde Europa, se desenvolveram os trabalhos e deliberações próprios das CRIFA, mas com uma caracteristica especial: era a primeira vez que se organizava em Latino América desde o nascimento da IFA tendo especial relevância os temas que les eram próprios. Também ocorreu reuniões específicas das Federações de latinoamericanas para melhorar seus trabalhos em comum, estreitar suas relações e programar projetos e campanhas comuns en questões que afetam especialmente a sua região, assim como superar os complexos problemas derivados das enormes distâncias que os separam geograficamente. Al final da CRIFA se aprovou uma nota de apoio aos anarquistas e ao povo venezuelano que passam por momentos de sério conflicto interno.

Em 16, 17 e 18, e com formato aberto à participação de indivíduos e grupos externos, realizou o III Fórum Geral Anarquista. Repleto de conferências, debates e atividades culturais, em um ambiente igualmente fraterno e colaborativo, contando com anfitriões excepcionais: Fenikso Nigra, coletivo local da IFA-Br em Campinas. O espaço, uma associação de bairro em que eles colaboram, foi perfeito para o desenvolvimento do Fórum. Contaram com espaço para crianças, um salão para grandes eventos, uma cozinha, chuveiros, alguns vizitantes internacionais puderam e, especialmente, companheiros e companheiras que, ajudavam em comissões de trabalho organizadas para vários trabalhos relacionados, uma lição de como fazer e solidariedade. Os membros presidente e outros vizinhos da associação participaram de diversos debates e compartilharam dos momentos de lazer, agradavelmente surpresos que o comportamento e as palavras de anarquistas não correspondem à imagem que o poder e seus porta-vozes davam a esse movimento.

Aproveitando a presença de muitos visitantes internacionais que vieram a CRIFA, o Fórum teve a participação de muitos deles para introduzir alguns dos debates e conferências. Assim, René Berthier, da Federação Anarquista Francófona (FAF), falou sobre os cem anos da Revolução Russa, juntamente com Cristina Dunaeva (professora pesquisador da Universidade Nacional do Brasil) e Leandro Ribeiro, pesquisador da UNESP / Assis. Pablo Perez, de Federação Libertaria da Argentina, falou sobre um de seus projetos, a Escuela Libre de Constituição (para o qual o Albatros Grupo Anarquista da FAI havia organizado um financiamento coletivo cujos recursos foram entregues em mãos) e um debate conjunto intitulado ” América Latina e Europa: o nacionalismo, a crise da globalização e criminalização das lutas sociais”. Mario Rui, falou sobre o anarquismo em seu país (Portugal), enquanto em outro fórum paralelo Erika, Fenikso Nigra, introduziu um debate sobre família, gênero e anarquismo. Havia outros debates e conferências simultâneas, tais como os “40 anos de O Inimigo do Rei” interessante jornal anarquista brasileiro por um dos seus últimos integrantes, Carlos Baqueiro, chegou de Salvador de Bahia, “o anarquismo e o sindicalismo hoje”, que introduziram o Fenikso Nigra e a LIGA no Rio de Janeiro, também houve “Anarquismo: resistência étnico-racial e de luta na América Latina.” Além disso, “o anarquismo como uma prática em comunidades” que apresentado paor Fenikso Nigra e o Coletivo Aurora Negra. Este debate devia ter participado Rodolfo Montes de Oca de El Libertario (Venezuela), mas não pôde comparecer por causa de conflitos em seu país. Havia muitos outras conferências com o mesmo formato: “Cem Anos da greve geral de 1917 no Brasil”, de Antonio Carlos de Oliveira e Alexandre Samis, com grande participação e discussão sobre “amor livre: gênero e sexualidade hoje” “o federalismo anarquista no século XXI: desafios, projetos e práticas” ou “-autogestão cooperativa” apresentada por Marcelo Freire, de Fenikso Nigra.


As performances que acompanharam este Fórum se organizaram em conjunto com músicos e dançarinos da associação do bairro, que voltaram-se para o evento e nos convidaram a algumas incursões que desconhecia e me esqueci de perguntar, em uma atmosfera emocionante na noite de sábado . Ainda mais emocionante foi o fechamento no domingo, pelo Idílio, de Fenikso Nigra, acolhendo a participação de muitos companheiros e companheiras vindas de outros países, de outras cidades ou da própria Campinas e conseguiu dar um conteúdo muito estimulante para seguir na difusão e na luta de idéias que irão melhorar a sociedade futura.
Os companheiros brasileiros, quiseram continuar aproveitando as visitas de anarquistas europeus e continuou a organizar eventos em São Paulo, Rio e Salvador. FAI, a FAF e a CNT espanhola participamos em local dos petroleiros e em uma escola no Rio de Janeiro, em um colóquio sobre as formas de organização anarquista e protesto pela liberdade de Rafael Braga, preso por 3 anos como punição aos grandes protestos de 2013, com acusações ridículas e manipulações que na Espanha nós conhecemos bem.

Uma experiência militante e pessoal para não esquecer.

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Espanhol

CRIFA y Fórum Anarquista em Brasil.

Organizado por la Iniciativa Federalista Anarquista de Brasil (IFA-Br), con el apoyo de la propia Internacional de Federaciones anarquistas (IFA), a la que pertenecen, se celebró en Campinas la primera reunión de la CRIFA (Comisión de Relaciones de la IFA) que tiene lugar en Latinoamérica, y el III Foro General Anarquista (FGA) de Brasil.

Los días 14 y 15 de junio, en un excelente ambiente fraterno, con la participación de todas las Federaciones que actualmente integran la Internacional en Latinoamérica y varias más llegadas desde Europa, se desarrollaron los trabajos y deliberaciones propios de las CRIFA pero con una característica especial: era la primera vez que se organizaba en Latinoamérica desde el nacimiento de la IFA y tuvieron una especial relevancia los temas que le eran propios. También reuniones específicas de las Federaciones latinoamericanas para mejorar sus trabajos en común, estrechar sus relaciones y programar proyectos o campañas comunes en cuestiones que afectan especialmente a la región, así como superar los complejos problemas derivados de las enormes distancias que les separan geográficamente. Al final de la CRIFA se aprobó sacar una nota de apoyo a los anarquistas y al pueblo venezolano en estos momentos de serio conflicto interno.

Organizado por la Iniciativa Federalista Anarquista de Brasil (IFA-Br), con el apoyo de la propia Internacional de Federaciones anarquistas (IFA), a la que pertenecen, se celebró en Campinas la primera reunión de la CRIFA (Comisión de Relaciones de la IFA) que tiene lugar en Latinoamérica, y el III Foro General Anarquista (FGA) de Brasil.
Los días 14 y 15 de junio, en un excelente ambiente fraterno, con la participación de todas las Federaciones que actualmente integran la Internacional en Latinoamérica y varias más llegadas desde Europa, se desarrollaron los trabajos y deliberaciones propios de las CRIFA pero con una característica especial: era la primera vez que se organizaba en Latinoamérica desde el nacimiento de la IFA y tuvieron una especial relevancia los temas que le eran propios. También reuniones específicas de las Federaciones latinoamericanas para mejorar sus trabajos en común, estrechar sus relaciones y programar proyectos o campañas comunes en cuestiones que afectan especialmente a la región, así como superar los complejos problemas derivados de las enormes distancias que les separan geográficamente. Al final de la CRIFA se aprobó sacar una nota de apoyo a los anarquistas y al pueblo venezolano en estos momentos de serio conflicto interno.

