“Cultura do Estupro” no Brasil

Leila Rodrigues

Colaboradora

O caso do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro em 2016 reacendeu o debate acerca da chamada “cultura do estupro.” É preciso dizer que a questão desde sempre constitui importante bandeira feminista, incluída na pauta do combate a todas as formas de violência contra a mulher.

Importante lembrar também que a Marcha das Vadias surgiu justamente quando, no Canadá, policiais, em palestra sobre segurança na universidade, indicaram que para não serem estupradas as garotas deveriam evitar se vestir “como uma vadia.” O ocorrido suscitou uma série de slut walks em diversos países do mundo – inclusive no Brasil – fazendo com que a Marcha das Vadias ingressasse de forma definitiva para o calendário das lutas feministas no país.

Como se vê, os protestos contra a cultura do estupro não são de hoje. Os mais recentes, que se seguiram após o “caso da menina do RJ”, foram oportunidade crucial de trazer ao debate público a importância de nossa integridade física e dignidade sexual, o valor do nosso sim e, nesse contexto, principalmente, do nosso não. Ecoaram aos quatro cantos que estupro é todo e qualquer contato sexual sem consentimento1.

O caso repercutiu nos meios de comunicação principalmente porque os estupradores não temeram em divulgar o vídeo mostrando a crueldade. Diante do clamor social, surgiu a pergunta: por que isso aconteceu? Não tardaram respostas indicando que somente pessoas sem educação, bárbaras e selvagens poderiam cometer tais atos. Outros tantos bradaram que havia maior probabilidade de que isso ocorresse entre membros de classes empobrecidas. São respostas que evitam a responsabilização de todos, especialmente dos homens, diante desse tipo de violência e negam que a desigualdade de gênero atravessa as fronteiras sociais e se manifesta como uma teia. Tais explicações encobrem que a violência sexual contra mulheres é estruturante na sociedade brasileira.

Uma vez instalado o patriarcado branco ocidental ou, como prefere Maria Lugones2, o sistema de gênero colonial/moderno, por aqui, o corpo das mulheres indígenas, africanas escravizadas e negras nascidas aqui foi explorado e apropriado tal como as terras foram sendo invadidas e saqueadas. Os estupros que ocorrem a cada 11 minutos no país3 são atualizações dessa cena.

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Porém, tão importante quanto tentar compreender as causas da cultura do estupro é elaborar formas de combatê-la, a fim de provocar transformações e dar cabo da violência. Nem sempre as saídas oferecidas contemplam os anseios das mudanças profundas que almejamos. No caso da violência doméstica, não raro campanhas e programas pelo fim da violência indicam que o problema deve se resolvido porque é preciso proteger a família. Mas, o que queremos afirmar é que mulheres, assim como todas as outras pessoas, fazemos jus a uma vida sem violência. Nós quem merecemos respeito; não é a família que deve ficar em evidência.

Em relação ao estupro, a solução apresentada, principalmente pelo Estado, é o aumento da pena para o crime de estupro ou a possibilidade de torná-lo crime hediondo4. Porém, o sistema penal é seletivo, promove o controle e exclusão da população pobre e negra e, por isso, não pode ser o remédio para a diminuição das assimetrias de gênero, visto que elas são interseccionadas ou articuladas com as de classe e raça. Tampouco tal sistema poderá ser o meio de combate à violência, por ser ele mesmo a violência institucionalizada.

Quando dizemos que a banalização e naturalização do estupro diz respeito à cultura estamos indicando, em outras palavras, que a mudança passa pela educação em todos os seus matizes. Tem a ver com as convenções de gênero que aprendemos nas escolas, nos lares e nas ruas e que são permeadas pelo subtexto de que nascemos para servir aos outros e nossos desejos não importam.

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Por isso, precisamos que o combate à cultura do estupro ganhe força em meio às pregações contra a suposta “ideologia de gênero” nas escolas e pela implementação da famigerada “escola sem partido”, da reforma do ensino médio e da reforma da base curricular nacional. São questões interligadas. No cenário atual, a arena do poder coloca nossos corpos como moeda de troca. Mas, nos organizamos e ousamos ser livres mesmo diante do medo cotidiano de sofrer violência, pois nosso corpo é, na verdade, um campo de batalha.

1 Interessante observar que foi aprovada recentemente, na Alemanha, uma alteração na Lei de Crimes Sexuais para incluir o “princípio do não significa não.” Com essa mudança, todo e qualquer ato sexual sem consentimento passou a ser considerado estupro. Ver mais em: http://www.dw.com/pt/alemanha-torna-mais-r%C3%ADgida-defini%C3%A7%C3%A3o-de-estupro/a-19386360.

2 María Lugones é filósofa, o texto ao qual se faz referência intitula-se Colonialidad y Género. Disponível em:

3 Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) a cada 11 minutos uma mulher é violentada no país. Conferir em: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uma-mulher-e-violentada-a-cada-11-minutos-no-pais,10000053690.

4 Crimes hediondos são considerados crimes de extrema gravidade e recebem um tratamento mais rigoroso pelo sistema penal. São inafiançáveis e não suscetíveis a graça ou indulto.

