COMUNICADO DA INICIATIVA FEDERALISTA ANARQUISTA | BRASIL.

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A Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil composta pelo Coletivo Anarc@Punk Aurora Negra, Organização Fenikso Nigra e Liga Anarquista no Rio de Janeiro através de suas pessoas delegadas compôs o X Congresso Internacional de Federações Anarquistas, organizado em Frankfurt pela IFA – Internacional de Federações Anarquistas e realizado pela Federação Anarquista de língua alemã , entre os dias 4 e 7 de agosto de 2016 e teve como objetivo principal sua adesão a Internacional de Federações Anarquistas.

Partimos para o X congresso com a delegação de apresentar a IFA|Brasil e manifestar nossa adesão a Internacional firmando o pacto federativo para o qual foi aceita a Inciativa por consenso. Em seguida participamos do Congresso como integrantes da Internacional deliberando sobre os encaminhamentos antes debatidos na IFA|Brasil quanto as questões de revisão do pacto federativo, guerra, nacionalismo, migrantes|refugiadas, Curdistão, “safer spaces”, patriarcado, campanhas internacionais, resistências e lutas locais.

Federações do continente Americano também aderiram a Internacional: Federação Anarquista do México e Federação Anarquista Local de Valdívia – Chile. Registamos nossa saudação as pessoas companheiras de Latino América e reafirmamos nosso compromisso, resistência e luta pela justiça social e a liberdade em todo nosso continente.

Estavam convidadas observadoras a Federação Anarquista do Caribe e Centro América com pessoas delegadas de Cuba, República Dominicana, El Salvador e o coletivo editorial de Venezuela El Libertário, também participaram as convidadas FAU alemã, a Organização Política Anarquista (Grécia), o sindicato Vrije Bond do território holandês, a DAF do Kurdish Anarchist Forum, o Aotearoa Workers Solidarity Movement (Nova Zelândia) e diversas pessoas anarquistas individualmente.

Estavam presentes as federações anarquistas que já constituem a IFA: Federação Libertária da Argentina, Anarquistas Bielorrussos, Federação Anarquista na Bulgária, Federação dos Anarquistas de Língua Alemã (federação organizadora), Federação Anarquista da Grã-Bretanha, Federação para a Organização Anarquista (que engloba grupos nos estados esloveno, croata e sérvio) e as Federações Anarquistas checa, de língua francesa e italiana.

Para nós da IFA|Brasil foram três anos de encontros, ações, reuniões e discussões que visavam uma estrutura que contemple as necessidades organizativas do anarquismo brasileiro e americano no contexto mundial, que atendam a diversidade de ações, de grupos, coletivos, uniões, associações e pessoas dentro de realidades territoriais e culturais tão diversas. Essa pluralidade, ao contrário de outras vertentes, nos é muito importante e preciosa, é parte de uma proposta que busca a síntese dos ideários e práticas anarquistas, sem os descaracterizar e somá-los de forma que antinomias sejam elementos de força. A história e a luta anarquista continua e retoma seu curso.

Este congresso foi o mais expressivo e com maior participação internacional já realizado na história da Internacional das Federações Anarquistas após os Congressos da Internacional dos Trabalhadores – AIT. Sua grandiosidade e responsabilidades são históricas e expressam a determinação do trabalho e luta por um mundo sem fronteiras, sem patrões, sem governantes. Desde a Comuna de Paris, a greve geral de 1917 e 1919 no Brasil, a Revolução Social em Espanha afirmamos a vida e a disposição para abolir o capitalismo e estabelecer a cada dia a autogestão e o federalismo anarquista.

As pessoas e grupos anarquistas, organizações e companheiras de resistências e lutas que nos antecederam nos mostraram, nos ensinaram que a luta pela emancipação de todas as opressões, de todas as explorações é feita sempre, diariamente em nossos lares, em nossos trabalhos, em nossas escolas, nos campos e nas cidades. Junto aos povos negro, indígenas, às mulheres e transexuais. É uma luta feita com nossos corações, com o amor que dedicamos em germinar a mais bela planta da natureza humana, a da liberdade.

Sabemos da responsabilidade que temos nesse processo e agora estamos diante de uma nova perspectiva e compartilhamos com todas as organizações e pessoas anarquistas que já possuem uma história de luta e entendem que cada palavra aqui expressa possuí um sentido real de possibilidade de uma transformação visceral, sabemos que isso transcende a construção de apenas uma organização toda codificada, burocrática, sem tesão! Afirmamos a liberdade de viver, resistir, lutar contra a opressão e a exploração.

Seguimos construindo uma federação especificamente anarquista sintetizando e somando os trabalhos sindicais, culturais, sociais, populares, identitários, individuais e territoriais a partir das primeiras organizações envolvidas, dos fóruns, saraus, centros de cultura social, trabalhos, cirandas, feiras de livros, greves, reuniões, dos jornais, blogs, revistas, textos, documentos produzidos a partir de nossas vivências, onde aprendemos com o passado, com nossas pequenas experiências em direção da construção de uma federação ou várias federações fundadas nos princípios anarquistas do ANTIAUTORITARISMO, APOIO MÚTUO, AUTOGESTÃO, AÇÃO DIRETA, FEDERALISMO com toda pluralidade anarquista, com a paciência, a perseverança e a serenidade diante das forças que nos querem calar, caluniar e destruir.

Estabelecemos o enlace com a Internacional e com as organizações associadas e o internacionalismo dos povos, dos trabalhadores e dos anarquistas seguimos andando vivos e pulsantes na resistência, na luta e na construção hoje de uma sociedade livre.

A aurora da sociedade livre está em nossa mãos e corações.

Iniciativa Federalista Anarquista | Brasil

Coletivo Anarc@Punk Aurora Negra

Fenikso Nigra

 

 Liga Anarquista no Rio de Janeiro

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Coordenação Local Athens O. P. A. – Federação de Coletividades: RELATO SOBRE A CONCENTRAÇÃO NA EMBAIXADA DO MÉXICO EM ATENAS. CARTA DE SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES EM LUTA NO MÉXICO.

Foi realizada em Atenas no sábado 02 de julho de 2016 em frente da embaixada do México, uma concentração-intervenção em uma  solidariedade com professores grevistas do Coordenação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com lutadores alunos, populações indígenas e todos os que se opõem a barbárie do Estado e capitalista.

Convocada pela coordenação local da Organização Política Anarquista – Federação das Coletividades, participaram cerca de 40 companheiras e companheiros, uma facha escrita em grego e espanhol fora levada: O Estado Mexicano está matando – SOLIDARIEDADE COM os rebeldes de Oaxaca.