Los días 16, 17 y 18, ya con un formato abierto a la participación de personas y colectivos externos, se desarrolló el III Foro General Anarquista. Repleto de conferencias, debates y actividades culturales, en un ambiente igualmente fraterno y colaborativo, contó con unos anfitriones excepcionales: Fenikso Nigra, grupo local de la IFA-Br en Campinas. El espacio, una asociación de vecinos en la que colaboran, era perfecto para el desarrollo del Foro. Contaba con espacios para niños, un salón de actos grande, una cocina, duchas, pudieron dormir algunos visitantes internacionales y, sobre todo, compañeros y compañeras que, ayudados por comisiones de trabajo organizados para diversos trabajos relacionados, nos dieron una lección de saber hacer y solidaridad. El propio presidente y otros vecinos integrantes de la asociación, asistieron a varios de los debates y compartieron momentos de ocio, agradablemente sorprendidos de que el comportamiento y las palabras de los anarquistas no se correspondían con la imagen que el poder y sus voceros daban de ese movimiento.

Aprovechando la presencia de numerosos visitantes internacionales que habían acudido a la CRIFA, el Foro contó con muchos de ellos para introducir algunos de los debates y conferencias. Así, René Berthier, de la Federación Anarquista francófona (FAf), habló de los cien años de la Revolución rusa, junto con Cristina Dunaeva (profesora en investigadora de la Universidad Nacional de Brasil) y Leandro Ribeiro, investigador de la Unesp/Assis. Pablo Pérez, de la Federación Libertaria Argentina, habló sobre uno de sus proyectos, la Escuela Libre de Constitución (para el que el Grupo Anarquista Albatros de la FAI había organizado un crowfunding cuya recaudación se les entregó en mano) o un debate conjunto titulado “América Latina y Europa: nacionalismo, crisis de la globalización y criminalización de las luchas sociales”. Mario Rui, habló sobre el anarquismo en su país (Portugal), mientras en otro foro paralelo Erika, de Fenikso Nigra, introducía un debate sobre familia, género y anarquismo. Hubo otros debates y conferencias simultáneas como los de los “40 años de O Inimigo do Rei”, interesante periódico anarquista brasileño a cargo de uno de sus últimos integrantes, Carlos Baqueiro, llegado desde Salvador de Bahía, “Anarquismo y sindicalismo hoy” que introdujeron desde Fenikso Nigra y la Liga de Río de Janeiro, o “Anarquismo: resistencia y lucha etnorracial en América Latina”. También, “Anarquismo como práctica en las comunidades” que presentaron desde Fenikso Nigra y el Colectivo Aurora Negra. En este debate debería haber participado Rodolfo Montes de Oca de El Libertario (Venezuela) pero no pudo asistir debido a los conflictos de su país. Hubo otros muchos actos con este mismo formato: “Cien años de la huelga general de 1917 en Brasil”, a cargo de Antonio Carlos de Oliveira y Alexandre Samis, con gran participación, y debates sobre “Amor libre: géneros y sexualidad hoy”, “Federalismo anarquista en el siglo XXI: desafíos, proyectos y prácticas” o “Cooperativa y autogestión” presentado por Marcelo Freire, de Fenikso Nigra.

Las actuaciones que acompañaron este Foro se organizaron en conjunto con músicos y bailarines de la Asociación de Vecinos, que se volcaron con el evento y nos invitaron a unas infusiones que no conocía y me olvidé de preguntar, en un ambiente emocionante el sábado por la noche. Más emocionante aún fue el cierre el domingo, a cargo de Abilio, de Fenikso Nigra, agradeciendo la participación de tantos compañeros y compañeras venidas desde otros países, desde otras ciudades o de la propia Campinas y que consiguieron darle un contenido muy estimulante para seguir en la difusión y en la lucha de unas ideas que mejorarán la sociedad del futuro.

Los compañeros brasileños, quisieron seguir aprovechando las visitas de anarquistas europeos y siguieron organizando actos en Sao Paulo, Río o Salvador de Bahía. De la FAI, la FAf y la CNT española participamos en el local de los petroleros o en un colegio de Río de Janeiro, en un coloquio sobre formas de organización anarquista y en una protesta por la libertad de Rafael Braga, preso desde hace 3 años para escarmentar a las importantes protestas de 2013, con ridículas acusaciones y manipulaciones que en España conocemos bien.

Originalmente:

https://www.nodo50.org/tierraylibertad/348articulo5.html

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Federación Anarquista Centroamericana y del Caribe (F.A.C.C.) e individualidades autónomas.

Portugues/Espanhol/Inglês

DESDE ONDE E COM QUEM ESTAMOS

Para nós anarquistas que habitamos terras próximas a Venezuela, o que está ocorrendo nesse país não nos resulta distante nem indiferente. Nossas dependentes economias receberam durante quase duas décadas os subsídios dadivosos em combustíveis dos convênios do PetroCaribe. É por isso que quase todos os Estados e boa parte dos atores da sociedade civil da região caribenha oferecem agora seu silêncio cúmplice frente à apoteose neoliberal, autoritária, repressiva e militarista em que finalmente derivou o governo de Nicolás Maduro Moros.

Não negaremos o valor de tais convênios para nossas sociedades, mas não vamos fechar os olhos frente às imensas contradições sobre as quais se assentam. A projeção internacional da revolução bolivariana favoreceu a setores sensíveis de nossos países, não desconhecemos os benefícios dos serviços que foram gerados sob os acordos como o ALBA-TCP, mas não só somos clientes de assistências governamentais, partidários.as da unidade da região ou anti-imperialistas; também nos sentimos antiautoritários.as, anticapitalistas, anarquistas, proletários.as e gente do povo. É assim, que não queremos ser cúmplices de um silêncio pago com petróleo.

Nossas afinidades e simpatias são para o povo anônimo venezuelano que não esperou pelas “condições objetivas favoráveis”, nem levou a sério o chamado “fim da história”, e protagonizou em 1989 o Caracazo, a primeira grande revolta popular no mundo contra a consumação das políticas neoliberais que logo se implementariam em todos os lados.

Quando em inícios dos anos 90 o Movimento V República emergiu no mercado de ofertas de representação política, seus porta vozes não pouparam elogios e dádivas ao povo rebelde e auto-organizado. Mas hoje, quando o chavismo chegou a sua ótima maduração neoliberal, militarista, repressiva, aquele mesmo povo é desqualificado com epítetos de “terrorista”, “criminoso”, “ultradireitista”; acusações que pretendem esconder a mutação grotesca que sofreram todos os profissionais da política revolucionária no poder. Estamos com os protagonistas das mobilizações em bairros populares como El Valle, Coche, 23 de Enero, Baruta e 5 de Julio em Petare, Caracas; com o levantamento generalizado que ocorreu na zona sul da Valencia popular e obreira . Nossos corações estão nas ocupações e recuperações de supermercados, nos violentos choques com a polícia na La Isabelica, San Blas, Los Cedros, los Guayos, Tocuyito, Estado Carabobo, os quais se replicaram nos Estados de Táchira, Mérida, Maracaibo, Barquisimeto, Falcón, testemunhados por compas venezuelanos afins a nossas perspectivas de luta.

Estamos contra a Polícia Nacional Bolivariana, a Guarda Nacional Bolivariana, e o Serviço Bolivariano de Inteligência Militar, que por incorporar o adjetivo de “bolivarianos” a seus nomes, não deixaram de ser suportes essenciais do Estado autoritário e assassino. Estamos contra os “coletivos” paramilitares, monstros criados com o Plano Zamora, alimentados pela degradação do autêntico movimento organizativo popular dos anos 90, pela mão da burocracia e do militarismo chavista. Estamos contra a violência midiática dos políticos opositores, que só buscam atiçar a polarização entre as maquinarias políticas para forçar uma simples troca de opressores como suposta saída da crise em curso.