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O vazio debate crescimento-desaceleração. | La vacuidad del debate crecimiento-desaceleración

Quando falamos de crescimento ou desaceleração da economia, na prática, é umreferência implícita ou explícita para o aumento ou a diminuição do produto interno bruto (PIB). Este valor consiste na soma do faturamento, restituições e outros pagamentos feitos em um território e em determinada unidade de tempo. Como tal, tem a distinção de considerar apenas os resultados de entrada de coluna, ou seja, e, portanto, não tem nada a ver com a medição da riqueza nacional. Simplesmente como um instrumento de contas nacionais, não foi concebido para o efeito e, portanto, não pode de forma alguma ser combinado com o valor da riqueza produzida ou ser adotado como uma unidade de medida dessa riqueza.
Deve-se ressaltar que o que afirmei até aqui não é uma questão de opinião: todos os economistas com mente sã e não muito ignorante ou de má fé, sabem que as coisas são assim. No entanto, por questões de brevidade, a lei do menor esforço, conformismo ou pior, é costume referir-se a Produto Interno Bruto como representando a riqueza da nação e, na verdade, nos anos em que o PIB representa uma queda, não são poucos economistas que falam sobre a destruição de riqueza.
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É simplesmente uma maneira de falar, uma ficção, tanto que se for solicitado um maior rigor terminológico, nenhum economista sério hesitaria em admitir ter se expressado de forma inadequada. Mas isso não importa, porque na linguagem cotidiana, não existindo referência diferente em relação ao PIB ele é imposto na prática, dai termos uma realidade virtual, que por convenção tácita, este valor é substancialmente identificado com a riqueza nacional.
Como é antiquada para qualquer economista e qualquer pessoa com bom senso, uma variação no acúmulo de riqueza de um sujeito qualquer, indivíduo ou coletivo, público ou privado é sempre uma soma algébrica dos custos e lucros, tanto  que isso não não se aplica ao produto interno bruto em contas nacionais. Como exemplo, pode-se considerar que uma empresa de construção adquire um campo de árvores frutíferas, arranca todas árvores, constrói um prédio de dez andares e logo é forçada a derrubá-lo por violar uma norma urbanística qualquer. Do ponto de vista da empresa em questão, o negócio só pode ser descrito como um desastre total, visto que envolveu apenas os custos e perdas para a compra de terras, abate de árvores, a construção do edifício, a sua demolição e transporte de materiais de demolição, a parte do benefício da venda de árvores abatidas para lenha.
No caso de um comerciante, o aumento da riqueza é a diferença entre o valor dos bens produzidos, serviços prestados e os custos totais gerados por sua produção e entrega. Em vez disso, como dissemos, nas contas nacionais, e geralmente em macroeconomia, dispensa substancialmente a consideração dos custos e perdas e é considerado uma coluna de entradas, ou seja, o produto faturado ou bill.
No caso descrito, as contas nacionais incluem apenas uma soma de entradas que consistem no lucro da empresa que tem derrubado as árvores,  e de remuneração da sociedade e os trabalhadores que construíram a casa, o que eles demoliram e eles limparam após a destruição. Não há nada de errado ou desonesto em tudo isso: em uma economia baseada na troca, os custos e os lucros são dois lados da mesma moeda; o que é um custo para o que compra é um ganho para o que vende.
Não há nada de estranho, errado ou mistificador no fato de que, em virtude dos seus objetivos e métodos particulares, contas nacionais, mesmo quando, como no caso expostos não se há produzido qualquer riqueza tangível ou prestou qualquer serviço útil,  aumento do produto interno bruto, ou cifra diversa do padrão aplicado, mas mais ou menos equivalente.
Produto Interno Bruto é, na prática, uma soma de multiplicações das atividades em diferentes setores, seja construtiva ou destrutiva, por preços unitários relativos. Ao longo do tempo, como já dissemos, o PIB tem sido cada vez mais identificado sub-repticiamente como a falsa riqueza nacional.
Por conseguinte, no debate na mídia, eventualmente, considera;se implicitamente e cada vez mais um dado adquirido que o objetivo da política econômica é aumentar esse número/cifra no mais alto grau possível.
Por outro lado, as somas que compõem o produto interno bruto podem referir-se indistintamente tanto a produção como a destruição de riqueza, como no caso das despesas efetuadas por empresas de armas e até mesmo criminosos, registrada sob qualquer denominação aceita.

Em vez disso, como dissemos, o montante dos valores somados no cálculo do produto interno bruto depende da quantidade que dão aos preços (de modo que os aumentos e diminuições podem ser derivados) ou unicamente de variações no nível de preços. Se os preços aumentam mais do que proporcionalmente à redução das quantidades produzidas, o valor monetário aumenta e, portanto, o PIB a preços correntes, sendo problemático em qualquer caso, dizer que ocorreu um aumento na produção de riqueza.
Os economistas clássicos teriam se indignado e teriam considerado um erro e um prejuízo de vendedores ambulantes uma política econômica que se fixara como meta aumentar com manobras econômicas o nível geral de preços, com o fim de aumentar os lucros das empresas e incentivar a exploração pela desvalorização da moeda nacional. No entanto, é isso mesmo o que os seus admiradores e imitadores correntes que, não por coincidência, não deixam de reivindicar quando há oportunidade.
À luz do exposto acima, você pode facilmente entender como realmente faz pouco sentido para falar e identificar-se com o crescimento ou desacelaração uma cifra de conteúdo eficaz como aspectos ambíguos e indistinguíveis, tanto nos aspectos positivos como negativos. O bom senso deve fazer as pessoas entenderem que há um aumento da riqueza no caso da produção de bens úteis e serviços e de boa qualidade, ou seja, eles podem ser bons para a saúde e bem-estar geral, respeitando o meio ambiente. Na verdade, uma política econômica que tem como alvo o real interesse da comunidade deve se preocupar sobre tudo com a qualidade dos produtos e métodos de produção. Por outro lado, se for identificado com os princípios clássicos da economia política, deve respeitar a substância e forma.
Em outras palavras, no que respeita às quantidades e preços, eles devem evitar e tentar travar e impedir a violação continuada das leis da oferta e da procura, e equivalência dos benefícios através da incorruptibilidade e distorção dos valores das mercadorias e produtos financeiros, operado com a criação constante de moeda em proporções estratosféricas.
Mesmo do ponto de vista dos defensores do livre mercado, deveria aparecer como poucas dúvidoso de que quem tira proveito da manipulação sistemática dos valores que dela consegue não são empresas saudáveis e  respeitosas com regras, mas acima de todos os aproveitadores e especuladores não há nenhum interesse na produção de bens e serviços úteis para a saúde e bem estar da comunidade. Inclusive parece afirmar que se pode falar de desaceleração feliz apenas em caso de redução das atividades destrutivas, nocivas ou em qualquer caso antieconômica, especialmente se derivado de distorções artificiais na oferta e procura de bens e serviços, consequência das políticas monetárias ultra-expansionistas adoptadas progressivamente desde o início do século XXI pelos principais bancos centrais.
pelo exposto até agora exposta, um redimensionamento destes resultaria em um aumento e não uma redução como um todo, em termos qualitativos e, consequentemente, também quantitativa, então com toda a probabilidade se experimentaria um giro nos negócios,  níveis de lucro e de riqueza considerável colhidos com base na desgraça dos outros.