Por quase duas horas foram lidos textos por um megafone, e em seguida distribuído texto que denuncia os assassinatos do  Estado do México, a repressão bárbara desencadeada por ele contra oponentes da reforma educacional.O auge da repressão ocorreu com o ataque de 19 de Junho 2016 na comunidade  Nochixtlán de Oaxaca, e o assassinato do anarquista Salvador Olmo Garcia, -habitante da comunidade Huajuapan- na cidade Las Huertas,
em 26 de junho.

“Como anarquistas estamos em solidariedade com os professores e estudantes,com as comunidades indígenas, com todos que seguem contra a reforma da educação resistindo contra a repressão do Estado. Saudamos os milhares de rebeldes de Oaxaca com vigor,
resolução e perseverança que estão lutando contra a repressão e o Estado assassino, montando barricadas de resistência contra o avanço do totalitarismo moderno. Do México à Turquia e da Grécia para as favelas da França, gritam nossos irmãos de classe, nada terminou e nenhum oprimido está sozinho na resistência e luta. Para tomar a vida em nossas mãos e assumir a responsabilidade para a definição do presente e do futuro, construindo uma nova sociedade emancipado baseada na dignidade, justiça, liberdade e na solidariedade sobre as ruínas da autoridade mundial, do Estado e do capital (fragmento do texto distribuído na concentração). ”

Não esquecemos os mortos e desaparecidos lutadores da escola Normal Rural de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, que eram atacados pela polícia federal e gangues parmilitares em setembro 2014. Não esquecemos o parceiro Zapatista Galeano, mestre
Zapatista em La Escuelita, que foi morto por paramilitares em maio de 2014 na comunidade de La Realidade em Chiapas. Não snos esquecemos de todas e todos aqueles que deram suas vidas na luta contra a tirania do Estado e do capital.

Desde Atenas, levantamos o punho rebelde enviando-lhes um sinal de solidariedade para todos os rebeldes do México. Quando golpeam um de todos aqueles que lutam com dignidade e abaixo, vamos encontrar juntos em frente deles.

Atenas, 08 de julho de 2016

Coordenação local Athens –  O. P. A. – Federação de Colectividades

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Carta de Solidariedade

Carta de Solidariedade

 Domingo 19 de junho de 2016, a polícia federal mexicana disparou balas letais contra os grevistas e manifestantes que bloqueavam a estrada perto da aldeia de Nochixtlán, no Estado de Oaxaca. Esta repressão estatal extremamente violenta deixou trabalhadores e indígenas mortos, e mais de uma dezena de feridos. Até a presente data a violência e perseguição continua e agora conta com tropas do exército que estão mobilizadas cercando e asfixiando Oaxaca e Chiapas.

Esta greve e manifestação de trabalhadores/as contou e conta com amplo apoio social em todo território mexicano. Ela foi chamada pela Coordenação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) e apoiada pela Federação Anarquista de México, e ainda com expressiva participação de estudantes e pais, muitos deles pertencentes a povos indígenas. Durante vários meses, especialmente nos estados de Oaxaca, Chiapas, Guerrero e Michoacan, o movimento ganhou grande magnitude contra a “Reforma da Educação”, que o governo pretende impor. As pessoas sofreram duros ataques dos governo/militares ao longo desse tempo: familiares, estudantes e professores são ameaçados, demitidos, presos. Os bloqueios antimilitares então foram decididos no início de Junho, após a detenção de vários trabalhadores da secção CNTE de Oaxaca.
Começava também uma guerra midiática real contra os chamados rebeldes, marcados como “terroristas”, “preguiçosos”, “contra o progresso”.

Dizem que “a lei é o progresso para uma (privatizações e terceirizações)” Educação de qualidade”, ou seja, transformar a educação em mercadoria e entregá-la ao setor privado, para beneficiar os setores da população mais favorecida. Esta reforma educacional não afeta só os professores, mas também toda a sociedade”, suas famílias, especialmente nas comunidades indígenas e de periferias. Já em Junho de 2006, os professores tinham tomado o centro de Oaxaca, depois foram brutalmente despejados. A população, os pais, estudantes, jovens das periferias, os povos indígenas se juntaram a eles e a resistência e autônoma da cidade organizada: apenas em novembro foi derrotada a “Comuna de Oaxaca” por policiais militares e repressão de violência extrema.

Companheiros da Federación Anarquista de Mexico, da Alianza Magonista Zapatista, da Cruz Negra anarquista, trabalhadores e indígenas lutam lado-a-lado esta batalha contra o aniquilamento da educação, contra as terceirizações e privatização do setor educacional. A injustiça não pode seguir, já basta de assassinatos, sessem as prisões, parem com os desaparecimentos e encerrem o cerco militar. Toda essa operação capitalista/militar e autoritária terrorista de Estado deve acabar imediatamente para não asfixiar a vida.

Em resposta aos ataques do estado terrorista mexicano contra os educadores, estudantes, comunidades indígenas em México, contra as prisões, assassinatos e perseguição, a Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil declara sua solidariedade aos trabalhadores da educação e aos povos de Oaxaca, Michoacan, Guerrero e Chiapas.

Denunciamos o estado de sítio autoritário do Estado mexicano, as prisões injustas e o massacre de mulheres, homens e jovens que lutam por justiça social e liberdade.  Afirmamos o internacionalismo federalista coletivista pela solidariedade e o apoio mútuo.

Exigimos a libertação dos trabalhadores, estudantes e apoiadores da causa educacional e o fim imediato das mortes e repressão em toda região mexicana. Afirmamos o direito inalienável da greve de manifestação e da autodefesa.

A Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil conclamam todas as organizações, grupos sociais, associações políticas, artísticas e pessoas de luta para prestar solidariedade e apoio ao povo trabalhador e as comunidades indígenas, à Federación Anarquistas de Mexico, a Alianza Magonista Zapatista e a Cruz Negra anarquista.

Iniciativa Federalista Anarquista – Brasil: Coletivo Anarc@Punk Aurora Negra, Fenixo Nigra, Liga Anarquista no Rio de Janeiro.
Brasil, 15/07/2016.

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Federação Anarquista Francófona/Le Monde Libertaire: Edição em celebração da Revolução Social em Espanha.

Novo número do mundo libertário. Federação Anarquista (FA)

Em 19 de julho de 1936, há 80 anos, a revolução social em Espanha começou.

Uma história há muito tempo escondida e ainda assim amplamente conhecida do grande público, é o único exemplo histórico do proletariado que conseguiu organizar a produção econômica sobre bases libertários, opondo-se ao fascismo de armas na mão.
Do concreto o quê ocorreu… das propostas, das realizações, dos ideias que todos aqueles que participaram nesta revolução legaram às gerações seguintes. Porque não é a saudade que nos tem motivado para fazer este processo, mas é essa a ideia, compartilhando no seio do Comitê de Redação, que conhecer o passado permite viver o presente e preparar o futuro.
Claro, a ideia de um futuro anarquista faz rir a mais de um. Mas no presente, o que vemos? Das Assembleias Gerais a noite ou durante o dia, que funcionam com das comissões e das delegados, ao mandato imperativo, dos sindicatos que praticam a greve, o bloqueio, a sabotagem, caros aos anarquistas, pessoas que se organizam sem líder para a produção e a distribuição….