Estamos com os milhares de detidos sem amparo legal que são enviados como terroristas a tribunais militares e a cárceres super lotados. A Constituição Bolivariana de 1999 estabelece que a justiça militar se circunscreve aos delitos de naturaleza militar, mas como vemos é letra morta, como todas as regulações legais, trata de sustentar os interesses dominantes.

Estamos com os familiares das dezenas de mortos.as, em sua maioria jovens, ou os mais de mil feridos.as. Estamos com a juventude estudantil e popular dos bairros que armaram suas próprias instâncias de autodefesa em avenidas e nas ruas dos bairros. Estamos com esses jovens que em Maracay desfraldaram uma faixa que dizia “Ni MUD Ni PSUV, Somos os de baixo que viemos pelos de cima”, porque só com uma troca de governo não se resolve a situação.

A FOLHA DE PARREIRA DO ANTI-IMPERIALISMO DE SALÃO

O anti-imperialismo que hoje esgrime a maquinaria midiática chavista é uma tosca folha vermelha de parreira que pretende ocultar fatos muito concretos:

Grandes abutres do setor energético e da megamineração (Chevron, Schlumberger, Halliburton e Barrick Gold) já tem suculentas concessões por 40 anos na Venezuela, o que lhes outorgará um protagonismo crucial no desenho da nova Constituinte. O presidente Nicolás Maduro deu instruções a seus meios de comunicação para que não criticassem ao eleito Donald Trump a quem qualificou de “amigo” e “camarada”. Através da empresa estatal Citgo, Maduro doou meio milhão de dólares para abrir pontes de diálogo com a nova administração ianque. O governo venezuelano veio pagando prioritariamente a imensa dívida externa do país ao capital financeiro internacional e se mantêm como fiel sócio do chamado Conselho Nacional de Economia Produtiva , cuja máxima expressão é a íntima relação com o oligopólio midiático Organização Cisneros, garantia de apoio da maioria dos meios de comunicação privados. É um governo que cada dia se veste melhor à medida dos interesses de Wall Street, mas não quer que deixem de catalogá-lo de “bolivariano”, de “esquerda” e “anti-imperialista”.

Se trata, outra vez, dos frustrantes limites das revoluções de “liberação nacional”, “socialistas”, “participativas”, “anti-imperialistas”, etc., baseadas nos altos e baixos dos preços internacionais das matérias primas. É outra vez a crise da “Venezuela Saudita”, agora com rosto bolivariano, da qual emerge novamente um tenebroso rastro de fome, desintegração comunitária, incapacidade de gerar meios autônomos de vida, caos existencial de milhões de pessoas, violência entre os de baixo. E tudo isto promovido pela combinação de fetichismo nacionalista petroleiro (“Venezuela potencia”), clientelismo político, caudilhismo messiânico, culto machista ao homem forte, capaz de fazer magia desde o alto da pirâmide do p oder, que sempre inibiu a solidariedade popular, a convivência, o trabalho fraterno e a celebração entre os de baixo.

PAZ ENTRE OS DE BAIXO, GUERRA SOCIAL CONTRA OS DE CIMA

Nenhuma Assembleia Constituinte será solução para tão graves e profundos problemas sociais, culturais e psicológicos que afetam a nossos povos. Entre a fumaça tóxica, o fogo aterrador das armas, as ações de destruição e reabastecimento popular violento, as auto-defesas dos bairros para enfrentar os corpos repressivos, os milhares de feridos, a morte e a dor pelos seres queridos, emerge algo muito mais útil e liberador que uma nova Constituição do Estado venezuelano. Algo que os ideólogos da não-violência e os incondicionais do pacifismo não querem ver: a possibilidade prática de uma compreensão vivencial e intelectual sobre quem são nossos antagonistas e nossos aliados na luta por uma vida sem opressões, que permita a paz entre os de baixo e sustenta r a guerra social contra os de cima e seus cúmplices.

Esteja quem esteja no poder na Venezuela no futuro imediato, seja chavista ou antichavista, não terá mais opção senão reeditar o caminho do “Pacote Econômico” do governo de Carlos Andrés Pérez de 1989 e indicado pelo FMI, a provada fórmula para poupar gastos em dominação e manter à tona o essencial do Estado: sua roupa íntima de corrupção piramidal, autoritarismo, militarismo, e repressão aos de baixo. Detrás da Venezuela os governos de nossa região seguirão, com ritmos e dinâmicas ligeiramente diferentes, o mesmo caminho. Solidarizar-nos com o governo venezuelano de turno agora seria a crônica anunciada de uma traição a nossos companheiros.as e a nós mesmos.

Nem PSUV, nem MUD: organização de bairro, obreira e popular.

A luta continua!

Federación Anarquista Centroamericana y del Caribe (F.A.C.C.) e individualidades autónomas

Terça-feira, 13 de junho de 2017

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/05/11/chamado-desde-a-venezuela-aos-anarquistas-da-america-latina-e-do-mundo-a-solidariedade-e-muito-mais-que-uma-palavra-escrita/embed/#?secret=6pAr2cJkHZ

Espanhol:

Anarquistas del Caribe y Centroamérica frente a la “maduración” neo-liberal y militarista del chavismo