 Livre tradução Flor-de-Lis Pilares
F. Mancini
Portal OACA

Espanhol:

Cuando se habla de crecimiento o desaceleración de la economía, en la práctica se hace implícita o explícita referencia al aumento o a la disminución del Producto Interior Bruto (PIB). Esta cifra consiste sustancialmente en la suma de las facturaciones, retribuciones y otros pagos efectuados en un ámbito territorial y en una unidad de tiempo determinados. Como tal, tiene la particularidad de considerar solo la columna de entradas, o sea, de ganancias y, por tanto, no tiene nada que ver con la medición de la riqueza nacional. Simplemente, como instrumento de contabilidad nacional, no ha sido concebido para ese objetivo y, por eso, no puede en modo alguno hacerse coincidir con el valor de la riqueza producida o ser adoptado como unidad de medida de esa misma riqueza.
Es oportuno subrayar que lo hasta aquí afirmado no es cuestión de opinión: todo economista con mente sana y no demasiado ignorante o de mala fe, sabe que las cosas son así. Sin embargo, por brevedad, ley del mínimo esfuerzo, conformismo o algo peor, es habitual referirse al Producto Interior Bruto como si representase la riqueza de la nación y, de hecho, en los años en que su cifra representa una caída, no son pocos los economistas que hablan de destrucción de la riqueza.
Se trata simplemente de una forma de hablar, de una ficción, tanto que si se le solicita un mayor rigor terminológico, ningún economista serio dudará en admitir haberse expresado de manera impropia. Pero da lo mismo porque en el lenguaje cotidiano, al no existir ninguna referencia diferente al PIB, se ha ido imponiendo en la práctica una auténtica realidad virtual, en la que por convención tácita, esta cifra es identificada sustancialmente con la riqueza nacional.
Como es archisabido por cualquier economista y por cualquier persona con sentido común, una variación en la acumulación de la riqueza de un sujeto cualquiera, individual o colectivo, público o privado, es siempre una suma algebraica de costes y ganancias, mientras que esto no sucede por la utilización del Producto Interior Bruto en la contabilidad nacional. A modo de ejemplo, se puede considerar una empresa de construcción que adquiere un campo de árboles frutales, los arranca todos, construye un edificio de diez plantas y se ve obligada a demolerlo por violar alguna norma urbanística. Desde el punto de vista de la empresa en cuestión, el negocio no puede definirse más que como un total desastre, visto que ha implicado solo costes y pérdidas, por la compra del terreno, la tala de los árboles, la construcción del edificio, su demolición y el transporte de los materiales de derribo, frente a ningún beneficio, aparte de la venta de los árboles cortados como leña para el fuego.

En el caso de un operador económico, el incremento de riqueza consiste en la diferencia entre el valor de los bienes producidos y de los servicios prestados, y el total de los costes generados por su producción y prestación. En cambio, como hemos dicho, en la contabilidad nacional, y en general en macroeconomía, se prescinde sustancialmente de la consideración de los costes y de las pérdidas, y se considera solo la columna de las entradas, o sea, el producto facturado o por facturar.

En el caso descrito, la contabilidad nacional contempla solo una suma de entradas, constituida por la ganancia de la empresa que ha talado los árboles, y por las facturaciones y retribuciones de la empresa y de los trabajadores que han edificado la casa, la han derribado y han limpiado el terreno de escombros. No hay nada erróneo o deshonesto en todo esto: en una economía basada en el intercambio, los costes y las ganancias son las dos caras de la misma moneda; lo que es un coste para el que paga es una ganancia para el que lo recibe. No hay nada de extraño, erróneo o mistificador en el hecho de que, en virtud de sus particulares objetivos y métodos, la contabilidad nacional, incluso cuando como en el caso expuesto no se ha producido ninguna riqueza tangible ni prestado servicio útil alguno, revele un incremento del Producto Interior Bruto o cifra diversamente denominada, pero más o menos equivalente.
El Producto Interior Bruto es, en la práctica, una suma de multiplicaciones de las actividades desarrolladas en los diferentes sectores, no importa si constructivos o destructivos, por los relativos precios unitarios. Con el tiempo, como ya hemos dicho, el Producto Interior Bruto se ha identificado cada vez más falsa y subrepticiamente con la riqueza nacional.
En consecuencia, en el debate mediático, acaba por considerarse cada vez más implícitamente y por descontado que el objetivo de la política económica debe ser el incremento de tal cifra en la medida más elevada de los posible.
Por otro lado, las sumas que componen el Producto Interior Bruto pueden referirse indistintamente tanto a la producción como a la destrucción de riqueza, como ocurre en el caso de los gastos efectuados por empresas de armamento e incluso criminales, registradas bajo cualquier denominación aséptica y vaga en la contabilidad nacional. En cambio, como hemos dicho, el importe de los valores sumados en el cálculo del Producto Interior Bruto depende tanto de la cantidad que dan los precios (por lo que los incrementos y decrementos pueden derivar) o exclusivamente de las variaciones en el nivel de los precios. Si los precios aumentan más que proporcionalmente a la reducción de las cantidades producidas, el valor monetario aumenta y, con ello, el PIB a precios corrientes, siendo problemático en cualquier caso afirmar que pueda haberse producido un aumento de la producción de riqueza.
Los economistas clásicos se habrían indignado y habrían considerado un error y un prejuicio de mercachifles una política económica que se fijara como meta aumentar con maniobras económicas el nivel general de los precios, con el fin de aumentar los beneficios empresariales y estimular la explotación gracias a la devaluación de la moneda nacional. Sin embargo, es esto mismo lo que hacen sus admiradores y epígonos actuales que, no por casualidad, no dejan de reivindicarlos siempre que se presenta la ocasión.
A la luz de lo hasta aquí expuesto, se puede comprender fácilmente cómo verdaderamente tiene poco sentido hablar e identificarse con el crecimiento o con la desaceleración de una cifra de contenidos eficaces tan ambiguos e indiferenciables, tanto en sus aspectos positivos como en los negativos. El buen sentido debería hacer comprender que hay un incremento de la riqueza en caso de producción de bienes y servicios útiles y de buena calidad, es decir, que puedan ser buenos para la salud y el bienestar en general respetando el medio ambiente. De hecho, una política económica que tenga como objetivo el interés real de la colectividad debería preocuparse sobe todo por la calidad de los productos y por los modos de producción. Por otro lado, si se identifica con los principios clásicos de la economía política, deberá respetarlos en el fondo y en la forma.
En otras palabras, en lo que se refiere a las cantidades y los precios, deben evitar y tratar de obstaculizar e impedir la constante violación de las leyes de la oferta y la demanda, y de la equivalencia de las prestaciones, a través de la imperecedera distorsión de los valores de las mercancías y de los productos financieros, operada con la constante creación de moneda en proporciones estratosféricas. Incluso desde el punto de vista de los defensores del mercado libre, debería aparecer como poco dudoso que quien saca ventajas de la sistemática manipulación de los valores que de ella se consiguen no sean empresas saneadas y respetuosas con las reglas, sino sobre todo aprovechados y especuladores sin ningún interés en la producción de bienes y servicios útiles para la salud y el bienestar de la colectividad. Incluso parece afirmarse que se puede hablar de desaceleración feliz solo en el caso de redimensionamiento de las actividades destructivas, nocivas o en cualquier caso antieconómicas, sobre todo si se derivan de artificiosas distorsiones de la oferta y la demanda de bienes y servicios, como sucede a consecuencia de las políticas monetarias ultra-expansionistas adoptadas progresivamente a partir de comienzos del siglo XXI por los principales bancos centrales.
Por lo hasta aquí expuesto, de un redimensionamiento tal derivaría un incremento y no una reducción de la riqueza en su conjunto, en términos cualitativos y, en consecuencia, también cuantitativos, por lo que con toda probabilidad se experimentarán giros en los negocios, niveles de beneficio y acumulación de riquezas considerables recogidos donde no han sembrado y basados en la desgracia de los demás.