É certo que nem tudo é perfeito, mas a emancipação, autonomia individual, a organização direta de nossas vidas são caminhos longos e sinuosos que permanecem fundamentais porque para nós, anarquistas, os meios devem ficar em sintonia com o final.

Feliz aniversário e viva a anarquia!

O próximo mundo libertário será entregue em setembro de 2016, com uma nova equipe no Comitê de Redação indicada no último congresso da FA. Porque não nos esqueçamos de que o jornal está em gestão direta por delegados e militantes da FA,  e que nós não somos deus e nem mestre..

Link: http://www.monde-libertaire.fr/?page=enKiosque

O CRML

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Francês

Nouveau numéro du Monde libertaire. Fédération anarchiste (FA)

Le 19 juillet 1936, il y a 80 ans, la révolution sociale en Espagne débutait.

Cette histoire longtemps occultée et encore largement méconnue du grand public, est le seul exemple historique du prolétariat réussissant à organiser la production économique sur des bases libertaires, tout en s’opposant au fascisme les armes à la main.
Du concret quoi… des propositions, des réalisations, des réflexions que tous ceux qui ont participé à cette révolution ont légué aux générations suivantes. Car ce n’est pas la nostalgie qui nous a motivé pour faire ce dossier mais c’est l’idée, partagé au sein du comité de rédaction, que connaître le passé permet de vivre le présent et préparer le futur.
Bien sûr, l’idée d’un avenir anarchiste en fait ricaner plus d’un. Mais dans le présent, que voit-on ? Des assemblées générales la nuit, ou le jour, qui fonctionnent avec des commissions et des mandaté.e.s au mandat impératif, des syndiqué.e.s qui pratiquent la grève, le blocage, le sabotage chers aux anarchistes, des personnes qui s’organisent sans chef pour la production et la distribution…. Certes tout n’est pas parfait mais l’émancipation, l’autonomie individuelle, l’organisation directe de nos vies sont des chemins longs et sinueux qui restent fondamentaux car pour nous, anarchistes, les moyens doivent rester en adéquation avec la fin.

¡ Feliz cumpleaños y viva la anarquía !

Le prochain Monde Libertaire sera livré en septembre 2016 avec une nouvelle équipe au Comité de Rédaction mandatée au dernier congrès de la FA. Car n’oublions pas que ce journal est en gestion directe par des mandaté.e.s militant.e.s à la FA et qu’il n’a pas de Dieu ni de Maître..

LE CRML

Link: http://www.monde-libertaire.fr/?page=enKiosque

 

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Federação Anarquista de México: Informe de situación en México. Solidariedade e apoio.

Até o momento se registrou 6 (atualizado: 10 e 40 desaparecidos –  21/06) assassinatos em #Oaxaca pela polícia federal do Estado mexicanos e mais de 100 feridos.

Estimados companheiros, recentemente vimos enfrentando o governo mexicano, de muitas maneiras, hoje em dia a luta e resistência dos educadores tornou-se um rosto contra a imposição, excessos! Portanto, para todas e todos nós é importante enviar um breve relatório do que está acontecendo, mencionar que a maioria dos membros da FAM e outros grupos anarquistas estão nesta luta, não só por ser parte de sindicatos dos professores, mas porque pensamos que é digna a rebelião de companheiras e companheiros, é a insurgência social e dos povos que chama a luta contra o Estado.

Em abril do ano passado educadores intensificaram mobilizações
em massa conta demissões de professores do Estado mexicano que não compareceram a para serem avaliados, como mandava a lei “A educação de qualidade” que serve aos interesses da OCDE. Por conseguinte, as e os companheiros dignos aumentaram as manifestações, intensificaram onde as povoações das comunidades
sairam a acompanhar ao educadores exigindo a saida do exército
e da la polícia federal, houve tomada de prefeituras, retenção de
policiais federais por parte do povo, assim como impidirão que as
autoridades federais entrassem nas comunidades retirassem os maestros das escolas.

Isto foi a ponta do iceberg e um exemplo para os demais
Eestados da república, com o apoio das comunidades a luta
dos professores se intensificou, os povos têm saído a deter o avanço da policía, para que os maestros sigamos protestando e não existam detidos y desaparecidos. Em diversas comunidades de Oaxaca, por medio de mensagens os habitantes se comunicam para bloquear as estradas e com isso detiveram o avanço dos corpos repressivos,
foram obrigados a se moblizarem pelo ar, a resistencia estava
segue avançando e a organização das comunidades y maestros también, para
nós FAM (Federação Anarquista de México) tem sido um ponto importante de insurgência social y desobediência que nos tem permito sair, mobilizarmos lado a lado,
expor ideias e informar.
A situación nestss momentos é crítica, sobretud no estado de Oaxaca donde se tem levantado um sem número de barricadas y onde companheros/as da AMZ estão resistindo de igual forma. Nos informaram que nestes momentos existe un enfrentamento com a
polícia federal em varios pontos do Estado, onde já há companheros
assassindos y desaparecidos, já que a a luta tem sido frontal e que a polícia armada e disparam contra o povo e professroes, algumas barricadas estão se erguendo, mas a situação no Centro y Sul do país é tensa.
A FAM está participando destas acões junto con organizações autónomas de professsores e professoras e estamos e estamos em alerta para qualquer situação que possa ocorrer em Oaxaca o na Cidade de México, por isso os pedimos que estejam atentas e se for poessível pedimos seu apoio em seus lugares para mobilizações nas embaixadas mexicanas.

Adjuntamos imágenes de la situación, que nos hacen llegar compañeras
y compañeros, así como las que hemos podido tomar.

Agradecemos sua atenção.

Fraternalmente y en pie lucha

Federación Anarquista de México

19 de junio de 2016

Maiores informações e para solidarizar e apoiar a luta dos educadores e do povo mexicano acompanhar o site da FAM: http://federacionanarquistademexico.org/

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Espanhol

Estimados compañeros y compañeras, en fechas recientes se ha tenido
que enfrentar al gobierno mexicano de muchas formas, hoy día la lucha y
resistencia magisterial se ha vuelto una cara más de la imposición, el
hartazgo y el ¡ya basta! Por ello para nosotros y nosotras es
importante enviar un informe breve de lo que está pasando, cabe
mencionar que la mayoría de los miembros de la FAM así como de otras
agrupaciones anarquistas estamos en esta lucha no solo por ser parte del
gremio magisterial, sino porque pensamos que es digna la rebeldía de
los y las compañeras, es la insurgencia social y de los pueblos que nos
llama a la lucha contra el Estado.