DESDE DÓNDE Y CON QUIÉN ESTAMOS
Para nosotrxs anarquistas que habitamos tierras aledañas a Venezuela, lo que está ocurriendo en ese país no nos resulta distante ni indiferente. Nuestras dependientes economías han recibido durante casi dos décadas los subsidios dadivosos en combustibles de los convenios de PetroCaribe. Es por eso que casi todos los Estados y buena parte de los actores de la sociedad civil de la región caribeña ofrecen ahora su silencio cómplice frente a la apoteosis neoliberal, autoritaria, represiva y militarista en que finalmente ha derivado el gobierno de Nicolás Maduro Moro.
No negaremos el valor de tales convenios para nuestras sociedades, pero no vamos a cerrar los ojos frente a las inmensas contradicciones sobre las que se asientan. La proyección internacional de la revolución bolivariana ha favorecido a sectores sensibles de nuestros países, no desconocemos los beneficios de los servicios que se han generado bajo los acuerdos como el ALBA-TCP, pero no sólo somos clientes de asistencias gubernamentales, partidarixs de la unidad de la región o anti-imperialistas; también nos sentimos anti-autoritarixs, anticapitalistas, anarquistas, proletarixs y gente de pueblo. Es así, que no queremos ser cómplices de un silencio pagado con petróleo.
Nuestras afinidades y simpatías son para el pueblo anónimo venezolano que no esperó por las “condiciones objetivas favorables”, ni se tomó en serio el llamado “fin de la historia”, y protagonizó en 1989 el Caracazo, la primera gran revuelta popular en el mundo contra la consumación de las políticas neoliberales que luego se implementarían en todos lados.
Cuando a inicios de los 90 el Movimiento V República emergió en el mercado de ofertas de representación política, sus voceros no escatimaron elogios y dádivas al pueblo rebelde y auto-organizado. Pero hoy, cuando el chavismo ha llegado a su óptima maduración neoliberal, militarista, represiva, aquel mismo pueblo es descalificado con epítetos de “terrorista”, “criminal”, “ultraderechista”; acusaciones que pretenden esconder la mutación grotesca que han sufrido todos los profesionales de la política revolucionaria en el poder.
Estamos con los protagonistas de las movilizaciones en barrios populares como El Valle, Coche, 23 de Enero, Baruta y 5 de Julio en Petare, Caracas; con el levantamiento generalizado que ha ocurrido en la zona sur de la Valencia popular y obrera. Nuestros corazones están en las ocupaciones y recuperaciones de supermercados, en los violentos choques con la policía en La Isabelica, San Blas, Los Cedros, los Guayos, Tocuyito, Estado Carabobo, los cuales se han replicado en los Estados de Táchira, Mérida, Maracaibo, Barquisimeto, Falcón, testimoniado por compas venezolanos afines a nuestras perspectivas de lucha.
Estamos contra la Policía Nacional Bolivariana, la Guardia Nacional Bolivariana,y el Servicio Bolivariano de Inteligencia Militar, que por incorporar el adjetivo de “bolivarianos” a sus nombres, no han dejado de ser soportes esenciales del Estado autoritario y asesino. Estamos contra los “colectivos” paramilitares, engendros creados con el Plan Zamora, alimentados por la degradación del auténtico movimiento organizativo popular de los años 90, de la mano de la burocracia y el militarismo chavista. Estamos contra el violentismo mediático de los políticos opositores, que sólo buscan atizar la polarización entre las maquinarias políticas para forzar un simple recambio de opresores como supuesta salida a la crisis en curso.
Estamos con los miles de detenidos sin amparo legal que son enviados como terroristas a tribunales militares y a cárceles súper pobladas. La Constitución Bolivariana de 1999 establece que la justicia militar se circunscribe a los delitos de naturaleza militar, pero como vemos es letra muerta, como todas las regulaciones legales si de sostener los intereses dominantes se trata.
Estamos con los familiares de las decenas de muertxs, en su mayoría jóvenes, los más de mil heridxs. Estamos con la juventud estudiantil y popular barrial que han armado sus propias instancias de autodefensa en avenidas y en las calles de los barrios. Estamos con esos jóvenes que en Maracay enarbolaron un cartel que decía “Ni MUD Ni PSUV, Somos los de abajo que venimos por los de arriba”, porque solo con un cambio de gobierno no se resuelve la situación.
LA HOJA DE PARRA DEL ANTIIMPERIALISMO DE SALÓN
El anti-imperialismo que hoy esgrime la maquinaria mediática chavista es una burda hoja de parra que pretende ocultar hechos muy concretos:
Grandes buitres del sector energético y mega minero (Chevron, Schlumberger, Halliburton y Barrick Gold) ya tienen jugosas concesiones por 40 años en Venezuela, lo que les otorgará un protagonismo crucial en el diseño de la nueva Constituyente. El presidente Nicolás Maduro giró instrucciones a sus medios de comunicación para que no criticaran al electo Donald Trump a quien calificó de “amigo” y “camarada”. A través de la empresa estatal Citgo, Maduro donó medio millón de dólares para tender puentes de diálogo con la nueva administración yanqui. El gobierno venezolano ha venido pagando prioritariamente la inmensa deuda externa del país al capital financiero internacional y se mantiene como fiel socio del llamado Consejo Nacional de Economía Productiva, cuya máxima expresión es la íntima relación con el oligopolio mediático Organización Cisneros, garantía de apoyo de la mayoría de los medios de comunicación privados. Es un gobierno que cada día se viste mejor a la medida de los intereses de Wall Street, pero no quiere que lo dejen de catalogar de “bolivariano”, de “izquierda” y “anti-imperialista”.
Se trata, otra vez, de los frustrantes límites de las revoluciones de “liberación nacional”, “socialistas”, “participativas”, “anti-imperialistas”, etc., basadas en los altibajos en los precios internacionales de las materias primas. Es otra vez la crisis de la “Venezuela Saudita”, ahora con rostro bolivariano, de la cual emerge nuevamente una tenebrosa estela de hambre, desintegración comunitaria, incapacidad de generar medios autónomos de vida, caos existencial de millones de personas, violencia entre los de abajo. Y todo esto promovido por la combinación de fetichismo nacionalista petrolero (“Venezuela potencia”), clientelismo político, caudillismo mesiánico, culto machista al hombre fuerte, capaz de hacer magia desde lo alto de la pirámide del poder, que siempre ha inhibido la solidaridad popular, la convivencia, el trabajo fraterno y la celebración entre los de abajo.
PAZ ENTRE LOS DE ABAJO, GUERRA SOCIAL CONTRA LOS DE ARRIBA
Ninguna Asamblea Constituyente será solución para tan graves y profundos problemas sociales, culturales y psicológicos que afectan a nuestros pueblos. Entre el humo tóxico, el fuego aterrador de las armas, las acciones de destrucción y reabastecimiento popular violento, las autodefensas barriales para enfrentar a los cuerpos represivos, los miles de heridos, la muerte y el dolor por los seres queridos, emerge algo mucho más útil y liberador que una nueva Constitución del Estado venezolano. Algo que los ideólogos de la no-violencia y los incondicionales del pacifismo no quieren ver: la posibilidad práctica de una comprensión vivencial e intelectual sobre quiénes son nuestros antagonistas y nuestros aliados en la lucha por una vida sin opresiones, que permita la paz entre los de abajo y sostener la guerra social contra los de arriba y sus cómplices.
Esté quien esté en el poder en Venezuela en el futuro inmediato, sea chavista o antichavista, no tendrá más opción que reeditar el camino del “Paquetazo Económico” del gobierno de Carlos Andrés Pérez de 1989 e indicado por el FMI, la probada fórmula para ahorrar gastos en dominación y mantener a flote lo esencial del Estado: su atuendo íntimo de corrupción piramidal, autoritarismo, militarismo, y represión a lxs de abajo. Detrás de Venezuela los gobiernos de nuestra región seguirán, con ritmos y dinámicas ligeramente diferentes, el mismo camino. Solidarizarnos con el gobierno venezolano de turno ahora sería la crónica anunciada de una traición a nuestrxs compañerxs y a nosotrxs mismxs.

Ni PSUV, ni MUD: organización barrial, obrera y popular.
¡La lucha continúa!

Federación Anarquista de Centroamérica y el Caribe (F.A.C.C.) E individualidades autónomas.

Inglês:

From Where and Whom We Support

For us, as anarchists who live in lands adjacent to Venezuela, what is going on in that country doesn’t seem distant or is indifferent to us. Our dependent economies have received for almost two decades the generous fuel subsidies from PetroCaribe agreements with Venezuela. That is why almost all States and a large portion of the civil society actors of the Caribbean region now offer a complicit silence regarding the neo-liberal, authoritarian, repressive, and militaristic apotheosis resulting from the government of Nicolás Maduro.

We will not deny the value of such agreements for our societies, but we will not turn a blind eye to the large contradictions on which these are founded. The international projection of the Bolivarian Revolution has favored sensitive sectors of our countries and we don’t ignore the benefits of the services developed under agreements like ALBA-TCP. But we are not only clients of governmental assistance, supporters of the unity of the region, or anti-imperialists; we also feel we are anti-authoritarians, anti-capitalists, anarchists, proletarian, and part of the people. Thus, we do not want to be accomplices of a silence paid in petroleum.

Our similarities and empathy are directed to the anonymous Venezuelan people who didn’t wait for “favorable objective conditions” and didn’t take seriously the so-called “end of the story”, and who carried out El Caracazo in 1989, the first big popular uprising in the world against the consummation of the neo-liberal policies that would be later implemented everywhere else.

In the beginning of the 1990’s the Fifth Republic Movement [the political party forming to support Hugo Chavez’s run for president in 1998] appeared in the market of political representation, its spokespersons spared no praise and compliments for the rebellious and self-organized masses. But today, when Chavismo has reached its optimal maturation as a neo-liberal, militaristic, and repressive system, those same masses are discredited with epithets such as “terrorist,” “criminal,” and “extreme rightists” — accusations that seek to hide the hideous mutation undertaken by all of the professionals of revolutionary politics in power.