F. Mancini
Portal OACA
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Em Chile foi divulgado documento para fundar o “anarco-madurismo”. | Desde Chile se lanza documento para fundar el “anarco-madurismo”

Armando Vergueiro(18/2/2014)

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2014/02/desde-chile-se-lanza-documento-para.html

No site mantido pelos plataformistas chilenos da Federação de Estudantes “libertários” – FEL, foi publicado em plano estelar uma declaração oficial deste grupo, que passará sem dúvida entrará para a história como a pedra fundamental de uma versão nova e pitoresca (ou melhor, distorcida) do pensamento anarquista. É chamado de “Com o povo venezuelano e contra o golpe”, e merece que nos ocupemos, mesmo por pouco tempo, das pérolas que a adornam:

– A partir da ignorância que se alimenta e dá credibilidade com o que você se vê na Telesur sobre a Venezuela, dizem no primeiro parágrafo de “uma marcha de estudantes universitários, os setores mais privilegiados da sociedade venezuelana”. Ninguém disse para estes “compitas” (jovens companheiros) que hoje em dia os setores mais privilegiados nas são a boliburguesía, a elite político-militar no poder, os seus sócios transnacionais, como a Chevron e Gustavo Cisneros, os “camaradas” chineses e parasitas alta burocracia cubana)?

Segundo a FEL, há em Venezuela: “Um processo de mudanças radicais que têm melhorado a vida da maioria das pessoas neste país, especialmente os setores populares e trabalhadores.” Não cabe esperar outras opiniões daqueles que apenas leem aqui o que lhe dão na sala de espera da embaixada do governo madurista em Santiago, por isso seria desperdício de tempo sugerir pesquisar na multidão de fontes diversas e comprováveis e verificáveis a refutação de tal idéia propagandística, sem mencionar a devida consulta da opinião predominante entre os venezuelanos pé.

– “Hoje a direita venezuelana tenta minar o governo legítimo de Maduro para criar um ambiente favorável para levar a cabo os seus planos para um ambiente de golpe de Estado“. Além da enternecedora preocupação desses “libertários” sobre o destino de um governo legítimo, eles ignoram olimpicamente que, depois de 15 anos, e, especialmente, depois da tentativa de 2002, as Forças Armadas tem passado, por um lado, um expurgo político-ideológico que que tem removido do seu meio qualquer dissidência. Por outro lado, ainda mais importante, tem aumentado a militarização do aparelho do Estado, atingindo um nível em que se torna incompreensível que queiram dar um golpe para retirá-las de um governo que os favorece com amplos poderes e possibilidades de enriquecimento através de corrupção. Havendo tal golpe militar ou algo parecido, seria garantir ainda mais os seus privilégios e impunidade.

– Proclamam eles (Felistas, gatunos, traidores?): “Esta tentativa é feita agora a partir da mobilização de rua, do chamada para a violência, da manipulação de informações e açambarcamento de mercadorias para criar a sensação de que há uma crise e o governo é incapaz de resolver. Como eles não conseguiram vencer nas urnas, eles tentam derrubar o governo e matar o projeto revolucionário do povo retendo bens de primeira necessidades, apelando à violência e criando o ambiente para legitimar um golpe.” Mais uma vez demonstram uma falta de conhecimento da situação atual na Venezuela atual, exceto quando dito pelo governo, que se explica apenas pela ignorância fanática, o cinismo tarifado ou ingenuidade mais perdida. Por outro lado, nos reservamos o parecer que, como anarquistas merecemos este desgosto da FEL, porque duvidamos da capacidade do governo para resolver a crise. Da mesma forma, o nosso silêncio é interpretado como indignação hipócrita, um ranço eleitoreiro, contra estes que “não têm sido capazes de ganhar nas urnas” …

– Eles se queixam com tristeza porque no Chile, “a futura presidente eleita e a maioria parte das forças da nova maioria, permanecem em silêncio cúmplice ou simplesmente lamentam a violência de forma abstrata. Não denunciam aqueles que tentam defender um projeto político e social de justiça e igualdade para todas e todo, já que não compartilha do projeto.” Pelo menos, devemos dizer que este chamado é apenas retórico, pois: como podemos esperar outra coisa de Doña Bachelet e sua gangue?