En abril pasado las movilizaciones magisteriales se intensificaron a
partir de despidos masivos que el Estado mexicano, ejecuto contra
profesores que no asistieron a ser evaluados, con su ley de la
“calidad educativa” que atiende intereses de la OCDE. Por ello los y
las compañeras dignas se levantaron en movilizaciones,
intensificándose en Chiapas, donde los pobladores de las comunidades
salieron a acompañar a los maestros y a exigir la salida del ejército
y de la policía federal, hubo tomas de alcaldías, retención de
policías federales por parte del pueblo, así como impidieron que las
autoridades federales ingresaran a las comunidades a sacar a maestros de
las escuelas. Esto fue la punta de iceberg y un ejemplo para los demás
estados de la república, con el apoyo de las comunidades la lucha
magisterial se ha intensificado, los pueblos han salido a detener el
avance de la policía, para que los maestros sigamos protestando y no
haya detenidos y desaparecidos. En diversas comunidades de Oaxaca, por
medio de mensajes los habitantes se comunican para bloquear las
carreteras y con eso detuvieron el avance de los cuerpos represivos,
quienes por aire tuvieron que movilizarse, la resistencia estaba
avanzando y la organización de comunidades y maestros también, para
nosotros como FAM ha sido un punto importante de insurgencia social y
desobediencia que nos ha permito salir, movilizarnos codo a codo,
exponer ideas e informar. La situación en estos momentos es crítica,
sobre todo el estado de Oaxaca donde se han levantado un sin número de
barricadas y donde compañeros de la AMZ están resistiendo de igual
forma. Nos informan que en estos momentos hay un enfrentamiento con la
policía federal en varios puntos del Estado, donde ya hay compañeros
asesinados y desaparecidos, ya que la lucha ha sido frontal y la
policía armada ha comenzado disparar a pobladores y maestros, algunas
barricadas se están recomponiendo, pero la situación en centro y sur
del país es tensa.

La FAM está participando en estas acciones junto con organizaciones
autónomas de profesores y profesoras y estamos en alerta ante cualquier
situación que pudiera suceder en Oaxaca o en la Ciudad de México, por
lo que les pedimos que estén pendientes y si fuera necesario les
pediremos su apoyo en sus localidades para movilizarse en embajadas
mexicanas.

Adjuntamos imágenes de la situación, que nos hacen llegar compañeras
y compañeros, así como las que hemos podido tomar.

Agradecemos su atención.

Fraternalmente y en pie lucha

Federación Anarquista de México

19 de junio de 2016

Maiores informações e para solidarizar e apoiar a luta dos educadores e do povo mexicano acompanhar o site da FAM: http://federacionanarquistademexico.org/

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Francês

Chers compas,
nous avons récemment dû faire face au gouvernement mexicain à bien des égards, aujourd’hui, la lutte et la résistance des enseignant.e.s est devenue le visage de la résistance, ad nauseam et du Ya Basta ! Par conséquent, our nous, il est important d’envoyer un bref compte-rendu de ce qui se passe. ll faut noter que la plupart des membres de la FAM (Fédération anarchiste du Mexique) et d’autres groupes anarchistes sont dans cette lutte non seulement en tant que membres du syndicat des enseignants, mais aussi parce que nous pensons que c’est la digne rébellion des militant.e.s, c’est l’urgence sociale et les peuples qui nous appelle à lutter contre l’Etat.

En avril, les dernières manifestations des enseignant.e.s se sont intensifiées suite aux licenciements massifs que le gouvernement mexicain, dirigé contre les enseignant.e.s qui n’acceptent pas d’être évalué.e.s, avec sa loi « éducation de qualité » au service des intérêts de l’OCDE. Par conséquent, les militant.e.s ont augmenté le niveau des manifestations, avec une forte intensification au Chiapas, où les habitant.e.s des communautés sont venu.e.s pour accompagner les enseignant.e.s et exiger le départ de l’armée et de la police fédérale. Il y a eut des coups de feu, la rétention de la police fédérale par la population, ce qui a empêché les autorités fédérales d’entrer dans les communautés pour atteindre les enseignant.e.s. C’est le sommet de l’iceberg et un exemple pour les autres Etats de la République mexicain. Avec le soutien des communautés, la lutte des enseignant.e.s s’est intensifié.e, les gens ont arrêter l’avance de la police, afin que les enseignant.e.s continuent de protester et qu’il n’y ait pas de détenu.e et de disparu.e. Dans les diverses communautés d’Oaxaca, les habitant.e.s ont réussi à bloquer les routes et à arrêter l’avancée des forces répressives, qui avait l’air d’être mobilisé.e.s. La résistance s’est développée et avec elle l’organisation des communautés et des enseignant.e.s aussi. Pour nous, en tant que FAM, cela a été un moment d’insurrection sociale et de désobéissance qui a nous permis de sortir, de nous mobiliser coude à coude, de diffuser des idées et des informations. La situation est maintenant critique, en particulier dans l’état d’Oaxaca, où ont érigées un certain nombre de barricades et où les compas de l’AMZ (Alliance magoniste zapatiste) résistent également. On nous dit qu’il y a des affrontements avec la police fédérale dans diverses parties de l’Etat, où il y a déjà des camarades tué.e.s et disparu.e.s, parce que la lutte a été frontale et des policiers armés ont commencé à tirer sur des gens et des enseignant.e.s, des barricades sont réinstallées, mais la situation dans le centre et dans le sud du pays reste tendue.

La FAM participe à ces actions avec les organisations autonomes d’enseignant.e.s et nous sommes en état d’alerte pour toute situation qui pourrait se produire à Oaxaca ou à Mexico. Nous vous demandons de rester à l’écoute et, si nécessaire, nous allons vous demander votre appui dans vos villes pour vous mobiliser devant les ambassades mexicaines.

Nous vous remercions de votre attention.
Fraternellement et debout dans la lutte

Fédération Anarchiste du Mexique
19 juin 2016

Plus nformacion, solidarite e apppui, site da FAM: http://federacionanarquistademexico.org/

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Agradecimentos e algumas fotos do 2º FGA Salvador-Bahia-Nordeste-Brasil.

Nossos agradecimentos aos espaços Porão Cultural Buck, Cooperativa Rango Vegan e Maloca Libertária por acolher o 2ºFórum Geral Anarquista em 2016.

Confraternizamos com as organizações companheiras Fenikso Nigra e Comuna An@rco Punk Aurora Negra na realização de mais este espaço anarquista.

Uma vez mais registramos nossa celebração pela Revolução Social Espanhola e nossos respeitos às companheiras e companheiros perseguidas, presas, exiladas, mortas durante a guerra civil. Viva a CNT, viva a FAI, viva a Anarquia, viva o povo trabalhador revolucionário da região espanhola.

