“Preferi roubar a ser roubado”: lançamento no #3ºFGA | Campina – Brasil

Uma nova editora libertária em Portugal: Barricada de Livros inicia seus trabalhos lançando seu primeiro livro em Lisboa e também no Brasil.

A Editora lançará sua primeira obra em primeira edição no 3º Fórum Geral Anarquista que ocorrerá em Campinas-São Paulo.

 

O título: Preferi roubar a ser roubado é uma coletânea de vários autores. Aborda o ilegalismo uma expressão minoritária e marginal no anarquismo defensora do roubo das classes dominantes como forma de vida, de luta e de reparação.

Na introdução apresenta-se o ilegalismo na sua origem – a Belle Époque – e os seus fundadores mais importantes: Clément Duval e Alexandre Marius Jacob. Seguem-se as biografias destes e os seus textos. Depois apresenta-se o ilegalismo na Argentina – anarquismo expropriador – com biografia de Miguel Roscigna e o texto “O direito ao ócio e à expropriação individual”.

O título do livro “Preferi roubar a ser roubado!” é uma frase da declaração de Marius Jacob “Porque roubei?” e conta ainda com desenhos originais de José Maria Quadros.

Ver mais em : https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/

À venda (ou se preferir roubar estejas à vontade) nas melhores e mais marginais livrarias.

 

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Forças armadas contra trabalhadores no Brasil | Nota da IFA-Brasil.

A IFA-Brasil considera que o momento por que passam as pessoas trabalhadoras, precarizadas, desempregadas, estudantes, povos no Brasil é de ameaça aos direitos civis e humanos.

O Presidente Michel Temer, do PMDB, assinou DECRETO em 24 DE MAIO DE 2017 que coloca as forças armadas na Esplanada dos Ministérios em Brasília usando dispositivo legal para “ação de garantia da lei e da ordem” com o objetivo exclusivo de manter-se no poder e criar terror na população e nos opositores de seu (des)governo.

O Ministro da Defesa determinou a tomada da Esplanada do Ministério em Brasília por cerca de 1.500 militares das forças armadas. Mesma ação que já acontecem em várias periferias e subúrbios do Brasil, implantando o medo e o terror. Neste momento, a Esplanada dos Ministério, no Distrito Federal, é território das forças armadas. A criminalização dos problemas sociais e a resposta militar às manifestações do povo são praticas históricas no Brasil. Desde 2013 que tropas militares nos Estados atacam com força desproporcional aos manifestantes como vemos nas grandes cidades como Porto Alegre, São Paulo, Salvador, Belém, Goiás.

 Alertamos que essa ação restringe direitos da população em exercer a manifestação contra um governo corrupto e desmoralizado pelos sucessivos escândalos envolvendo quantias astronômicas de dinheiro. Com esta medida extrema estamos à beira de um Estado de Exceção.

Tramitam no congresso nacional duas reformas que contemplam a ânsia devastadora do capitalismo contra as pessoas trabalhadoras: reforma trabalhista e reforma previdenciária. Mesmo com Centrais sindicais e sindicatos vendidos aos partidos de direita e de esquerda, as pessoas trabalhadoras se levantam. Nós pessoas trabalhadoras, desempregadas, precarizadas e anarquistas lutamos contra as reformas trabalhista e previdenciária lado a lado e autonomamente em relação ao comando das centrais sindicais.

O levante das pessoas trabalhadoras das grandes capitais do país foge ao controle das centrais sindicais, interessadas, sobretudo, em mostrar força de arrebanhamento das bases para firmar acordos baseados em interesses de partidos dentro da política do Estado.

Consideramos que a radicalização das manifestações parte de um movimento espontâneo das bases de pessoas trabalhadoras, desempregadas e precarizadas que escolheram resistir diante do assalto dos seus direitos e não se curvar às manobras da burocracia sindical. A burocracia e sua elite sindical não nos representam, não representam as pessoas trabalhadoras, não representam as pessoas precarizadas e certamente ignora as pessoas desempregadas.