– No melhor espírito frentepopulista do stalinismo na década de 1930, eles pregam: “cremos necessária a máxima unidade da esquerda chilena e latino-americana para denunciar e rechaçar firmemente as tentativas de golpe na Venezuela. Novamente, como libertários e libertárias nos opomos a este tipo de jogada pela direita, aliada ao imperialismo, para parar o projeto socialista do povo da Venezuela.” Qualquer aplicado estudioso de Martha Harnecker e outros clássicos do marxismo-leninismo continental não poderia dizer melhor!

– Continuando seu conto digno de obedientes militantes Pacos (ou do Partido Comunista, que é o mesmo), devemos agora dar: “Todo o nosso apoio e solidariedade para ao povo trabalhador venezuelano, ator principal na construção do socialismo no seu país e em que estamos plenamente confiantes.” Este voto de fidelidade absoluta seria porque qualquer oposição ao governo sacrossanto de Maduro, ainda veem anarquistas e sectores da esquerda crítica “buscando terminar com o processo de mudança que ali levam adiante, fazem já 15 anos”. Não há d+uvida, com “compitas” como estes da FEL, ao anarquismo não faz faz falta os inimigos!

– Como glorioso final, estes “companheiros” de viagem concluem com uma apologia que seguramente aplaudiram na embaixada venezuelana. Então não duvidamos em propor merecedoras passagens aéreas para o turismo revolucionário nas costas do Mar do Caribe: “Ainda falta muito, existem contradições e questões a debater como em qualquer processo, mas o projeto socialista segue intacto. Aprofundar o processo bolivariano, construir o socialismo.”

Claramente, os autores de tal jóia não se sentirão confortáveis com o rótulo de anarco-maduristas. Eles preferem chamar-se “libertários” – ou “comunistas libertários” em momentos de emoção radical – quando, no Chile e no resto da América Latina; embora curiosamente eles se identificaram como anarquistas quando vão se promover na América do Norte ou na Europa. De qualquer forma, fica o apelido porque ele se encaixa muito bem.

Tradução livre, contribuição da companheira Flor-de-lis Pilares.

anarcomaduristas

Espanhol:

Armando Vergueiro ( (18/2/2014)

En la página web que mantienen los plataformistas chilenos de la Federación de Estudiantes “Libertarios” – FEL, se ha publicado en plan estelar una declaración oficial de esa agrupación, que sin duda pasará a la historia como la piedra fundacional de una nueva y pintoresca versión (o más bien tergiversación) del pensamiento ácrata. Lleva por nombre «Con el pueblo venezolano y contra el golpismo» y amerita que nos ocupemos, así sea brevemente, de las perlas que la adornan:

– Desde la ignorancia que solo se nutre y da credibilidad con lo que ve en TeleSur sobre Venezuela, se habla en el primer párrafo de «una marcha de estudiantes universitarios, de los sectores más privilegiados de la sociedad venezolana». ¿Nadie les dijo a estos “compitas” que hoy por hoy los sectores más privilegiados por estas calles son la boliburguesía, la élite político-militar en el poder, sus socios transnacionales como Chevron y Gustavo Cisneros, los “camaradas” chinos y los parásitos de la alta burocracia cubana)?

– Según el FEL, hay en Venezuela: «Un proceso de transformaciones radicales que han mejorado la vida de la mayoría de los habitantes de ese país, sobre todo de los sectores populares y a los trabajadores y trabajadoras.» No cabe esperar otra opinión de quienes apenas leen sobre acá lo que les dan en la sala de espera de la sede diplomática del gobierno madurista en Santiago, así que sería pérdida de tiempo sugerirles buscar la multitud de fuentes contrastables y comprobables que rebaten esa idea propagandística, por no hablar de consultar la opinión dominante entre los venezolanos de a pie.

– «Hoy la derecha venezolana intenta debilitar al legítimo gobierno de Maduro para crear un ambiente propicio para llevar adelante sus planes de un golpe de Estado». Aparte de lo enternecedora que resulta la preocupación de estos “libertarios” por la suerte de un gobierno legítimo, se ignora olímpicamente que tras 15 años, y en especial después del intento de 2002, la Fuerza Armada ha sido, por un lado, sometida a una purga político-ideológica que ha extirpado de su seno a cualquier disidencia. Por el otro, siendo aún más importante, se ha acentuado la militarización del aparato de Estado, llegando a un grado donde se hace incomprensible que quieran dar un golpe para desplazarse a sí mismos de un gobierno que les favorece con amplios poderes y posibilidades de enriquecimiento vía corrupción. De haber el tal golpe militar o algo parecido, sería para garantizar aún más sus privilegios e impunidad.