A densa programação foi exaurida com debates que avançaram nas horas de almoço, noites adentro nos espaços, no show anarcopunk, nos bares e ruas do pelourinho.

Em Salvador, uma vez mais experimentamos a sociabilidade anarquista na sua pluralidade de expressões culturais, sociais, econômicas e políticas.

Viva a Iniciativa Federalista Anarquista. Viva anarquia.

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Local do 2ºFGA – Salvador – Bahia – Nordeste – Brasil.

O Centro de Cultura Social Maloca Libertária (CCSML) é um espaço anarquista autogestionário, autônomo, horizontal, antiautoritário, socialmente compromissado e sem fins lucrativos, localizado em Salvador-BA, feito e mantido solidariamente por muitas mentes inquietas e sonhadoras.
Venha fazer parte dessa iniciativa, entre em contato, participe das atividades, colabore, converse, construa – a resistência é fértil.

Endereço e contato:

Rua do Passo, 37 – Pelourinho  |  secretariaccs@riseup.net

Mapa na página abaixo:

https://malocalibertaria.wordpress.com/

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Homenagem e programação do 2º Fórum Geral Anarquista – Salvador-Bahia-Nordeste-Brasil/2016.

As organizações realizadoras do 2ºFGA que ocorrerá na cidade de Salvador homenageiam a luta das trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade em Espanha na construção da sociedade livre ao longo do período de organização e luta precedente ao Golpe Franquista e sua declaração de Guerra Civil contra o povo trabalhador respondida pela CNT-FAI com a Revolução Social vivida entre 1936 e 1939.

Em memória registramos nosso pesar pelas companheiras e companheiros feridos, mortos, exilados durante e após a Revolução Social Espanhola.

Seguimos de pé. Hoje, após 80 anos reafirmamos a justiça e igualdade com liberdade. Viva a Revolução Social.

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2º Fórum Geral Anarquista – Salvador – Bahia – Brasil 10, 11, 12/06/2016

ESPAÇOS – PROGRAMAÇÃO – LOGÍSTICA

Locais: Maloca Libertária (R. do Passo, 37 – Santo Antônio Além do Carmo, Salvador – BA), Rango Vegan (), Buck Bar (R. do Passo, 37 -Porão – Santo Antônio Além do Carmo, Salvador – BA).

Alimentação: Rango Vegan (apenas almoço)  Buck Porão (apenas almoço), restaurantes na região do Pelourinho.

Estadia: alojamento solidário, tragam seus colchonetes, roupa de cama, toalha. Comunique com antecedência para garantir o espaço.

Cronograma do Evento

Manhã Tarde Noite
Sexta 10/06 Recepção Recepção  Conferência de Abertura: Maloca Libertária

19h

Sábado 11/06 Oficinas(1) Aprendizagem de práticas/experiência/vivências diversas no campo produtivo anarquista, autogestionário ou libertário.

8:30 – 12h

Roda de Conversas 1:

 

 

14h – 17:30h

Grupos de discussão

Grupos temáticos diversos sobre experiências, teorias, literatura, economia, história.

19H

Domingo 12/06 Oficinas 2

Aprendizagem de práticas diversas no campo produtivo autogestionário ou libertário.

8:30h – 12h

Roda de Conversas 2

14h – 17:30h

Celebração/Partida

Conferência de Abertura (10/11 – 19h)

Anarquismo hoje.

Oficinas 1: Sábado (11/06 – manhã-8:30)

1- O Cinema a serviço da transformação social – Carlos Pronzato.

2- Anarquismo e Foucault – Ricardo Liper.

3 – Segurança da informação para os movimentos sociais – Colombiano.

Roda de Conversa 1 – Vivências e práticas anarquistas no Brasil (14h – Espaço Cultural Buck)

Grupos de discussão 1  – (11/06- 19h)

1 – Anarquismo e sindicalismo – Ídilio Candido

2 – Educação/escola: perspectivas atuais – José Damiro

3 – Anarquismo e limites de atuação. Agir dentro do estado ou não? – Jose María Barroso Tristán.

Oficina e Grupo de discussão 2 (12/06 – 8:30h) 

1 – História da Educação Anarquista no Brasil e Pedagogia Libertária – João Neto.

2 – Espaços culturais, sociais, anarquistas, libertários – CR Mosska.

Roda de Conversa 2 – Federalismo Anarquista (14h – CCS – Maloca Libertária)

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France: mobilisation contre la « loi Travail » Maio-2016.

Em português:

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Para os patrões, o Código do Trabalho seria “muito grande”, também “complexo”, também “vinculativo”. Este discurso reacionário, retransmitido por MEDEF (organização patronal) durante décadas foi integrado pelo governo socialista.
Para preparar o terreno para o governo, lobbying intenso tem sido feito para combater direito do trabalho e, portanto, o direito de salário sob o disfarce de “simplificação”.
“O código do trabalho não é um direito como qualquer outro”. Esta não é apenas uma construção jurídica, mas uma lei nascida das lutas sociais e sindicais. É o direito conquistado em brigas, acidentes, greves.

Escrever o primeiro livro código do trabalho começa em 1910 com a codificação das primeiras leis trabalhistas, como o salário livre de 1907 das mulheres  (Mulheres poderam ter seu próprio salário); a “garantia do pagamento de salário em intervalos regulares “(1909), ou a lei de 05 de abril de 1910” sobre a aposentadoria do trabalhador e agricultor aos 65 anos “.
É importante compreender que o direito do trabalho, codificado, é o resultado de sucessivas lutas da classe trabalhadora para melhorar as suas condições de trabalho: a limitação da duração da jornada de trabalho, feriados, o pagamento de compensação para os acidentes de trabalho, etc. são adquiridos, arrancados dos patrões, tornando-se assim a regra, e beneficiando todos os assalariados. O código de trabalho reflete o equilíbrio de poder.