No distrito federal em 24/05, repete-se o quadro que vêm se desenhando nos últimos meses, onde a base trabalhadora assume ações radicais e necessárias diante da situação de calamidade, ainda que contra qualquer receituário dos burocratas sindicais e não sem sofrer as duras penas da repressão do Estado como de suas próprias centrais sindicais.

De qualquer maneira, caia ou não este presidente, sabemos que ao manter o regime político e de governo no capitalismo nunca alcançaremos a justiça social, a igualdade econômica e a liberdade individual e coletiva.

Fora Temer sim. Mas… Não queremos volta Dilma, não queremos Lula presidente, ou qualquer outra pessoa política e seus partidos com toda corja da direita ou da esquerda. Não queremos Diretas Já ou indiretas.

Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a autogestão para controlar a produção e nossas vidas, nas ruas, nos campos e nas cidades.

Sem chefes e profissionais políticos, sem partidos e a canalha que se alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado em longas jornadas vivendo espremidos nas periferias brasileiras.

Hoje construir a resistência nos locais de trabalho, no campos, nas ruas, bairros e cidades para seguir e nos levantarmos em luta para uma profunda e ampla mudança social no Brasil, na Venezuela, Argentina, México, Chile até o fim das fronteiras capitalistas e a liberdade de todos os povos, das pessoas trabalhadoras e precarizadas da América Latina e do Mundo.

Não as reformas trabalhista e previdenciária.

Resistir, lutar, organizar.

Publicado originalmente: http://anarkio.net/index.php/site-map/articles/14-sample-data-articles/91-comunika-006

Brasília – Centrais sindicais realizam manifestação em Brasília. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Luta anarquista na Venezuela: Nem chavismo, nem capitalismo/Lucha anarquista en Venezuela: Ni chavismo ni capitalismo (audio)

Rádio Cordel Libertário e El Libertario

Na quarta-feira 24 de maio 2017, a Rádio Cordel Libertário retomando suas atividades realiza sua transmissão 76 e entrevistou um comapnheiro do conhecido jornal/blog anarquista venezuelano El Libertario.

Nesta transmissão, o companheiro conversou sobre a realidade atual da Venezuela, as enormes necessidades da população para satisfazer as suas necessidades básicas, e o enorme controle que o governo chavomadurista luta para impor em todas as áreas, bem como os interesses do poder opressivo no chamado “socialismo do século XXI”.

O companheiro também falou um pouco sobre a história do El Libertario e seu seu trabalho como um coletivo anarquista. Também discutiu sobre as dificuldades de atuar de forma consistente e coerente em uma realidade tão complexa em que há duas forças que disputam o poder do Estado e sua capacidade para oprimir a comunidade.

Ouça este programa esclarecedor e saiba o que está acontecendo na Venezuela por quem vive lá, e não só isso, masanalisa e explica as coisas de uma perspectiva anarquista.

Áudio disponível em: https://cordelanarquista.milharal.org/audios-de-programas-anteriores/

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El dia miércoles 24 de mayo, Rádio Cordel Anarquista retomando las actividades realizó su 76º transmisión, y entrevistó largamente a un compañero integrante del conocido periódico y blog anarquista venezolano El Libertario.

En esa transmisión, el compa refirió la realidad actual de Venezuela, las enormes carencias de la población para satisfacer sus necesidades básicas, y el enorme control que el gobierno chavomadurista se esfuerza por imponer en todos los ámbitos, así como los intereses de poder opresivo trás el llamado “Socialismo del siglo XXI”.


El compañero también habló un poco de la trayectoria de El Libertario y sobre su actuación en como colectivo anarquista. Tambín se debatió sobre las dificultades de actuar de forma coherente en una realidad tan compleja, en que existen dos fuerzas disputándose por el poder estatal y su capacidad de oprimir a la colectividad.

Escuche ese esclarecedor programa y entérese de lo que está pasando en Venezuela contado por quien está allí, y no sólo eso, sino que entiende y explica las cosas desde una perspectiva anarquista.

El audio está disponible en: https://cordelanarquista.milharal.org/audios-de-programas-anteriores/

[El programa es hablado tanto en castellano como en portugués y es factible de escuchar en cualquiera de estos dos idiomas.]