– Proclaman los (¿felistas, felinos, felones?): «este intento que hoy se hace desde la movilización callejera, el llamado a la violencia, la manipulación de información y el acaparamiento de bienes para crear la sensación de que existe una crisis que el gobierno es incapaz de resolver. Como no han podido ganar en las urnas, intentan derrocar al gobierno y acabar con el proyecto revolucionario del pueblo acaparando bienes de primera necesidad, llamando a la violencia y generando el ambiente para legitimar un golpe de Estado.» De nuevo evidencian un desconocimiento de la coyuntura venezolana actual, salvo en lo que se afirma desde el gobierno, solo explicable a partir de la ignorancia fanática, del cinismo tarifado o de la ingenuidad más perdida. Por otra parte, nos reservamos la opinión que como anarquistas nos merece esa congoja del FEL porque se dude de las capacidades del gobierno para resolver la crisis. De igual manera, interprétese nuestro silencio ante la santurrona indignación, del más rancio sabor electorero, contra esos que “no han podido ganar en las urnas”…

– Se quejan con tristeza porque en Chile: «la futura mandataria electa y la mayor parte de fuerzas de la Nueva Mayoría, mantienen silencio cómplice o simplemente lamentan los hechos de violencia de forma abstracta. No denuncian a quienes intentan detener un proyecto político y social de justicia e igualdad para todos y todas, ya que no lo comparten.» Cuando menos se debe decir que este lamento es una perogrullada, pues ¿cómo esperar otra cosa de Doña Bachelet y su pandilla?

– En el mejor espíritu frentepopulista del stalinismo en los años de 1930, predican: «Creemos necesaria la máxima unidad de la izquierda chilena y latinoamericana para denunciar y rechazar tajantemente los intentos golpistas en Venezuela. Una vez más como libertarios y libertarias nos oponemos a este tipo de jugadas de la derecha, aliada con el imperialismo, para detener el proyecto socialista del pueblo de Venezuela.» ¡Cualquier aplicado estudioso de Martha Harnecker y demás clásicos del marxismo-leninismo continental no podría decirlo mejor!

– Continuando su cuento digno de obedientes militantes PaCos (o del partido comunista, que es igual), ahora hay que dar: «Todo nuestro apoyo y solidaridad al pueblo trabajador venezolano, actor principal de la construcción de socialismo en su país y en el cual confiamos plenamente.» Ese voto de fidelidad absoluta sería porque cualquier oposición al sacrosanto gobierno de Maduro, aún la que venga del anarquismo y sectores críticos de izquierda, «buscan terminar con el proceso de cambio que allí llevan adelante hace más de 15 años». ¡No hay duda, con “compitas” como los del FEL, al anarquismo no le hacen falta enemigos!…

– Como glorioso final, estos “compañeros de viaje” concluyen con una loa que de seguro aplaudirán en la embajada venezolana, así que no dudamos en proponerla como merecedora de pasajes aéreos para el turismo revolucionario a las costas del Mar Caribe: «Aún falta mucho, existen contradicciones y cuestiones por debatir como en cualquier proceso, pero el proyecto socialista sigue intacto. A profundizar el proceso bolivariano, a construir el socialismo.»

Claro que los redactores de semejante joya no estarán a gusto con el calificativo de anarco-maduristas. Ellos prefieren llamarse “libertarios” – o “comunistas libertarios” en sus momentos de emoción radical – cuando están en Chile y el resto de Latinoamerica; aunque curiosamente sí se identifican como anarquistas cuando van a promoverse en Norteamérica o en Europa. De todas maneras, vale dejarles el mote porque les calza muy bien.

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Convite: 3º Fórum Geral Anarquista em Campinas-São Paulo-Sudeste-Brasil. 16, 17, 18 de junho de 2017/Brasil: Invitación al 3° Fórum Geral Anarquista, Campinasn 16, 17 e 18 de junio 2017

3FGA

Organização

Mantendo a proposta original do Fórum Geral Anarquista (FGA) de 2015, onde consideramos o Fórum como um espaço de encontro, conversas, análises, discussões, registros, trocas, sugestões, celebrações. Parte de sua dinâmica será mantida e assim a reproduzimos, com algumas alterações  que a coordenação atual do Fórum percebeu necessárias.

O 3º FGA celebrará os 100 anos da Greve Geral de 1917 e haverá um eixo temático pré-definido como base para as atividades:

Expressões Livres na Comunidade – Anarquismo como prática comunitária.

O tema se propõe a reflexão das metodologias, práticas e vivências horizontalizadas, autogestão e prática não impositivas nas comunidades, nos bairros e nas periferias das áreas urbanas.

Conferência de Abertura, cuja apresentação se dará por meio de mesa com conferencistas que exibirão seus estudos-experiências e logo em seguida aberto a participação do público.

Em formato misto, as Rodas de Conversas e Oficinas serão constituídas por duas ou mais pessoas responsáveis pela relatoria e equilíbrio entre tempo-audição enquanto todos os integrantes de cada proposta abordam temas macro (também pré-definidos) de forma horizontal.

A estrutura horizontal contará com os Grupos de Discussão e ou Oficinas Temáticas que poderão ser propostos pelas pessoas e entidades anarquistas que participarão do fórum.

Em cada Grupo, uma de suas proponentes fará relato do que for discutido, para que no último dia de debates possamos realizar o Fórum propriamente dito, onde, com apoio e assistência das entidades realizadoras do evento, serão apresentadas as relatorias das rodas de conversa e dos grupos de discussão. Será um momento importante para propostas dos participantes e mesmo a elaboração de uma ou várias cartas sugeridas.

Haverá um Sarau aberto a comunidade no dia 17 de junho, com início as 19:30h.

Todas as manifestações culturais serão bem vindas e todas estão convidadas!

Ao término do evento, realizaremos uma confraternização entre todas pessoas e entidades envolvidas.

Importante: No espaço da associação não é permitido venda de qualquer coisa e nem poderá haver consumo de bebidas alcoólicas.

Cronograma de referência:

Janeiro a Abril/2017 –

Incrições

Já estão abertas as inscrições para as pessoas e ou entidades anárquicas enviarem suas propostas de oficinas, palestras, exposição, debates e participação. Solicitamos que seja encaminhado uma sinopse simples para que possamos divulgar.

Enviem suas inscrições para fenikso@anarkio.net

Atenção! As inscrições serão até 15 de abril.

Maio 2017

Divulgação da programação detalhada.

Questões gerais

O espaço é mantido por pessoas voluntárias e sócias contribuintes e oferece de forma gratuita todas as atividades realizadas no local, assim solicitamos colaboração para manter o espaço organizado e precisaremos de pessoas voluntárias para organização, manutenção e dos corres necessários.