Sim, o código do trabalho é “grande”, é grande todas essa história, é grande em normas prescritivas, mas também de toda a jurisprudência conquistada das lutas dos trabalhadores organizados. O código de trabalho reflete a força relativa das duas classes historicamente antagônicos, e as últimas décadas têm registrado a reversão sofrida pela classe trabalhadora e suas organizações, como o exemplo a liberalização do domingo do Trabalho (2009), ou o acordo interprofissional nacional (ANI) sobre «competitividade e emprego seguro” (2013).
Mas, apesar dos muitos contratempos, acompanhados pela destruição de ferramentas de monitoramento e remédios da Inspecção do Trabalho ou o Tribunal do Trabalho, o Código do Trabalho continua a ser um ponto de apoio para assalariados. Seus princípios básicos são sempre inevitáveis. É por isso que o governo quer ir ainda mais longe para atender a MEDEF e voltar gradualmente para o período antes do Código do Trabalho, ou seja, o contrato individual de serviço especial.
Os dois princípios fundamentais: “hierarquia das normas” e “princípio de favor”
Atualmente no Direito do Trabalho, dois grandes princípios estão no trabalho:
1. O princípio da hierarquia das normas: a norma superior prevalece sobre a norma inferior (Tratados europeus, a Constituição, Lei, decretos, portarias, etc, para o contrato de trabalho).
2. O princípio do favor: Pode afastar-se este princípio, se o acordo mais baixo é mais favorável aos trabalhadores, isso é chamado o princípio do favor.
Mas desde que as leis de 1982 (sob governo socialista), “parceiros sociais” pode decidir disposições menos favoráveis do que as da lei se autoriza. E desde 2004, menos favoráveis que as do contrato de agência pode ser assegurada.
Finalmente, a ANI alarga esta lacuna: Uma empresa pode agora aumentar as horas de trabalho, salários mais baixos, demitir sem justa causa, etc. a celebração de acordos comerciais têm precedência sobre as leis.
Mas esses acordos são exceções … O objetivo agora alvejado por este governo para incluir essas isenções na constituição, ou seja, substituir o Código do Trabalho por acordos negociados a nível da empresa, a perceber é o maior desejo do MEDEF!

Juntos em unidade sindical.
Enquanto alguns sindicatos optaram por anos por acompanhar as decisões de patrões, a maioria dos sindicatos permanecem bastante combativos, embora tenha havido tentativas de “reorientar” a uma frente para a “lei do trabalho”, a unidade sindical é necessária com chamadas regulares para greve.
As organizações sindicais, que incluem pequenos sindicatos permanecem fundamentais na organização das manifestações.
A mobilização começou em 9 de Março com um chamado em redes sociais por organizações estudantis. O movimento sindical tem vindo, dando o sinal de partida de um longo namoro. O maior ponto de mobilização foi alcançado em 31 de março com um novo dia de greves e manifestações. Enquanto isso, estudantes e colegiais seguiram protestando, continuaram com bloqueios, sem realmente ter sucesso em fazer-lhe a mobilização de massa.
Após a manifestação em 31 de março, uma chamada para ocupar as praças marcou o início da “Noites de pé”, principalmente em Paris, Praça da República, mas também em toda a França.
Além de greves e manifestações, as pessoas se reúnem para discutir e considerar as consequências do movimento. A chamada é feita para denunciar o estado de emergência “permanente” que se instalou na França. Este estado de emergência confere plenos poderes à polícia e limitar quaisquer direitos de manifestação. Embora o Estado não decidiu proibir manifestações, ele poderia fazê-lo sob a capa de emergência. Neste sentido, mais do que um desafio para a lei de tavail, a “Noite de pé” são em si e, de fato, um desafio ao Estado de emergência imposto.
A “Noite de pé” é um movimento que também serve para denunciar qualquer abuso deste governo: autoritário, o estado policial, o racismo institucional, presentes para os chefes, etc. O movimento “Noite de pé” é um movimento de cidadãos com pessoas de todas as origens, mas principalmente os jovens, as pessoas da classe média e alta.
Durante as greves e manifestações, todos os sindicatos estão presentes, com os trabalhadores do setor público e privado, assim como organizações de estudantes. No entanto, notamos uma bastante baixa participação dos jovens.

Abaixo o Estado policial.
Com o estado de emergência, este  um verdadeiro Estado policial que está configurado com policiais e soldados nas ruas. Diante de protestos, o governo tentou jogar a carta da repressão. A primeira manifestação estudantil foi brutalmente reprimida. Há uma verdadeira estratégia de tensão e de confronto por parte do Estado. Ele tenta dividir manifestantantes, estabelecer medo. confrontos regulares tiveram lugar em Paris, mas também em outras grandes cidades (Rennes, Lyon, Nantes).
Confrontos com a polícia são, essencialmente, o trabalho de grupos de jovens, mas eles são na maior parte uma resposta à violência policial. Nós não compartilhamos a vontade  para ir enfrentar a polícia -, porque eles são melhor equipados e treinados do que nós – mas sempre resistir à repressão policial. A CGT sindicato lançou uma campanha contra a violência policial (lembramos que um manifestante, Rémi Fraisse, foi morto pela polícia 26 de outubro de 2014 durante uma manifestação contra a construção de uma barragem). Muitos testemunhos e muitos vídeos mostram a violência policial.
Também se pode ver a estratégia de ataques contra a polícia como um gesto de desespero e raiva de uma mobilização que está lutando para crescer e um governo que aplica medidas autoritárias de regressão social, nomeadamente através de lei da força ignorando o voto de MPs (deputados). Na verdade, a recusa de alguns MPs (deputados) socialistas para votar  a lei, o governo usou o artigo 49-3 da Constituição que permite a aprovar uma lei sem fazer voto. Claro, essas MPs (deputados) não são de repente derrepente  a favor ou “representantes do povo” (um ano antes da eleição) buscam seu silêncio. Não há “democracia”, “real” e “legítima” que é prejudicada, isto é juntamento o desenvolvimento de um regime totalitário. Este movimento vai dar um impulso às manifestações que atacam de forma orientada para fortalecer o Partido Socialista partido local, entre outros.
A solidariedade com ocupações desenvolve-se quando necessário, mas não há nenhum movimento coordenado nacionalmente. As coordenação das comissões de luta estão sempre reunidas para decidir sobre ações e momentos de mobilização conjunta. Elas são, também reuniões intersindicais. A coordenação desses dois movimentos continuam difíceis mesmo que as pessoas participem em todas as ações anunciadas.
Deve ser dito que, embora as mobilizações estão lutando para crescer, a grande maioria dos franceses se opôs a esta lei (de acordo com pesquisas). Este governo está tentando dividir a população em condenando-os.
A direita condenou os protestos e exigi a sua proibição em nome do estado de emergência. Ela também critica o governo por considerar que a legislação proposta ainda é muito “social”.
O movimento cresce mais ou menos fora de Paris, nas cidades maiores, mas também em cidades pequenas. Uma vantagem deste movimento, a fim de desenvolver reivindicações específicas que podem ser exigências locais.

O movimento de protesto da “lei do trabalho” é um movimento amplo que faz parte da vida. As “Noites de pé” são também uma nova forma de mobilização que desenvolveu práticas diferentes. Novas ações e greves são planejadas. Resta ver onde tudo isso vai levar. Não temos nada a esperar de partidos políticos. Tudo é construído na rua.