Publicado também: http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/lucha-anarquista-en-venezuela-ni.html

 

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Programação final do 3ºFórum Geral Anarquista

Divulgação livre.

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Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos (Lisboa-Portugal)

Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

publicado também em: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/05/21/iniciativa-libertaria-solidariedade-com-os-anarquistas-e-os-trabalhadores-venezuelanos/

 

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Breve mensagem de agradecimento por todo o esforço que fazem para nos ajudar a espalhar o que está acontecendo na Venezuela. (El Libertario)

Estado militarizado e ditatorial venezuelano está a matar seu filhos. O povo venezuelano e anarquistas se levantam contra a direita e a esquerda por justiça e liberdade.

Reafirmamos nosso compromisso de solidariedade e apoio mútuo com o povo e anarquistas venezuelanos.

Arriba, por tierra y libertad.

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Sobre cegas/os que percebem apenas a pata do elefante que lhes pisoteia.

Acho que muita gente conhece a historinha da/os cega/os que, querendo saber como é um elefante, começaram a tocar um desses animais e, cada um, à medida que apalpava alguma das suas partes, descrevia o elefante como tendo a forma daquela parte que tocava, de modo que, quem tocava a tromba dizia ‘um elefante é longo e parece um cano grosso’, quem tocava a orelha dizia ‘um elefante é como uma grande e larga folha de uma palmeira’, quem tocava o rabo dizia ‘um elefante é como um pequeno chicote’, quem tocava a perna dizia é um elefante é como uma grossa e alta coluna’, e paremos por aqui.

Hoje, no Brasil, temos a oportunidade de assistir, com uma carga maior de dramaticidade patética, o já tradicional (não apenas no Brasil, mas no mundo) espetáculo da/os cegos ‘desvendando o segredo’ do elefante: diante das revelações (delações e documentos) cada vez mais comprometedoras do sistema como um todo, uns dizem, ‘as delações e provas contra a/os vermelhos são falsas, isto é uma conspiração, mas as contra a/os amarelos são confiáveis’; outros dizem ‘as delações e provas contra a/os amarelos são falsas, isto é uma conspiração, mas as contra a/os vermelhos são confiáveis’; e uns terceiros dizem ‘a única coisa confiável é a Lei, os políticos e o mercado não merecem confiança’; e por aí afora… Mas, e o elefante nisso?

O elefante é muito maior que ‘vermelhos’, que ‘amarelos’, que a própria Lei. É para isto que o acúmulo de delações e documentos das investigações da Operação Lava Jato apontam – isto ‘para quem tem olhos para ver’, claro.

Como se já não bastassem as delações da Odebrecht e da OAS, que apenas reforçam aquilo que qualquer pessoa não manipulada por catecismos da direita ou da esquerda já sabia, ou seja, que as mega empreiteiras têm associações ‘ilícitas’ com mandatários pertencentes a partidos e bandeiras políticas de todas as cores – desde ‘coxinhas’ até ‘catchups’ (aqueles ‘vermelhos e sem consistência’), desde a direita até à esquerda, desde o Brasil até o exterior, inclusive, até governos ‘anticapitalistas’, como o do Presidente Maduro na Venezuela -, agora, as delações dos proprietários do mega frigorifico JBS vêm corroborar isto, ao deixarem claro que tanto Michel Temer, quanto Aécio Neves e o Ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega – em nome do PT – estavam associados ‘ilicitamente’ aos interesses deste grande grupo econômico.

O curioso é que estas mais recentes denúncias, que atingem em cheio os – supostos – grandes ‘desafetos’ do PT – além de atingirem o próprio PT – foram feitas pelas empresas Globo de Comunicação, ou seja, justamente aquela empresa que a/os ‘filha/os políticos de Lula & Dilma’ acusam de ser a grande perseguidora do seu partido e apoiadora do ‘golpe’. E o mais curioso vai vir quando, durante o aprofundamento desta questão, se desvelar mais o processo do investimento bilionário que o Governo Lula fez neste mega empreendimento de exploração da vida animal (frigorifico JBS) e que, ainda por cima, além de não ter ressarcido o investimento feito por este governo de esquerda, lesou também a população de consumidores dos seus ‘produtos’, colocando a venda no mercado carne estragada ‘maquiada’ com coisas como ácido e papelão. Neste momento – quando esta relação ‘íntima’ entre o Governo Lula e a criminosa JBS for desvelado -, será muito mais curioso ver muitos argumentarem: ‘não, mas as delações da JBS só valem contra os amarelos, não valem contra os vermelhos’.