We are with those who play a main role in the protests in popular neighborhoods such as El Valle, Coche, 23 de Enero, Baruta, and 5 de Julio in Petare, Caracas; with the general uprising carried out in the southern area of popular and working-class Valencia. Our hearts are in the occupations and recovery attempts in supermarkets, in the violent confrontations with the police in La Isabelica, San Blas, Los Cedros, los Guayos, Tocuyito, Estado Carabobo, which have been replicated in the States of Táchira, Mérida, Maracaibo, Barquisimeto, Falcón, testified by Venezuelan comrades related to our perspective of struggle.

We stand against the Bolivarian National Police, the Bolivarian National Guard, and the Bolivarian Service of Military Intelligence, which, even though they add the adjective “Bolivarian” to their names, remain an essential support for the authoritarian and murderous state. We stand against the paramilitary “collectives,” created through the Zamora Plan, fed by the degradation of the authentic popular movements of the 90’s through the hand of bureaucracy and Chavista militarism. We stand against the violence of the media belonging to the opposition politicians, which only seek to agitate the polarization among the political machines in order to force a simple replacement of oppressors as an alleged way out of the current crisis.

We stand with the thousand of prisoners with no legal protection who are sent as terrorists to military courts and overcrowded jails. The Bolivarian Constitution of 1999 stipulates that military justice is confined to crimes of military nature, but as we can see, it’s just words on paper, just like all legal regulations if we talk about sustaining dominant interests.

We stand with the families of the dozens of deceased, most of them young people and more than a thousand injured. We stand with the student youth and the popular neighborhoods who have developed their own self-defense groups in the avenues and streets of the different barrios. We stand with those young people who, in Maracay, raised a sign which read “Neither MUD nor PSUV – we are the ones from below who come for the ones above,” because the situation cannot be solved with a change of government.

Chavismo’s Anti-Imperialist Fig Leaf

The anti-imperialism used by the Chavista media machine is a clumsy fig leaf that pretends to hide very concrete facts: Big vultures of the energetic and mega mining sectors (Chevron, Schlumberger, Halliburton, and Barrick Gold) already received juicy concessions for 40 years in Venezuela, which will grant them a crucial leading role in the design of the new Constitution. President Nicolás Maduro gave instructions to his mass media to avoid criticism of US president-elect Donald Trump, who he said was a “friend” and a “comrade.” Through the state corporation Citgo, Maduro granted half a million dollars to build a bridge for dialog with the new Yankee administration. The Venezuelan government has been paying, as a priority, the huge external debt of the country to international finance capital, and it remains a loyal member of the so-called National Council of Economic Productivity, whose ultimate expression is the intimate relation with the media oligopoly of the Cisneros Group, which in turn represents a warranty of support by most of the private mass media. This is a government that fits the Wall Street interests better every day, but does not want to stop being labeled as “Bolivarian,” “left wing,” and “anti-imperialist.”

This is, once again, about the frustrating limits of revolutions considered to be “national liberation”, “socialist”, “participatory”, “anti-imperialist”, etc., based on the fluctuations of the international prices of raw materials. This is again the crisis of “Saudi Venezuela,” now with a Bolivarian face, around which a sinister trail of hunger, community disintegration, the inability to develop autonomous livelihoods, existential chaos for millions of people, and violence among the ones below emerge again. And all of this is fostered by a combination of an oil-related nationalist obsession (“Venezuela as a power”), political clientelism, messianic warlordism, and a chauvinist cult of strong males, capable of doing magic from the top of the power pyramid and which has always inhibited popular solidarity, coexistence, fraternal work, and the celebration among those from below.

Peace Among Those From Below, Social Struggle Against Those Above

A Constituent Assembly will not be a solution to such serious and deep social, cultural, and psychological issues affecting our peoples. Among the toxic smoke, the terrifying fire of the weapons, the actions for destruction and people’s violent replenishment, the neighborhood self defense initiatives to confront the repressive forces, the thousand of injured, the death and sorrow for their loved ones, something emerges, and it’s much more subtle and liberating than a new Constitution of the Venezuelan State. Something that ideologues of non-violence and votaries of pacifism don’t want to see: The practical possibility of an experience-based, intellectual comprehension about whom are our enemies and whom our allies in the struggle for a life free from oppression, which allows peace among those from below and continuing social struggle against those above and their accomplices.

Whoever is in power in Venezuela in the immediate future, Chavista or Anti-Chavista, will have no other choice than reforming the way of the “economic package” established during the government of Carlos Andrés Pérez in 1989 and instructed by the IMF, which is the proven formula to save expenses in domination and keep afloat what’s essential for the State: It’s intimate side of pyramidal corruption, authoritarianism, militarism, and repression for those from below. Behind Venezuela, the governments of our region will follow the same path with slightly different rhythms and dynamics. If we showed support now for whichever Venezuelan government is in office, it would be an announced act of betrayal against our comrades and ourselves.

Neither PSUV nor MUD: Neighborhood, working-class, and popular organization.

The struggle continues!

June 13, 2017

-Federación Anarquista de Centro américa y el Caribe, Communications Committee

Originally published

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80 ANOS DO ATENTADO ANARQUISTA CONTRA SALAZAR (efemérides)

A história de Portugal é feita também por grande violência autoritária ao longo da ditadura salazarista que durou 48 anos consecutivos. Abaixo segue pequena matéria histórica que relata um ato de resistência contra o  governo ditatorial de António Oliveira Salazar (LIGA-RJ)

A 4 de Julho de 2017,  assinalaram-se os 80 anos do atentado anarquista contra o ditador Oliveira Salazar. Emídio Santana, um dos seus autores, nesta entrevista à RTP em 1975, fala deste atentado que podia ter mudado o curso da história de Portugal durante o século XX. Emídio Santana e os anarquistas foram também os autores dos actos de solidariedade com os revolucionários espanhóis, em plena guerra de Espanha, a 20 de Janeiro de 1937, contra vários ministérios, empresas e o radio clube português que não poupavam esforços no seu apoio aos fascistas espanhóis.

ver aqui – https://arquivos.rtp.pt/conteudos/sem-coragem-nao-se-faz-a-historia-emidio-santana/#sthash.CGXlj9Tz.c3qnb9vz.dpbs

Nos inícios de 1937 as atenções da polícia política portuguesa estavam centradas na guerra civil de Espanha. É nessa altura que um pequeno grupo de resistentes planeja o pior golpe que Salazar sofreu durante os anos da ditadura.
Um atentado, protagonizado sobretudo por anarquistas (a que se haviam associado elementos republicanos e comunistas), à figura de Salazar que, quase por milagre escapou ileso, poderia ter poupado Portugal de 48 anos de ditadura fascista. Durante meses este grupo revolucionário – que já antes tinha colocado bombas nos ministérios e no Rádio Clube Português, em solidariedade com a revolução espanhola e contra o apoio que o governo e o RCP davam aos falangistas de Franco – estudou a melhor hipótese de atentar contra a vida de Salazar – o homem forte do regime fascista. Dadas as características do regime, personalizado em Salazar, a sua morte teria alterado significativamente o curso da história.
O PCP sempre se desmentiu a participação nesse episódio. Houve militantes republicanos e comunistas que participaram a título individual.
A grande referência histórica para este atentado é Emídio Santana, que esteve preso durante 16 anos. Anarco-sindicalista, militante da CGT-Portuguesa, um dos impulsionadores do movimento libertário no pós 25 de Abril e director de “A Batalha” após 1974, publicou um livro – “História de um atentado: o atentado a Salazar” – que é ainda uma das grandes fontes de informação sobre a preparação e execução deste atentado.