Há possibilidade que tenhamos pessoas de outros países, afiem o vocabulário.

Não contamos com estrutura de alojamento, por isso se organizem nesse sentido.

O evento é aberto a todas as pessoas e haverá cotização para a alimentação, sugestão cardápio vegano simples. Há cozinha coletiva no espaço.

Na região há locais para refeições diversas não-veganas.

Organização: Iniciativa Federalista Anarquista/Brasil (IFABrasil) – http://anarkio.net

Iniciativa Federalista Anarquista/Brasil (IFABrasil) – http://anarkio.net
Coletivo Anarc@Punk Aurora Negra
Fenikso Nigra – http://anarkio.net/fenikso/
Liga Anarquista no Rio de Janeiro – https://ligarj.wordpress.com/
Núcleo de Estudos Carlo Aldegueri

 

ESPANHOL:

Se mantiene la propuesta original del Fórum Geral Anarquista (FGA) de 2015, donde consideramos al Fórum como um espacio de encuentro, conversación, análisis, discusiones, registros, intercambio, sugeencias, celebraciones. Parte de esa dinámica se conservará y así la repetiremos, con algunas modificaciones  que la coordinación actual del Fórum entendió necesarias.


El 3º FGA celebrará los 100 años de la Huelga General de 1917 y tendrá un eje temático predefinido como base para las actividades: Expresiones Libres en la Comunidad – Anarquismo como práctica comunitária. El tema se propone la reflexión de las metodologías, prácticas y vivencias horizontalizadas, autogestión y práctica no impositivas en las comunidades, en los barrios y en las periferias de las áreas urbanas.

Conferencia de Apertura, cuya presentación se dará por medio de mesa con conferencistas que expondrán sus estudios-experiencias, en seguida abriendo el debate a la participación del público.
En formato mixto, los Espaciós de Conversación y Tallers serán constituidas a partir de dos o mas personas responsables por la relatoría e equilíbrio entre tiempo-audición en cuanto todos los integrantes de cada propuesta aborden los temas de discusión, predefinidos de forma horizontal.

La estructura horizontal será la pauta en  los Grupos de Discusión y Talleres Temáticos que podrán ser propuestos por las personas y entidades anarquistas que participarán del Fórum.

En cada Grupo, uno de sus proponentes hará el registro de lo que sea discutido, para que en el último dia de debates podamos realizar el Fórum propiamente dicho, donde, con apoyo y asistencia de las entidades realizadoras del evento, serán presentadas las relatorias de los espacios de conversación y de los grupos de discusión. Será un momento importante para propuestas de quienes participen y también para elaborar una o várias cartas comunicaciones que surgan del evento.

Habrá un acto público abierto a la comunidad el dia 17 de junio, con inicio a las 19:30h.

¡Todas las manifestaciones culturales serán bienvenidas y todas están invitadas!

Al término del evento, realizaremos una confraternización entre todas las personas y entidades participantes.

Importante: En el espacio da las actividades, no será permitido vender cualquier cosa ni podráá haber consumo de bebidas alcohólicas.

Cronograma de referencia:

– Inscripcioness
Ya están abiertas las inscripciones para personas o entidades anárquicas que envien sus propuestas de talleres, charlas, exposiciones, debates y participación. Solicitamos que sea enviado un resumen sencillo para que podamos divulgar.
Envien sus inscripciones al e-mail fenikso@anarkio.net
¡Atención! Las inscripciones serán hasta el 15 de abril.

– Mayo 2017
Divulgación de la programación detallada.

Cuestiones generales

El espacio es mantenido por personas voluntarias y socias contribuyentes, oferce de forma gratuita todas las actividades realizadas en el local, asi que solicitamos colaboración para mantener el espacio organizado y requeriremos de personas voluntarias para organización, mantenimiento y de tareas necesarias.

Hay posibilidad que tengamos personas de otros países, esforzemonos por comunicarnos con  ellas.

No contamos com estructura de alojamiento, por eso quien asista debe tomar previsiones en ese sentido.

El evento es abierto a todas las pessoas y haverá cotização para a alimentação, sugestão cardápio vegano simples. Há cozinha coletiva no espaço. Na região há locais para refeições diversas não-veganas. habrá colecta destinadas a alimentos, La propuesta es ofrecer un menú vegetariana sencillo. Habrá un espacio colectivo de cocina. En la región hay lugares para variadas comidas no veganas.

ATENCIÓN: ESTA INVITACIÓN AL 3º FGA ES AMPLIA, GENERAL E IRRESTRICTA. Caso de haber traducciones a otras lenguas, favor enviárnosla para seguir divulgando.

Saludos anarquistas.

Iniciativa Federalista Anarquista/Brasil (IFABrasil) – http://anarkio.net
Coletivo Anarc@Punk Aurora Negra
Fenikso Nigra – http://anarkio.net/fenikso/
Liga Anarquista no Rio de Janeiro – https://ligarj.wordpress.com/
Núcleo de Estudos Carlo Aldegueri

[Traducción del portugués por Redacción de El Libertario.]

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Denúncia e solidariedade ao companheiro Umut Firat Suvariogullari.

O prisioneiro revolucionário anarquista escritor do jornal anarquista Meydan, Umut Fırat Suvariogullari, que foi “transferido para o exílio” da prisão de Izmir Buca para Izmir Yenisakran, tipo prisional número 4, está no 38º dia de sua greve de fome.

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Os prisioneiros revolucionários continuam a viver sob as condições de privação e obstrução de direitos humanos pela burocracia e  pelos recém-nomeados durante o estado de emergência, criando uma prisão dentro da prisão, onde visitas abertas ocorrem duas vezes por mês durando 45-50 minutos, as petições são ignoradas, a repressão e a tortura são contínuas .
As condições que o preso revolucionário anarquista Umut Fırat Suvariogullari está exposto hoje, são as condições que todos os prisioneiros revolucionários são expostos durante o estado de emergência. Umut Fırat Suvariogullari, que está no dia 38º da greve de fome para defender sua identidade anarquista revolucionária e criar condições de vida sustentáveis mesmo, ele continua sua luta contra todas essas condições, tornando-se livre  lutando.
Saudamos sua luta! Umut Firat Suvariogullari livre.