E o danado do elefante nisso?! Será que entrou nessa história só porque ‘o coringa do baralho’ agora é um mega frigorífico?

Não: o ‘elefante’ aqui, ‘para quem tem olhos para ver’, é o capitalismo global. E a/os ‘cegos’ são a/os militantes partidários de esquerda (a/os ‘vermelha/os’), a/os militantes partidários de direita (a/os ‘amarela/os’) e a/os ‘legalistas’: toda/os estes são cegos que só enxergam partes do elefante que é o sistema global e assim, caem na esparrela de pensar que ‘a solução para os desmandos’ do sistema está na mudança de um grupo qualquer no poder político por outro e/ou que – ‘a solução’ – está na mudança da Lei (da Constituição). Mal sabem que ‘o elefante’ é muito maior que este ou aquele grupo político, que é maior até mesmo que as próprias fronteiras dos Estados e suas constituições. Dinheiro não tem cor partidária e nem limites de fronteiras, tanto que as mesmas mega empresas mantêm associações ‘ilícitas’ tanto com grupos políticos da esquerda quanto com grupos da direita, tanto com os poderes da sua nação de origem, quanto de outras nações.

E para a/os nacionalistas ‘socialistas’ e/ou legalistas que dizem que ‘é menos ruim’ para o povo que mega empresas nacionais se fortaleçam e que o que se deve fazer é reformular os aparatos jurídicos para coibir melhor os ‘desvios’, lembramos que em países ‘democráticos avançados’ como a Islândia, a indústria pesqueira nacional daquele país viola as convenções internacionais de proteção das espécies marinhas de modo que está contribuindo decisivamente para a extinção completa das espécies oceânicas de peixes (colocando em risco, assim, não apenas a sobrevivência do planeta, mas também a do seu próprio povo, claro); que na Alemanha a Volkswagen adulterou resultados de testes de equipamentos de controle de emissões de gases poluentes dos seus automóveis (burlando a lei), pondo em risco assim a saúde do próprio povo alemão e que, sua resposta à sociedade foi trocar a presidência da empresa; que na Suíça os bancos que enriqueceram aquele país com práticas de lavagem de dinheiro oriundo das atividades criminosas internacionais mais hediondas – atividades criminosas estas que vitimam indiscriminadamente cidadãos do mundo inteiro, inclusive suíça/os, tal como o tráfico de órgãos – exerceram uma verdadeira censura sobre o pesquisador e professor Jean Ziegler, que foi obrigado a pagar uma indenização astronômica a estes banco s (além de ter sofrido ameaças de morte) por ter publicado um livro desvendando todos estes esquemas financeiros dos ‘donos do mundo’ (termo dele), etc. Isto sem lembrar que, não é pelo fato de a PETROBRAS ser estatal, que seus trabalhadores deixaram de ser super explorados, que sua atividade deixou de provocar impactos ambientais altamente danosos e, mais do que isto, que o uso do petróleo como combustível deixou de agravar cada vez mais o problema do aquecimento global.

Os discursos sobre a atual ‘crise institucional’ que afirmam que ‘isto só acontece no Brasil’, que ‘é preciso eleições gerais já e uma nova constituinte para mudar isto’ e que ‘isto é uma disputa entre os interesses nacionais e internacionais’, são discursos de ‘cega/os’, que não enxergam que ‘o elefante’ é muito maior, pois o sistema globalizado constitui-se de tal modo que não existem mega empresas ‘comprometidas’ apenas com seus povos de origem: ontem como hoje, o compromisso do Capital é com o lucro (lembremos aqui que a IBM – gigante estadunidense da informática – forneceu tecnologia para os campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra e que banqueiros alemães ‘investiram’ no projeto dos líderes revolucionário russos Lenin & Trotsky), além de – o compromisso do Capital ser – com a manutenção da ‘ordem’ social dividida entre ‘a/os de cima’ e ‘a/os de baixo’ – pois isto garante que a/os que mandam possam dominar e explorar a/os que obedecem – mesmo que esta ‘ordem’ seja de um governo ‘socialista’.