Vídeos acerca de Emídio Santana e da história do atentado ao ditador português Salazar:

1 – https://www.youtube.com/watch?v=zMOUxROFX70

2 – https://www.youtube.com/watch?v=LS1YBeasWos

 

Episódio inserido no programa A Pide Antes da Pide.
Jornalista Jacinto Godinho
Eduardo Ricou; Frederico Wiborg (RTP) 2007

Original de Portal Anarquista: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/07/05/efemeride-80-anos-do-atentado-anarquista-contra-salazar/

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Solidariedade e apoio para manter #Riseup

 

[pt] Português

[en] English
[de] Deutsch
[es] Castellano
[fr] Français
[it] Italiano

[pt] Português
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Queridas pessoas que usam Riseup,

A internet pode ser um lugar frio e ruim, cheio de pessoas más,
vigilância e mineração de dados. No último verão, o Riseup esteve em uma
posição realmente difícil. Estávamos sem grana e no limite de ter que
fechar e encerrar nosso projeto tech de dezessete anos de idade. Foi
então que disparamos um email para todos vocês como uma última tentativa
para ver se conseguiríamos levantar dinheiro suficiente para continuar.
Não gostamos de enviar aquela mensagem, mas também não queríamos fechar
a lojinha. A internet pode ser um lugar caloroso e suave, cheio de
pessoas doces, comunicação libertária e atos de solidariedade. No último
verão vocês todos nos salvaram. Este é mais uma carta com um pedido para
que possamos continuar.

https://riseup.net/donate

Quando falamos de dar dinheiro ao Riseup, o que pensamos é o seguinte.
Existe um movimento acontecendo em todos os lugares onde há pessoas, ou
seja, em todos os lugares. Este movimento é grande e pequeno, local e
internacional. É um movimento dinâmico com um milhão de partes
trabalhando pelo meio ambiente, justiça social, fim das guerras e na
luta contra a tirania, para citar alguns. Mesmo que seja diferente em
cada lugar, este movimento caminha na mesma direção, está funcionando,
por todo o planeta, para trazer o brilho do sol aos lugares sombrios.
Nosso pequeno papel dentro deste caminho é garantir que existam
ferramentas excelentes e seguras para manter tudo em movimento.
Esperamos que, quando as pessoas doem um pouco, nós possamos retribuir
um monte de volta.

https://riseup.net/donate

O que faremos com o dinheiro? Todo tipo de coisas, como comprar
equipamentos, pagar por toda a banda que sua VPN come, mas
principalmente precisamos de dinheiro para manter tudo crescendo. É
crucial para nós que estejamos sempre expandindo nossos serviços e
tornando nossa infraestrutura mais segura, porque a ascensão do
apocalipse da vigilância não é brincadeira. Nosso grande projeto no ano
passado foi criar e migrar para um sistema onde não temos nenhum acesso
aos seus emails e assim não podemos passá-los a ninguém. Estamos
realmente felizes com o novo sistema, foi um grande passo adiante, e
agora queremos dar os próximos passos para atingir nossos objetivos de
criptografia de ponta-a-ponta no lado do cliente de forma transparente.

https://riseup.net/donate

Por fim, se você doar para nós, saiba que somos um coletivo pequeno e
que cada centavo é usado em coisas que são essenciais para nosso
trabalho. Nem todo mundo pode doar, então saiba que, se você puder,
estará apoiando pessoas e movimentos sociais ao redor do mundo que são
terrivelmente subfinanciados. Muito obrigado por tudo que vocês fazem.

[en] English
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Dear Riseup Users,

The internet can be a cold and hard place full of nasty people,
surveillance, and data mining. Last summer, Riseup was in a really bad
place. We were broke and on the edge of needing to shut down and end our
seventeen-year-old tech project. So we sent out an email to you all as a
last ditch effort to see if we could raise enough money to keep going.
We didn’t like sending it out, but we also didn’t want to close up shop.
The internet can be a warm and soft place full of sweet people,
liberatory communications, and acts of solidarity. Last summer you all
saved us. This is another letter asking to keep us going.

https://riseup.net/donate

When we talk about giving money to Riseup, here’s how we think about it.
There is a movement happening in every place where there are people,
which is everywhere. This movement is big and small, local and
international. It is a movement in motion with a million parts working
on the environment, social justice, ending war, and fighting tyranny to
name a few. Even though it’s really different all over the place, this
movement is moving in the same direction, it’s working, all over the
planet, to bring sunshine to some dark places. Our small spot within all
that motion is to ensure that there are excellent and secure tools to
keep everything moving. We hope, when people give a little, we can give
a lot back.

https://riseup.net/donate

What will we do with the money? All kinds of things, like buying
hardware, paying for all the bandwidth that your VPN eats, but mostly we
need money to keep things growing. It is crucial to us that we are
always expanding our services and making our infrastructure more secure,
because the rise of the surveillance apocalypse is no joke. Our big
project this last year has been creating and migrating to a system where
we don’t have any access to your emails and therefore can’t give it to
anyone. We are really happy with the new system, it was a huge step
forward, now we want to take the next steps to reach our end goal of
transparent end-to-end client encryption.

https://riseup.net/donate

Last, if you donate to us, know that we are a small collective and every
cent goes toward things that are essential to our work. Not everyone can
afford to donate, so know that if you can, you are supporting people and
social movements around the world that are badly underfunded. Many
thanks for all that you do.

With love and struggle,
The Riseup Collective

[de] Deutsch
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Liebe Riseup Nutzer*innen,

Das Internet kann ein kalter, harter Ort sein, randvoll mit gemeinen
Menschen, Überwachung und “data mining”. Letzten Sommer ging es Riseup
wirklich schlecht. Wir waren pleite und mussten fast unser siebzehn
Jahre altes Projekt herunterfahren und beenden. Also haben wir als
letzten Rettungsanker eine Mail an Euch alle geschickt, um zu versuchen
genug Geld aufzutreiben, dass wir weiter machen können. Wir hätten das
lieber vermieden, aber wir wollten den Laden auch auf keinen Fall dicht
machen. Das Netz kann auch ein warmer, angenehmer Ort sein, voll von
wunderbaren Menschen, befreiender Kommunikation und solidarischen
Handlungen. Letzten Sommer habt Ihr uns gerettet. Mit diesem Brief
bitten wir Euch wieder darum, uns am laufen zu halten.

https://riseup.net/de/spenden

Wenn wir darüber reden Riseup Geld zu geben, betrachten wir das etwa so:
Es gibt eine Bewegung an jedem Ort wo Menschen sind – also überall. Die
Bewegung ist klein und groß, lokal und international. Es ist eine
Bewegung, die sich in Millionen Teilen bewegt. Sie arbeitet an
Umweltschutz, Sozialer Gerechtigkeit und daran Kriege zu beenden und
Tyrannei zu bekämpfen – um nur ein paar Beispiele zu nennen. Obwohl sie
von Ort zu Ort sehr verschieden ist, bewegt sie sich in die selbe
Richtung. Sie arbeitet auf dem ganzen Planeten daran, Sonnenschein zu
verbreiten. Unser kleiner Beitrag in dieser ganzen Bewegung ist es dafür
zu sorgen, dass es hervorragende und sichere Werkzeuge gibt, um alles in
Bewegung zu halten. Wir hoffen, dass wenn uns Menschen ein bisschen
unterstützen, wir viel zurück geben können.

https://riseup.net/de/spenden

Was wir mit dem Geld vorhaben? Alles mögliche – wie neue Hardware
anzuschaffen, die Bandbreite bezahlen, die Euer VPN braucht. Aber vor
allem brauchen wir Geld um weiter zu wachsen. Es ist notwendig, dass wir
unser Angebot erweitern und unsere Infrastruktur weiter absichern, denn
die Bedrohung durch die Überwachungs-Apokalypse ist kein Witz. Unser
großes Projekt letztes Jahr, war ein System zu entwickeln, in dem wir
keinen Zugriff mehr auf Eure Mails haben und sie daher an niemanden
weitergeben können. Wir sind sehr zufrieden mit dem neuen System und es
war ein großer Schritt nach vorne. Jetzt wollen wir die nächsten
Schritte in Richtung reibungsloser Ende-zu-Ende Verschlüsselung gehen.

https://riseup.net/de/spenden

Zum Schluss, wenn Du an uns spendest, denk daran, dass wir ein kleines
Kollektiv sind und jeder Cent in Dinge fließt, die essentiell für unsere
Arbeit sind. Nicht alle können sich leisten zu spenden. Wenn Du es
kannst, sei Dir bewusst, dass Du damit Menschen und soziale Bewegungen
unterstützt, die es sehr gebrauchen können. Vielen Dank für all das, was
Ihr tut!

