Apoie a cultura e a imprensa libertárias.

Promoção de livros.

Promoção de recomposição do catálogo da Intermezzo (em tiragem de 50 exemplares apenas), com redução de aproximadamente 40% de desconto. Promoção válida de 13/07 a 18/07.

Os livros serão enviados no transcurso de agosto. O frete (impresso) será calculado em função do pedido (quanto maior o número de exemplares, menor o frete).

TODAS as informações serão prestadas pelo e-mail p.coelho@uol.com.br.

1. O pensamento de Proudhon em educação – (de R$ 32,00 por R$ 20,00)

2. Justiça e Direito – Uma Abordagem Libertária – (de R$ 36,00 por R$ 23,00)

3. Democracia e Poder – A Escamoteação da Vontade – (de R$ 36,00 por R$ 23,00)

4. Marxismo e Anarquismo – (de R$ 36,00 por R$ 23,00)

5. Essência da Religião e Outros Escritos – (de R$ 38,00 por R$ 24,00)

6. Os Anarquistas e as Eleições – (de R$ 34,00 por R$ 22,00)

7. Marxismo e Ditadura – (de R$ 32,00 por R$ 20,00)

8. A Anarquia e Outros Escritos – (de R$ 36,00 por R$ 23,00)

9. Surrealismo e Anarquismo – “Bilhetes Surrealistas” – (de R$ 40,00 por R$ 25,00)

10. Estudos Proudhonianos – (de R$ 30,00 por R$ 18,00)

fonte: agência de notícias anarquistas-ana

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Campanhas, cursos e projetos #4FGA – São Paulo – CCS Vila Dalva – 2018.

Trabalhos do Coletivo Anar@Punk Aurora Negra.

 

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Algumas imagens do #4FGA – CCS-Vila Dalva – São Paulo – Brasil

Biblioteca CCS-Vila Dalva e arquivo AnarcoPunk (vinis, fitas cassete, cd’s, zines, periódicos, revistas).

 

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2º Congresso Internacional de Pesquisadores sobre Anarquismo(s)/2e Congrès International de chercheurs sur l’anarchisme/les anarchismes

Português/Espanhol/Francês

Comissão Organizadora

Montevidéu – 11 a 13 de julho de 2019

O anarquismo, como teoria social, tem repensado a liberdade, a autoridade e o indivíduo. Ao mesmo tempo há revisado a filosofia e a vida cotidiana, discutindo as relações políticas, o amor, a saúde, a educação, a arte, a linguagem, a sexualidade e o gênero. Refutando mediação política e todas as formas de opressão, o anarquismo assume uma dimensão particular que convida a análises e debates.

Por isso o chamado para um 2º Congresso Internacional de Pesquisadores sobre Anarquismo(s). Trata-se de seguir uma curta mas rica história traçada uma década atrás, quando o Centro de Documentação e Pesquisa da Cultura de esquerdas (CeDInCI) começaram a se reunir em Buenos Aires para investigadorxs de diferentes origens e disciplinas. Em 2016, floresceu no 1º Congresso de Pesquisadores sobre Anarquismo.

Agora nos propomos a realizar o segundo congresso, em julho de 2019, em Montevidéu. Tentamos reunir LXS investigadorxs sobre o anarquismo (s), a fim de articular estudos dos últimos tempos em relação a vários aspectos envolvidos na questão. Propomo-nos a melhorar os debates sobre o passado e o presente do anarquismo, as suas ligações com outras correntes de pensamento e suas relações com a sociedade em que está inserida. Também nos propomos a explorar as tradições e expressões culturais, sociais e políticas que são desenvolvidas em países da região identificada com os anarchismos.

Por que no Uruguai?

Desde o final do século XIX, como em outros territórios do Cone Sul da América, o movimento anarquista tem uma forte e continuada presença no Uruguai: na imprensa, através de sociedades de resistência, federações de trabalhadores, juntamente com manifestações artísticas, centros sociais, bibliotecas, através de experiências educacionais, movimentos estudantis, sindicais, a vizinhança e mais recentemente em lutas feministas, anti-desenvolvimentistas e anti-especistas. Não obstante, os anarquismos têm mostrado uma assombrosa plasticidade e capacidade de resistência, reinventando-se e superando novos desafios.

Considerando essa pluralidade, propomos um congresso único. Uma reunião para discutir o conhecimento e produzir novos olhares, com a intenção de abrir as fronteiras da universidade para investigar outras formas de pesquisas e de conhececimento. Então fizemos este convite aberto em todas as áreas, disciplinas e abordagens, institucional ou afiliação independente. Você pode participar através de palestras, conferências, workshops, performances, exposições e outras modalidades. As áreas temáticas serão abrangentes e o congresso receberá as iniciativas pertinentes. Estamos convencidos de que uma demanda por essas características contribuirá para a crescente disseminação de estudos sobre o anarquismo.