Para preservar esta ‘ordem’, o Capital é capaz de descartar até antiga/os aliada/os, dependendo das circunstâncias, e esta compreensão resolve o aspecto da questão que fica mal resolvido no discurso dos partidários tanto da esquerda quanto da direita, ou seja, a visão maniqueísta segundo a qual ‘quando as denúncias são contra a/os outra/os, são verdadeiras, quando são contra os meus, são fruto de uma conspiração’ – mesmo que ambas as classes de denúncias venham de uma mesma fonte: para mega empresas transnacionais como o Grupo Globo de comunicação, as megas empreiteiras Odebrecht e OAS, o mega frigorífico JBS etc., o importante é que ‘vão-se os anéis, ficam os dedos’, ou seja, mudam os mandatários, fica o poder.

E enquanto persistirem na limitação da visão que afirma que ‘a solução’ está em ‘renovar’ o sistema político, ‘o/as de baixo’ permanecerão como cega/os, sem perceberem nem mesmo que ‘o buraco do elefante’ – quanto mais o seu ‘cérebro’ – está muito mais acima das comandadas patas que lhes pisoteiam.

Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira

Texto original publicado na ANA:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/05/19/sobre-cegasos-que-percebem-apenas-a-pata-do-elefante-que-lhes-pisoteia/

 

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Fora Temer e companhia! Existe política além do voto…

O realinhamento dos partidos e grupos dominantes em torno da
substituição de um projeto de exploração e poder por outro entra
novamente em rota de colisão.

A direita e os capitalistas derrubaram Dilma quando não servia mais a seus
interesses, agora o sistema/mercado pode derrubar Temer nos próximos
dias. Desesperados, direita e esquerda, conservadores e
reformistas, já se debatem sedentos pelo poder e vão às redes sociais
gritando Diretas Já, agrupam-se nos congresso para organizar o novo
grupo de saque. Para os políticos profissionais é a fórmula mágica
para retornar ao poder e manter seus privilégios e luxo.

Em um discurso hipócrita e evasivo, Michel Temer se agarra a parca
recuperação (forjada) dos indicadores econômicos que mais tem a ver com a
continuidade da recessão do que com as medidas tomadas a partir do
governo. Alega inocência e diz que não renunciará ao cargo. Do
lado de fora das esferas de poder, a população é reprimida pelas
tropas estatais enquanto pressiona pela saída do grupo mafioso que
comanda o país. Tudo indica que tal repressão apenas dará mais corpo a
revolta generalizada.

Não esqueçamos que em um país como o Brasil, que é chamado de
República, esse “jogo das cadeiras” ainda está longe de terminar. E o
“Público” desta “República”, que elegeu a autointitulada esquerda
partidária e agora amarga o governo conservador/direitista continua
sendo roubado em direitos básicos: saúde, moradia, trabalho, educação.

A imprensa (SBT, GLOBO, RECORD, Folha de São Paulo, Estadão de São
Paulo, Correio Brasilense, a lista é grande) aliada dos poderosos
busca, e muitas vezes consegue, distorcer e conduzir a opinião pública
de trabalhadores e precarizados amortecendo a revolta social dando
ilusões eleitoreiras como a escolha de um novo governante. A máquina
repressiva de um Estado autoritário e militarizado garante o controle
social com tiro, porrada e bomba nas ruas das grandes cidades e guerra
cirúrgica com assassinatos em escala generalizada nas periferias das
cidades. Para tudo isso os recursos são disponibilizados por grandes
corporações financeiras, industriais, agrícolas e tecnológicas que têm
como objetivo exclusivo o LUCRO.