(Livre tradução do texto do Companheiro René Berthier desde Paris-França)

Em Francês:

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Pour le patronat, le code du Travail serait « trop gros », trop « complexe », trop « contraignant ». Ce discours réactionnaire, relayé par le MEDEF (organisation du patronat) depuis des décennies a bien été intégré par le gouvernement socialiste.
Pour préparer le terrain au gouvernement, un intense lobbying a été mis en œuvre pour attaquer le droit du travail et donc le droit des salarié.e.s, sous couvert de « simplification ».
« Le code du travail n’est pas un droit comme les autres »
Ce n’est pas seulement une construction juridique mais un droit né des combats sociaux et syndicaux. C’est le droit des luttes, des accidents, des grèves.
La rédaction du premier livre du code du travail commence en 1910, avec la codification des premières lois ouvrières, comme celle du libre salaire de la femme de 1907 (la femme peut disposer de son propre salaire) celle « garantissant le versement du salaire à intervalles réguliers » (1909) ou celle du 5 avril 1910 « sur les retraites ouvrières et paysannes à partir de 65 ans ».
Il est important de bien comprendre que le droit du travail, codifié, est le résultat des luttes successives de la classe ouvrière pour l’amélioration de ses conditions de travail : la limitation de la durée de la journée de travail, les congés payés, l’indemnisation des accidents du travail, etc. sont des acquis arrachés au patronat, devenant ainsi la règle, et bénéficiant à tou.te.s les salarié.e.s.
Le code du travail reflète le rapport de force
Oui le code du travail est « gros », il est gros de toute cette histoire, il est gros des règles normatives mais aussi de toute la jurisprudence issue des luttes des salariés organisés.
Le code du travail reflète le rapport de force des deux classes historiquement opposées, et les dernières décennies y ont inscrit les reculs subis par la classe ouvrière et leurs organisations, comme la libéralisation du travail du dimanche par exemple (2009), ou l’accord national interprofessionnel (ANI) sur la « compétitivité et la sécurisation de l’emploi » (2013).
Mais malgré ces nombreux reculs, accompagnés de la destruction des outils de contrôle et de recours que sont l’Inspection du Travail ou les Prud’hommes, le Code du travail demeure un point d’appui pour les salarié.e.s. Ses principes fondamentaux sont toujours incontournables. Voilà pourquoi, le gouvernement veut aller encore plus loin pour satisfaire le MEDEF : revenir progressivement à la période d’avant le code du travail, c’est-à-dire au contrat individuel de louage de services.
Les deux principes-clé : « hiérarchie des normes » et « principe de faveur »
Actuellement dans le droit du Travail, deux grands principes sont à l’œuvre :
1.    Le principe de la hiérarchie des normes : la norme supérieure prime sur la norme inférieure (Traités européens, la Constitution, la Loi, les décrets, les ordonnances, etc. jusqu’au contrat de travail).
2.    Le principe de faveur : On peut déroger à ce principe seulement si l’accord inférieur est plus favorable aux salariés, c’est ce qu’on appelle le principe de faveur.
Mais depuis les lois de 1982 (sous gouvernement socialiste), les « partenaires sociaux » peuvent décider de dispositions moins favorables que celles de la loi si celle-ci l’autorise. Et depuis 2004, des normes moins favorables que celles de l’accord de branche peuvent être fixées.
Enfin, l’ANI élargit cette brèche : Une entreprise peut désormais augmenter le temps de travail, baisser les salaires, licencier sans motif, etc. en concluant des accords d’entreprises qui priment sur les Lois.
Mais ces accords restent dérogatoires… L’objectif désormais visé par ce gouvernement est d’inscrire ces dérogations dans la constitution, c’est-à-dire remplacer le code du travail par des accords négociés au niveau de l’entreprise, et de réaliser ainsi le souhait le plus cher du MEDEF !

Toutes ensemble, dans l’unité syndicale.
Même si certaines organisations syndicales ont fait le choix depuis des années d’accompagner les décisions patronales, la plupart des organisations syndicales restent assez combatives, même si il y a eu des tentatives de « recentrage ». face à la « loi Travail », l’unité syndicale est de mise avec des appels à la grève régulier.
Les organisations syndicales, même si elles ne regroupent que peu de syndiqué.e.s, restent primordiale dans l’organisation des manifestations.
La mobilisation a débuté le 9 mars par un appel des réseaux sociaux et des organisations étudiantes. Le mouvement syndical l’a rejoint, donnant le signal de départ d’une longue mobilisation. Le point de mobilisation le plus important a été atteint le 31 mars avec une nouvelle journée de grève et de manifestation. Entre temps, les étudiant.e.s et lycéen.ne.s ont poursuivi les manifestations et les blocages, sans vraiment réussir à faire grossir la mobilisation.
A la suite de la manifestation du 31 mars, un appel à occuper les places a marqué le début des « Nuits debout », essentiellement à Paris, place de la République, mais aussi partout en France.
En plus des grèves et des manifestations, les gens se retrouvent pour discuter et envisager les suites du mouvement. Le lien est fait pour dénoncer l’état d’urgence « permanente » qui s’installe en France. Cet état d’urgence donne les pleins pouvoirs à la police et limite tous les droits de manifester. Même si l’État n’a pas décidé d’interdire les manifestations, il pourrait le faire sous couvert d’état d’urgence. En ce sens, plus qu’une simple contestation de la loi de tavail, les « Nuit debout » sont en elles-mêmes et par le fait, une contestation de l’état d’urgence imposé.
Le mouvement « Nuit debout » sert aussi à dénoncer toutes les dérives de ce gouvernement : autoritarisme, état policier, racisme institutionnel,  cadeaux au patronat, etc. Le mouvement « Nuit debout » est un mouvement citoyen avec des gens de tout horizon mais essentiellement des jeunes, des personnes des classes moyennes et supérieures.
Lors des grèves et manifestations, l’ensemble des syndicats sont présents, avec des travailleurs et travailleuses du secteur public et privé, ainsi que les organisations étudiantes. On remarque cependant une assez faible participation de la jeunesse.