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Cultura libertária

Balkan Anarchist Bookfair – Zagreb – Croacia – 7 a 9 de abril de 2017.

http://ask-zagreb.org/engleski.htm

Anarchistische Buchmesse Mannheim – Alemanha – 21 a 23 de abril de 2017.

http://buchmessemannheim.blogsport.eu/

Salon du livre libertaire – Paris – França – 22 e 23 de abril de 2017.

http://salon-du-livre-libertaire.over-blog.com/

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Bay Area Anarchist Book Fair – Oakland – EUA – 22 de abril de 2017.

http://bayareaanarchistbookfair.com/

Montreal Anarchist Bookfair – Québec – Canadá – 27 e 28 de maio de 2017.

http://www.anarchistbookfair.ca/

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Dois anos do Centro de Cultura Social – Maloca Libertária

A Liga Anarquista saúda e parabeniza os companheiros e companheiras do Centro de Cultura Social – Maloca Libertária pelos seus dois anos de vida. Uma programação aberta, gratuita e diversificada celebrará este espaço de cultura libertária de Salvador. Toda gente convidada.

 

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Participação da LIGA-RJ no XV Expressões Anarquistas em Piracicaba – São Paulo em 2016.

Parabenizamos a realização do XV Expressões Anarquistas ocorrido em Piracicaba – São Paulo realizado em outubro de 2016 no Espaço Cultural Raul Seixista, espaço social e de arte libertária. Este é sem dúvida o espaço|evento de cultura libertária contínuo mais longo existente em São Paulo.

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Destacamos desde já a cessão do espaço para o evento pelo compa Jangada, dedicado e atencioso companheiro libertário piracicabano. A firmeza, determinação e dedicação do coletivo Fenikso Nigra e sobretudo a iniciativa do coletivo anarquista piracicabano na realização do evento.

A LIGA participou com banca de livros e revistas, também compartilhou o tema Internacional de Federações Anarquistas e o federalismo anarquista no Brasil em uma roda de conversa dentre tantas outras ocorridas ao longo de dois dias de encontro. Ocorreu ainda um belo sarau na primeira noite com a participação de artistas libertários de várias cidades próxima de Piracicaba e de tantos outro da cidade.

 

Saudamos a iniciativa, a realização e a manutenção do XV Espressões Anarquistas na cidade de Piracicaba.

Destacamos temas abordados nas rodas:

Produção autônoma de livros impressos e e-books, autogestão e federalismo, a auto-organização dos trabalhadores na educação pública estatal, , federalismo e sindicalismo.

Chamou a atenção a organização da produção da alimentação, registramos nosso agradecimento pelo empenho e paladar delicioso que fora produzido coletivamente e de forma autogestionária.

Agradecemos aos compas e coletivos organizadores envolvidos. Vida longa ao Expressões Anarquistas. exprana15_2016acoletphoca_thumb_l_fotexp16 phoca_thumb_l_fotexp19

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Participação da LIGA-RJ na VII Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre novembro de 2016.

Parabenizamos a realização da VII feira do Livro Anarquista em Porto Alegre realizada na OcupaPandorga, espaço social e de cultura libertária, ecologia social e pedagogia libertária.

A LIGA esteve presente com banca de livros e revistas e também compartilhou o tema Internacional de Federações Anarquistas e o federalismo anarquista no Brasil em uma roda de conversa dentre tantas outras ocorridas ao longo de dois dias de feira.

A programação artística na primeira noite foi um evento de sociabilidade e acolhimento que promoveu o reencontro de companheiros das antigas e também o conhecimento de novos companheiros que chegaram ao anarquismo, gentes de vários estados do Brasil, do exterior e sobretudo compas do interior do Rio Grande do Sul.

Saudamos a iniciativa e a manutenção da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre pelo grupo organizador e realizador e todos os grupos, coletivos e individualidades que trabalharam por este espaço engendrado e criador de cultura libertária.

Destacamos estes temas:

Debatendo o colapso do industrialismo: Exibição do documentário “Colapso”, Desescolarização; criação de mundos e a morte da vontade de educar. Educação anarquista anti-pedagógica para Espíritos Livres. Oficina Literatura no Cárcere – Modos de Usar.

Agradecemos aos compas e coletivos organizadores envolvidos na VII FLAPOA a recepção, a disponibilidade e o espaço.

Vida longa à VII Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre.

 

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Solidariedade: Sentença de prisão ao editor-chefe do jornal anarquista Meydan.

Sentença de prisão ao editor-chefe do jornal anarquista Meydan

Foi iniciada uma investigação pelo Procurador-Geral de Istambul
Sobre o nosso jornal relacionado com artigos “Tanto
Partida do Estado é de Medo “,” Banned Until Further Order “, e
“Recreating Life” na edição 30. de nosso jornal publicado em
Dezembro de 2015 com a legenda “Banning Everything”. A ação
Após a investigação terminou após quase um ano de ensaios.
No julgamento sumário de ontem, o tribunal condenou o
Editor do nosso jornal Hüseyin Civan a 1 ano e 3 meses de
encarceramento com a acusação “de fazer propaganda de métodos terrorista: coerção, violência ou ameaças. Legitimando, logiando ou incentivando a utilização destes
métodos”.
Como destacamos nos artigos que levaram à investigação,
Nunca será capaz de aprisionar a paixão da liberdade e da
e a convicção da liberdade dos povos “.
Como um jornal anarquista sabemos que a vida livre em que acreditamos
só pode ser criada através da luta, nunca vamos desistir de escrever o que
defendemos e divulgamos. Continuaremos a
Resistir, agir e escrever contra a opressão, investigações, custódia e
prisões.

(Divulgação ampla e irrestrita)

(https://www.facebook.com/meydangazetesi/photos/a.153065731499990.35347.151900371616526/822902197849670/?type=3&theater)

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