With love and struggle,
Das Riseup Kollektiv

Com amor e luta,
Coletivo Riseup.

[es] Castellano
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Querid@s usuari@s de Risuep,

Internet puede ser un espacio frío y duro lleno de gente dañina,
vigilancia, y minería de datos. El verano pasado, Riseup estaba
pasándolo muy mal. Estábamos sin dinero y a punto de cerrar nuestro
proyecto tecnológico después de 17 años. Así que os mandamos un correo a
todo el mundo como un último recurso para sacar suficiente dinero para
seguir adelante. No nos gusto tener que mandarlo, pero tampoco queríamos
“cerrar el chiringuito”. Internet puede ser un lugar cálido y tierno
lleno de  gente amable, comunicaciones liberadoras, y actos de
solidaridad. El verano pasado nos salvasteis entre tod@s. Esta es otra
carta pidiendo vuestra manutención.

riseup.net/es/donar

Cuando hablamos de dar dinero a Riseup, esto es lo que estamos pensando.
Hay movimiento allá donde hay gente, que es en todas partes. Este
movimiento es grande y pequeño, local e internacional. Es un movimiento
en marcha con un millón de partes trabajando en el medio ambiente, la
justicia social, acabando con al guerra y luchando contra la tiranía por
nombrar unos pocos. Incluso aunque es muy diferente en cada lugar, este
movimiento se mueve en la misma dirección, está en marcha por todo el
planeta, para traer luz a lugares oscuros. Nuestro pequeño lugar en todo
ese movimiento es asegurar que hay herramientas seguras y excellentes
para que todo pueda funcionar. Esperamos que, cuando la gente da un
poco, podamos dar mucho de vuelta.

riseup.net/es/donar

¿Qué vamos a hacer con el dinero? Todo tipo de cosas, como comprar
hardware, pagar por el ancho de banda que come tu VPN, pero más que nada
necesitamos dinero para mantener el crecimiento. Es crucial para
nosotras que sigamos expandiendo nuestros servicios y haciendo nuestra
infraestructura más segura, por que el advenimiento del apocalipsis de
la vigilancia no es broma. Nuestro gran proyecto este último año ha sido
crear y migrar a un sistema donde no tenemos ningún acceso a tus
correos, y por tanto no podemos dárselos a nadie. Estamos muy contentas
con el nuevo sistema, ha sido un gran paso adelante, ahora queremos
tomar los siguientes pasos para alcanzar nuestro objetivo final, el
cifrado transparente de punto a punto.

riseup.net/es/donar

Por último, si nos haces una donación, que sepas que somos un colectivo
pequeño, y cada céntimo va a cosas que son esenciales para nuestro
trabajo. No todo el mundo puede permitirse donar, así que si te lo
puedes permitir, que sepas que estas apoyando a gente y a movimientos
sociales por todo el mundo que están en condiciones muy precarias.
Muchas gracias por todo lo que haces.

Con amor y lucha,
El colectivo Riseup

[fr] Français
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Chères personnes utilisant les services de Riseup,

L’internet peut être un endroit froid et dur, plein de mauvaises
personnes, en proie à la surveillance et à la collecte massive de
données. L’été dernier, Riseup était dans une très mauvaise situation.
Nous étions à court de fonds et sur le point de devoir fermer boutique
et de mettre fin à notre projet vieux de plus de 17 ans. Nous vous avons
donc envoyé un message comme solution de dernier recours pour voir si
nous pouvions recueillir assez d’argent pour continuer de fonctionner.
Nous n’avons pas aimé envoyer ce message, mais nous ne voulions pas non
plus arrêter nos activités. L’internet peut être un endroit chaud et
accueillant, plein de bonnes personnes, où l’on retrouve des moyens de
communication libérateurs et des actes de solidarité. L’été dernier vous
nous avez toutes et tous sauvé. Ceci est une autre lettre vous demandant
de nous aider à continuer notre travail.

https://riseup.net/fr/donate

Quand nous discutons de donner de l’argent à Riseup, voici la manière
dont nous nous le représentons. Il y a des mouvements sociaux partout où
il y a des gens, c’est-à-dire partout dans le monde. Ces mouvements sont
petits et grands, locaux et internationaux. Ce sont des mouvements qui
reposent sur des millions de pièces d’engrenages différents, tant en
environnement, en justice sociale, dans la guerre à la guerre ou encore
dans le combat contre la tyrannie pour n’en nommer que quelques un. Même
si ces mouvements sont tous différents les uns des autres, ces derniers
avancent tous dans le même sens: ils travaillent sur toute la planète
pour apporter un peu de soleil aux endroits les plus sombres. Notre rôle
au milieu de tous ces mouvements est de s’assurer qu’il existe des
outils excellents et sécuritaires pour leurs permettre de continuer à
agir. Nous espérons que quand les gens nous donnent un peu, nous pouvons
leur rendre beaucoup plus.

https://riseup.net/fr/donate

Que faisons-nous avec l’argent? Plusieurs choses, comme acheter du
matériel informatique ou payer la bande passante que notre VPN consomme,
mais nous avons surtout besoin d’argent pour continuer de croître. Il
est crucial pour nous de toujours continuer à prendre de l’expansion et
d’ajouter de nouveaux services et rendre notre infrastructure toujours
plus sécuritaire. En effet, l’arrivée de l’apocalypse de la surveillance
n’est pas un mythe. Notre grand projet cette dernière année a été de
créer et de migrer vers un système où nous n’avons pas accès à vos
courriels et où ne pouvons donc pas les donner à personne. Nous sommes
réellement content de ce nouveau système. C’est une grand pas en avant
et nous voulons maintenant faire le prochain pour arriver à notre but
final de chiffrement bout-à-bout directement sur les clients.

https://riseup.net/donate

Finalement, si vous vous décidez de nous donner de l’argent, sachez que
nous sommes un petit collectif et que chaque sous sert à des choses
essentielles à notre travail. Tout le monde ne peut pas se permettre de
donner, alors si vous le pouvez, rappelez-vous que vous supportez des
personnes et des mouvements sociaux partout dans le monde qui ont des
besoins criants. Merci du fond du cœur pour ce que vous faites.