Comissão Científica

Michel Antony (Universite de Besancon, França), Dora Barrancos (CONICET, Argentina), Carmen Dangiolillo (Universidad de la Republica, do Uruguai), Joel Delhom (Université de Bretagne Sud, França), Laura Fernandez Cordero (CeDInCI, Argentina), Eduardo Godoy (Universidade de Santiago de Chile), Sergio Grez Toso (Universidad de Chile), Clara Lida (Colegio de México), Gustavo Medina Pose (Universidad de la Republica, do Uruguai) Maria Miguelañez (Universidad Autonoma de Madrid, Espanha), Armando Minguzzi (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Pascual Muñoz ((Universidad de la Republica, do Uruguai), Agustina Prieto (Universidade Nacional de Rosario, Argentina), Margareth Rago (Universit Estadual de Campinas, Brasil), Horacio Tarcus (CeDInCI, UNSAM, CONICET, Argentina), Daniel Vidal (Universidade da República, Uruguai).

Comitê Organizador

Daniel Amoedo, Lucia Campanella, Carmen Dangiolillo, Gerardo Garay, Yoseline González, Gustavo Medina Pose, Adriana minino, Pascual Muñoz, Magali Pastorino, Rodolfo Porrini, Alicia Rebollo, Tania Rodriguez, Federico Salas, Eva Taberne, Daniel Vidal, Laura Fernandez Cordero, Ivanna Margarucci, Sebastián Stavisky.

Horário

Prazo para submissão de resumos e propostas de atividades: até 1º de novembro de 2018.

Resultados da avaliação de resumos e atividades: até 1º de dezembro de 2018.

Prazo final para envio de trabalhos completos: até 30 de março de 2019.

Solicitamos que trabalhos não publicados sejam enviados. A confirmação dos trabalhos que farão parte do Programa do Congresso será informada a partir de 30 de abril de 2019.

Contato: segundocongresoanarquista@gmail.com

Apresentação de resumos e atividades propostas

Resumos de papéis. O resumo conterá os seguintes dados: Autor / xs; Título; Propriedade institucional quando apropriado; Correio eletrônico. Texto: entre 300-400 palavras para o espaço e meio, Word. Enviar resumos para: segundocongresoanarquista@gmail.com.

Custos A inscrição e participação em qualquer modalidade é gratuita.

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Espanhol

Comissión Organizadora

Montevidéu – 11 a 13 de julhio de 2019

O anarquismo, como a teoria social, ha repensado a libertad, a autoridade e o indivíduo. Al mismo tiempo ha revisado a filosofia e a vida cotidiana, discutido as relações políticas, o amor, a educação, a pedagogia, a arte, a linguagem, a sexualidade e o género. Além disso, a mídia política e organizadora de forma de oposição, o anarquismo adquiere una dimensión particular que invita todas as análises e debates.

Por exemplo, convocatoria a un 2o Congreso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo (s). Se trata de proseguir uma breve publicação sobre a bandeja trazida para o desenvolvimento de um Centro de Documentação e Investigação da Cultura de Esquerdas (CeDInCI) com uma reunião em Buenos Aires, um investigador de distintas procedências e disciplinas. En 2016 fructificó en el 1er Congreso de Investigadorxs sobre Anarquismo.

Ahora proponemos realizar el segundo Congresso, en julio de 2019 en Montevideo. Procuramos reunir um lxs investigadorxs sobre o anarquismo (s), com o fim de ponter em diálogo os estudos dos últimos tempos em relação aos múltiplos aspectos que involucra a temática. Proponriam discussões educativas sobre o passado e o presente do anarquismo, os seus vínculos com as suas corretoras e pensadoras e as suas relações com as sociedades nas quais se inserta. Planteamos também exploram as tradições e expressões culturais, sociais e políticas que se desenrolam em países da região com base nos anarquimos.

Por qué en Uruguay?

Desde fines del siglo XIX, todos os iguais aos otros territórios do Cone Sur de América, o movimento anarquista de tenente e a presença no Uruguai: uma redação escrita, uma sociedade de resistência, de federações de trabalhadores, junto a um manifestaciones de lo artístico, en centros sociales, en bibliotecas, mediante experiências educativas, en movimientos como el estudiantil, el sindical, el barrial y recientes en las luchas feministas, anti-desarrollistas y anti-especistas. No obstante, os dados históricos, os anarquistas demonstram uma plasticidade e capacidade de resistência, reinventando e superando os novos desafios.