Não queremos volta Dilma, não queremos Lula Presidente, não queremos
Diretas já, ou qualquer outro político e nem seus partidos com toda
corja. Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a
autogestão para controlar a produção e nossas vidas, ruas e cidades.
Sem chefes e políticos profissionais, sem partidos e a canalha que se
alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado
em longas jornadas e espremidos nas periferias brasileiras.

Construamos a autogestão nos locais de trabalho à partir de suas
bases, nas ruas, nos bairros, nas periferias, nas cidades, nos campos
e criemos uma nova sociedade em que todos conquistem a justiça social
e a dignidade para viver.
Pela livre organização dos trabalhadores, precarizados, desempregados
nas cidades e nos campos. Pela autogestão social e econômica
federalista.

Anarquia Já!

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Nota de apoio ao povo e aos anarquistas venezuelanos/Nota de apoyo al pueblo y a los anarquistas venezolanos.

Desde a queda acentuada no preço do barril de petróleo, a Venezuela mergulha mais profundamente em uma crise econômica e social que coloca grandes parcelas da população local em conflito direto com o Estado venezuelano. Escancara-se então o caráter repressivo do regime implantado naquele país, desde o governo de Chavez e agora sob o comando de Maduro. A cada dia chegam relatos de grupamentos anarquistas venezuelanos e de outras regiões da América Latina – o qual sua maior expressão sejam as páginas do periódico El Libertário – e nos trazem o conhecimento das duras penas que têm vivido os povos da Venezuela.

A repressão às manifestações desmascara um Estado militarizado que tem se sustentado no discurso do “poder popular” e massacrado os que discordam de sua posição entreguista ao grande capital transnacional petroleiro e financeiro, como os acordos com a Chevron e IIRSA (A Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana). O governo Maduro e seus asseclas buscam desesperadamente se agarrar ao poder que lhe resta, ainda que para manter a ordem social lance mão do indiciamento de civis em tribunais militares, a formação de milícias paramilitares de extermínio, a manipulação de fotos e informações, além da ameaça constante do desabastecimento de víveres e das necessidades mais básicas da população.

A IFA-BR expressa nossa mais profunda solidariedade aos que tem se levantado por mudanças profundas na sociedade venezuelana de caráter anarquista. Não por aqueles que o fazem por joguetes políticos, partidários e tramas de camarilha, nem pela burguesia e nem pelos burocratas militarizados que portam a bandeira da suposta revolução bolivariana. Juntamos-nos aos trabalhadores, estudantes, comunidades indígenas, grupamentos anarquistas, autônomos e toda a expressão legítima daqueles que têm se posicionado desde baixo em um apelo necessário e “desesperado” por uma ruptura profunda diante das calamidades e da repressão inaceitável a qual estão expostos. É com estes que segue nossa solidariedade e nosso mais profundo respeito e solidariedade além fronteiras.
Conclamamos indivíduos e coletivos anarquistas e libertários do Brasil, da América Latina e do Mundo que deem apoio através de boicotes, manifestações, que demonstrem sua solidariedade através de cartas, notícias e denúncias fortalecendo a resistência e a luta dos agrupamentos que enfrentam o governo de exceção de Maduro e denunciem o Estado militarizado venezuelano que reprime a população.

Abaixo deixamos alguma compilação de links com informações sobre o quadro atual da Venezuela sob a perspectiva dos anarquistas e libertários. Conclamamos ainda aos companheiros e companheiras que estejam atentos a estas informações para que não caiamos na armadilha de fazer do apoio e da solidariedade apenas uma palavra vazia.
Abaixo os militares.
Abaixo os capitalistas.
Pela justiça social, pela conquista da liberdade a toda gente que resiste e luta na Venezuela.
Notícias do terrível quadro em Venezuela.
http://venezuela-centro.contrapoder.net.ve/?lang=es
http://red-anarquista.contrapoder.org.ve/
https://colectivovisionlibertaria.blogspot.com/
https://twitter.com/IndyVnzlaCentro
https://venezuelaantipetrolera.blogspot.com
https://rafaeluzcategui.wordpress.com/
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/justicia-militar-formula.html
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/search?q=chevron&max-results=11
https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2017/04/venezuela-anarquistas-se-pronuncian.html
Acordo comercial do cone sul.
http://www.iirsa.org/