Avec amour et résistance,
le collectif Riseup

[it] Italiano
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Cari utenti di Riseup,

internet può essere un posto freddo e duro, pieno di gente cattiva,
sorveglianza e di data mining (N.d.T. raccolta massiva di dati). La
scorsa estate, Riseup si trovava in un posto molto brutto. Eravamo senza
soldi e sul punto di dover interrompere il nostro progetto che aveva
compiuto diciassette anni. Quindi spedimmo un email a tutti voi come
ultimo disperato tentativo per vedere se riuscivamo a raccogliere i
soldi per andare avanti. Non ci è piaciuto mandare quel messaggio, ma
nemmeno volevamo chiudere bottega. Internet può essere un posto caldo e
morbido pieno di gente piacevole, comunicazioni libertarie e atti di
solidarietà. La scorsa estate tutti voi ci avete salvato. Questa è
un’altra lettera per chiedervi di farci proseguire.

https://riseup.net/it/donare

Quando parliamo di dare soldi a Riseup, questo è quello che pensiamo a
riguardo. C’è un movimento in ogni posto dove ci sono delle persone,
ovvero ovunque. Questo movimento è piccolo e grande, locale e
internazionale. E un movimento in moto con un milione di pezzi che
lavorano sull’ambiente, la giustizia sociale, la fine delle guerre e che
combattono la tirannia, per citarne alcuni. Nonostante il movimento sia
diverso in ogni luogo, esso si sta muovendo nella stessa direzione e sta
lavorando in tutto il pianeta per portare la luce in alcuni posti bui.
Il nostro piccolo riflettore in tutto questo movimento è di assicurare
che ci siano strumenti eccellenti e sicuri per mantenere tutto in moto.
Quando le persone ci danno un po’, noi speriamo di dare indietro tanto.

https://riseup.net/it/donare

Cosa faremo con i soldi? Ogni genere di cosa, come comprare hardware,
pagare per la banda che le vostre VPN consumano, ma soprattutto ci
servono soldi per far evolvere le cose. Per noi è cruciale espandere
sempre i nostri servizi e rendere la nostra infrastruttura più sicura,
perché l’ascesa dell’apocalisse della sorveglianza non è uno scherzo. Il
nostro grande progetto dello scorso anno è stato creare e migrare ad un
sistema in cui noi non abbiamo accesso alle vostre email in modo da non
poterle dare a nessuno. Siamo molto contenti di questo nuovo sistema,
che è un grande passo avanti ed ora vogliamo fare i prossimi passi per
raggiungere il nostro obiettivo di realizzare un sistema di crittografia
end-to-end trasparente a chi la usa.

https://riseup.net/it/donare

Infine, se fai una donazione, sappi che siamo un piccolo collettivo e
ogni centesimo va nella direzione di cose che sono essenziali per il
nostro lavoro. Non tutti possono permettersi di fare una donazione,
quindi sappi che se tu puoi, stai supportando persone e movimenti
sociali in tutto il mondo che sono gravemente sottofinanziati. Grazie
mille per tutto quello che fai.

Con amore e lotta,
Il collettivo di Riseup.

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“Preferi roubar a ser roubado”: lançamento no #3ºFGA | Campina – Brasil

Uma nova editora libertária em Portugal: Barricada de Livros inicia seus trabalhos lançando seu primeiro livro em Lisboa e também no Brasil.

A Editora lançará sua primeira obra em primeira edição no 3º Fórum Geral Anarquista que ocorrerá em Campinas-São Paulo.

 

O título: Preferi roubar a ser roubado é uma coletânea de vários autores. Aborda o ilegalismo uma expressão minoritária e marginal no anarquismo defensora do roubo das classes dominantes como forma de vida, de luta e de reparação.

Na introdução apresenta-se o ilegalismo na sua origem – a Belle Époque – e os seus fundadores mais importantes: Clément Duval e Alexandre Marius Jacob. Seguem-se as biografias destes e os seus textos. Depois apresenta-se o ilegalismo na Argentina – anarquismo expropriador – com biografia de Miguel Roscigna e o texto “O direito ao ócio e à expropriação individual”.

O título do livro “Preferi roubar a ser roubado!” é uma frase da declaração de Marius Jacob “Porque roubei?” e conta ainda com desenhos originais de José Maria Quadros.

Ver mais em : https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/

À venda (ou se preferir roubar estejas à vontade) nas melhores e mais marginais livrarias.

 

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Forças armadas contra trabalhadores no Brasil | Nota da IFA-Brasil.

A IFA-Brasil considera que o momento por que passam as pessoas trabalhadoras, precarizadas, desempregadas, estudantes, povos no Brasil é de ameaça aos direitos civis e humanos.

O Presidente Michel Temer, do PMDB, assinou DECRETO em 24 DE MAIO DE 2017 que coloca as forças armadas na Esplanada dos Ministérios em Brasília usando dispositivo legal para “ação de garantia da lei e da ordem” com o objetivo exclusivo de manter-se no poder e criar terror na população e nos opositores de seu (des)governo.

O Ministro da Defesa determinou a tomada da Esplanada do Ministério em Brasília por cerca de 1.500 militares das forças armadas. Mesma ação que já acontecem em várias periferias e subúrbios do Brasil, implantando o medo e o terror. Neste momento, a Esplanada dos Ministério, no Distrito Federal, é território das forças armadas. A criminalização dos problemas sociais e a resposta militar às manifestações do povo são praticas históricas no Brasil. Desde 2013 que tropas militares nos Estados atacam com força desproporcional aos manifestantes como vemos nas grandes cidades como Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Belém, Goiás.

 Alertamos que essa ação restringe direitos da população em exercer a manifestação contra um governo corrupto e desmoralizado pelos sucessivos escândalos envolvendo quantias astronômicas de dinheiro. Com esta medida extrema estamos à beira de um Estado de Exceção.

Tramitam no congresso nacional duas reformas que contemplam a ânsia devastadora do capitalismo contra as pessoas trabalhadoras: reforma trabalhista e reforma previdenciária. Mesmo com Centrais sindicais e sindicatos vendidos aos partidos de direita e de esquerda, as pessoas trabalhadoras se levantam. Nós pessoas trabalhadoras, desempregadas, precarizadas e anarquistas lutamos contra as reformas trabalhista e previdenciária lado a lado e autonomamente em relação ao comando das centrais sindicais.

O levante das pessoas trabalhadoras das grandes capitais do país foge ao controle das centrais sindicais, interessadas, sobretudo, em mostrar força de arrebanhamento das bases para firmar acordos baseados em interesses de partidos dentro da política do Estado.

Consideramos que a radicalização das manifestações parte de um movimento espontâneo das bases de pessoas trabalhadoras, desempregadas e precarizadas que escolheram resistir diante do assalto dos seus direitos e não se curvar às manobras da burocracia sindical. A burocracia e sua elite sindical não nos representam, não representam as pessoas trabalhadoras, não representam as pessoas precarizadas e certamente ignora as pessoas desempregadas.

No distrito federal em 24/05, repete-se o quadro que vêm se desenhando nos últimos meses, onde a base trabalhadora assume ações radicais e necessárias diante da situação de calamidade, ainda que contra qualquer receituário dos burocratas sindicais e não sem sofrer as duras penas da repressão do Estado como de suas próprias centrais sindicais.

De qualquer maneira, caia ou não este presidente, sabemos que ao manter o regime político e de governo no capitalismo nunca alcançaremos a justiça social, a igualdade econômica e a liberdade individual e coletiva.

Fora Temer sim. Mas… Não queremos volta Dilma, não queremos Lula presidente, ou qualquer outra pessoa política e seus partidos com toda corja da direita ou da esquerda. Não queremos Diretas Já ou indiretas.

Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a autogestão para controlar a produção e nossas vidas, nas ruas, nos campos e nas cidades.

Sem chefes e profissionais políticos, sem partidos e a canalha que se alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado em longas jornadas vivendo espremidos nas periferias brasileiras.

Hoje construir a resistência nos locais de trabalho, no campos, nas ruas, bairros e cidades para seguir e nos levantarmos em luta para uma profunda e ampla mudança social no Brasil, na Venezuela, Argentina, México, Chile até o fim das fronteiras capitalistas e a liberdade de todos os povos, das pessoas trabalhadoras e precarizadas da América Latina e do Mundo.

Não as reformas trabalhista e previdenciária.

Resistir, lutar, organizar.

Publicado originalmente: http://anarkio.net/index.php/site-map/articles/14-sample-data-articles/91-comunika-006

Brasília – Centrais sindicais realizam manifestação em Brasília. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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