A bas l’Etat policier.
Avec l’état d’urgence, c’est un véritable état policier qui s’est mis en place, avec des flics et des militaires dans les rues. Face aux mobilisations, le gouvernement a tenté de jouer la carte de la répression. Les premières manifestation étudiantes ont été brutalement réprimée. Il y a une vraie stratégie de la tension et de l’affrontement de la part de l’Etat. Il tente de diviser les manifestant.e.s, d’instaurer la peur. Des affrontements réguliers ont lieu à Paris, mais aussi dans d’autres grandes villes (Rennes, Lyon, Nantes).
Les affrontements avec la police sont essentiellement l’œuvre de groupes de jeunes mais ils sont surtout une réponse face aux violences policières. Nous ne partageons pas la volonté de certain.e.s d’aller affronter la police – car ils sont mieux équipés et entraînés que nous – mais nous résisterons toujours à la répression policière. Le syndicat CGT a même lancé une campagne contre les violences policières (rappelons-nous qu’un manifestant, Rémi Fraisse, a été tué par la police le 26 octobre 2014 lors d’une manifestation contre la construction d’un barrage). De nombreux témoignages et de nombreuses vidéos montrent la violence de la police.
On pourrait aussi voir la stratégie des attaques contre la police comme un mouvement de désespoir et de colère face à une mobilisation qui a du mal à grossir et un gouvernement qui prend des mesures autoritaires de régression sociale, y compris en passant de force la loi, sans passer par le vote des député.e.s. En effet, devant le refus de certains député.es socialistent de voter la loi, le gouvernement a utilisé l’article 49-3 de la constitution qui permet de passer une loi sans la faire voter. Bien entendu, ces député.es ne sont pas devenu.es  soudain des « représentants du peuple » (un an avant les élections) que le gouvenrement tente de bâillonner. Il n’y a aucune « démocratie » « vraie » et « légitime » qui est bafouée, c’est juste leur régime totalitaire dévoilé. Ce passage en force a donné un second souffle aux manifestations qui s’en prennent de façon ciblée aux locaux du Parti socialise, entre autres.
La solidarité avec les inculpé.e.s se développe en cas de besoin mais il n’y a pas de mouvement coordonné au niveau national. Des coordinations des comités de lutte se mettent en place afin de décider d’actions communes et du calendrier des mobilisations. Elles s’ajoutent aux réunions inter-syndicales. La coordination de ces 2 mouvements restent difficile même si les gens participent à toutes les actions annoncées.
Il faut dire que même si les mobilisations ont du mal à grossir, la grosse majorité des français.e.s est opposée à cette loi (selon les sondages). Ce qu’essaie de faire le gouvernement, c’est de diviser la population en condamnant les « casseurs ».
La droite, elle, condamne les manifestations et demande leur interdiction au nom de l’état d’urgence. Elle critique aussi le gouvernement car elle trouve que la loi proposée est encore trop « sociale ».
Le mouvement se développe plus ou moins en dehors de Paris, dans les villes mais aussi dans de petites villes. Chacun.e profite de ce mouvement pour y développer des revendications propres qui peuvent être des revendications locales.

Le mouvement de contestation de la « loi travail » est un mouvement large qui s’inscrit dans la durée. Les « Nuits debout » sont aussi une nouvelle forme de mobilisation qui développe des pratiques différentes. De nouvelles actions et des grèves sont encore prévues. Reste à voir sur quoi tout cela va aboutir. Nous n’avons rien à attendre des partis politiques. Tout est à construire dans la rue.

(René Berthier)

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Primavera Libertaria de La Habana en ‪#‎Cuba‬

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Primavera Libertaria de La Habana en ‪#‎Cuba‬

La “normalización” que vive Cuba es una gestión de futuro. Esta viene con una carga “rejuvenecida” de problemas que marcan nuestro pasado y presente.
Son problemas de una sociedad intervenida por el Estado y el salario, con sus instituciones, sus jefaturas y su moral, que siguen siendo muy útiles para gestionar la “actualización” del capitalismo estatal cubano.
En medio de esta deriva, que trata de clonarnos a su imagen y semejanza, han germinado las Jornadas Primavera Libertaria de La Habana. Jornadas de Primavera que intentan alentar formas de hacer realidades sin jefaturas:
Modos antiautoritarios de interpelación e interpretación de lo que pasa dentro y fuera de Cuba, y maneras de gestionar nuestras convivencias, el diálogo abierto y la responsabilidad personal: factores frágiles, pero que posibilitan, aquí y ahora, relaciones, moralidades e imaginarios distintas a las dominadoras del sistema-mundo.
Las Jornadas son políticas y anti-políticas, sociales y anti-sociales, y decididamente van contra todo economicismo. Aspiran a entrar en contacto con todo factor antiautoritario -local o planetario-, y con praxis anarquistas en los espacios de antagonismo de la sociedad cubana.
Áreas temáticas este año:
– Estado actual de la condición anticapitalista en Cuba, en la coyuntura post VII Congreso del PCC.
– Los gobiernos progresistas latinoamericanos y sus contradicciones dentro de perspectivas libertarias.
– Anticapitalismo y antiimperialismo en los EE.UU.
– Tensiones y experiencias en la gestión de espacios anarquistas, antiautoritarios y autónomos.
– Praxis artísticas frente al activismo y el horizonte libertario.
– Autonomías políticas de espacio y territorio.

PROGRAMA PROPUESTO

SÁBADO 7 DE MAYO
10:00am / Presentación de la 3ra Jornada – Socialización y reconocimientos mutuos
10:30am / Cuba en medio del 2016: definiendo peligros y oportunidades de una coyuntura.
11:30am / Panel de diálogo “Situación de la condición anticapitalista en Cuba hoy” (Observatorio Crítico – Red Anticapitalista Cubana – Taller Libertario Alfredo López – Proyecto Arcoíris – El Guardabosques).
1:10pm / Receso
2:00pm / Progresismos, gobernabilidades, perspectivas y actuación libertaria en Latinoamérica. Miradas desde Brasil, Venezuela, y México.

DOMINGO 8 DE MAYO
2:00pm / Panel de diálogo “De Chiapas a Kurdistán: para crear comunidades sin Estado”.
3:00pm / Re-haciendo comunidad y autogestión en un barrio periférico de la ciudad de Vitoria-Gasteiz, País Vasco.
3:30pm / Presentación y distribución de los libros del Grupo de Trabajo Anticapitalismos y Sociabilidades Emergentes.

MIÉRCOLES 11 DE MAYO
1:30pm / Panel de diálogo “Espacios y experiencias anarquistas internacionales”. Cibao Libertario (Santiago de los Caballeros), Federación Anarquista Gaucha (Rio Grande do Sul), La Magdalena (Madrid); Wasteland (Sidney); Grupo Albatros (Villaverde, Madrid), El Libertario – Red Anti-carcelaria (Caracas).
3:00pm / Problemas y perspectivas de los movimientos anti-capitalistas y anti-imperialistas en los EE.UU. Balance de un activista del Comité por una Internacional de Trabajadores (CIT).
3:45pm / Espacio: “Miradas (en cuestionamiento) a la globalización”: – Cuba vista desde la gobernanza global, – La Biblioteca y Observatorio de los Estragos de la Sociedad Globalizada (B.O.E.S.G.) y la situación del anarquismo en Portugal. Sus semejanzas con el futuro del anarquismo en Cuba.

JUEVES 12 DE MAYO
2:00pm / Expresiones de ayuda mutua popular en la historia de Guanabacoa, incitaciones para otro presente.
2:45pm / Ayuda mutua, acción directa, y vida cotidiana en algunos momentos del debate anarquista.

Taller Libertario Alfredo López

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