 

(Espanhol)

Desde la acentuada caída en el precio del barril de petróleo, Venezuela se encuentra profundamente en una crisis económica y social que colca a grandes parcelas de la población  en conflicto con el estado Venezolano. Descascarándose entonces el carácter represivo del régimen implantado en aquel país, desde el gobierno de Chávez y ahora bajo el mando de Maduro. Cada día llegan relatos de grupos anarquistas venezolanos y de otras regiones de América Latina -que su mayor expresión son las páginas del periódico El Libertario- y nos traen el conocimiento de las duras penas que han vivido los pueblos de Venezuela.

La represión a las manifestaciones desenmascara un Estado militarizado que se ha sostenido en el discurso del “poder popular” y masacrado a los que discrepaban de su posición entreguista al gran capital transnacional petrolero y financiero, como los acuerdos con Chevron y IIRSA (La Iniciativa de Integración Infraestructura Regional Suramericana). El gobierno de Maduro y sus asambleas buscan desesperadamente agarrarse al poder que le queda, aunque para mantener el orden social se pone mano de la acusación de civiles en tribunales militares, la formación de milicias paramilitares de exterminio, la manipulación de fotos e informaciones, Amenaza constante del desabastecimiento de víveres y de las necesidades más básicas de la población.

La IFA-BR expresa nuestra más profunda solidaridad a los que se ha levantado por cambios profundos en la sociedad venezolana de carácter anarquista. No por aquellos que lo hacen por juguetes políticos, partidarios y tramas de camarilla, ni por la burguesía ni por los burócratas militarizados que porta la bandera de la supuesta revolución bolivariana. Nos juntamos a los trabajadores, estudiantes, comunidades indígenas, grupos anarquistas, autónomos y toda la expresión legítima de aquellos que se han posicionado desde abajo en un llamamiento necesario y “desesperado” por una ruptura profunda ante las calamidades y la represión inaceptable a la que están expuestos . Es con estos que sigue nuestra solidaridad y nuestro más profundo respeto y solidaridad más allá de las fronteras. Llamamos a individuos y colectivos anarquistas y libertarios de Brasil, América Latina y el Mundo que den apoyo a través de boicots, manifestaciones, que demuestren su solidaridad a través de cartas, noticias y denuncias fortaleciendo la resistencia y la lucha de las agrupaciones que enfrentan el gobierno de excepción De Maduro y denuncien al Estado militarizado venezolano que reprime a la población.

A continuación dejamos alguna compilación de enlaces con informaciones sobre el cuadro actual de Venezuela desde la perspectiva de los anarquistas y libertarios. Llamamos a los compañeros y compañeras que estén atentos a estas informaciones para que no caigamos en la trampa de hacer del apoyo y de la solidaridad sólo una palabra vacía. Abajo los militares. Abajo los capitalistas. Por la justicia social, por la conquista de la libertad a toda la gente que resistió y lucha en Venezuela.

Noticias del terrible cuadro en Venezuela.

http://venezuela-centro.contrapoder.net.ve/?lang=es

http://red-anarquista.contrapoder.org.ve/

https://colectivovisionlibertaria.blogspot.com/

https://twitter.com/IndyVnzlaCentro

https://venezuelaantipetrolera.blogspot.com

https://rafaeluzcategui.wordpress.com/

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/justicia-militar-formula.html

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/search?q=chevron&max-results=11

https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2017/04/venezuela-anarquistas-se-pronuncian.html

Acordo comercial do cone sul.

http://www.iirsa.org/

traducción: Grupo Acracia (FALV/IFA)

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Lançamento: revista Erva Rebelde n.1

Já está disponível para livre leitura o número 1 da revista Erva Rebelde de Porto-Portugal. Textos sobre educação, eleições, anarquismo, patriarcado e capitalismo, esquerdistas arrependidos, Cuba, Brasil, Criança, crítica ao plataformismo…

Acesse no link: https://archive.org/details/ErvaRebeldeNumeroUM

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