Este é o pluralidad, es que proponemos un congreso de impronta singular. Un encuentro de saberes to dialogar e producir nuevas miradas, com a intenção de abrir os limites do espaço universitário a partir de formas de investigar e de conocer. Realizamos a convocatoria em todas as áreas, disciplinas e estudos, com adscripción institucional o independientes. Você pode participar de conferências, conferências, performances, exibições e outras formas. Las areas temáticas serão abarcativas e o congresso recepcionará as iniciativas pertinentes. Estamos convencidos de que uma convocatória de estas características ajuda a difundir os estudos sobre o anarquismo.

Comisión Científica

Michel Antony (Universidade de Besançon, Francia), Dora Barrancos (CONICET, Argentina), Carmen Dangiolillo (Universidade da República, Uruguai), Joel Delhom (Universidade da Bretanha Sud, Francia), Laura Fernández Cordero (CEDINCI, Argentina), Eduardo Godoy (Universidade de Santiago do Chile), Sergio Grez Toso (Universidade do Chile), Clara Lida (Colégio do México), Gustavo Medina Pose (Universidade da República, Uruguai) María Miguelañez (Universidade Autônoma de Madri, Espanha), Armando Minguzzi (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Pascual Muñoz (Universidade da República do Uruguai), Agustina Prieto (Universidade Nacional de Rosario, Argentina), Margareth Rago (Universidade Estadual de Campinas, Brasil), Horacio Tarcus (CEDINCI, UNSAM, CONICET, Argentina), Daniel Vidal (Universidade da República, Uruguai).

Comisión Organizadora

Daniel Amoedo, Lucia Campanella, Carmen Dangiolillo, Gerardo Garay, Yoseline González, Gustavo Medina Pose, Adriana Miniño, Pascual Muñoz, Magali Pastorino, Rodolfo Porrini, Alicia Rebollo, Tânia Rodríguez, Federico Salas, Eva Taberne, Daniel Vidal, Laura Fernández Cordero, Ivanna Margarucci, Sebastián Stavisky.

Cronograma

Fecha o seu mundo de negócios e de actividades: hasta el 1º de noviembre de 2018.

Resultados da avaliação de atividades e atividades: 1º de dezembro de 2018.

Termine de enviar de ponencias: hasta 30 de marzo de 2019.

Solicitamos Sean Rosso Trabajos inéditos. A confirmação das ponências que são parte do Programa do Congresso para o ano de 30 de abril de 2019.

Contacto: segundocongresoanarquista@gmail.com

Presentación de resúmenes y actividades propuestas

Resumenes de ponencias. As respostas contidas nos documentos são Autor / xs; Título; Pertenencia institucional cuando corresponda; correo electrónico. Texto: entre 300-400 palabras a espacio y medio, New Times Roman, 12, Word. Enviar por e-mail a: segundocongresoanarquista@gmail.com con el siguiente.

Costos. La inscripción y la participación en cualquier modalidad es gratuita.

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Français

Commission organisatrice

Montevideo – 11 au 13 juillet 2019

L’anarchisme, en tant que théorie sociale, a repensé la liberté, l’autorité et l’individu. En même temps, il a passé en revue la philosophie et la vie quotidienne, en discutant des relations politiques, de l’amour, de la santé, de la pédagogie, de l’art, du langage, de la sexualité et du genre. En réfutant la médiation politique et toute forme d’oppression, l’anarchisme acquiert une dimension particulière qui invite à l’analyse et au débat.

C’est pour cette raison qu’est convoqué un 2e Congrès international des chercheurs et chercheuses sur l’anarchisme/les anarchismes. Il s’agit de poursuivre une trajectoire brève mais riche, tracée il y a une dizaine d’années, lorsque le Centre de documentation et de recherche de la culture de gauche (CeDInCI) a commencé à se réunir à Buenos Aires des chercheur et chercheuses de différents horizons et disciplines. En 2016 eut lieu avec succès le 1er Congrès des chercheurs et chercheuses sur l’anarchisme.

Nous proposons maintenant de tenir le deuxième Congrès, en juillet 2019 à Montevideo. Nous cherchons à rassembler les chercheurs et chercheuses sur l’anarchisme/les anarchismes afin de mettre en relation les études de ces derniers temps avec les multiples aspects qui concernent le sujet. Nous proposons d’encourager les débats sur le passé et le présent de l’anarchisme, leurs liens avec d’autres courants de pensée et leurs relations avec les sociétés dans lesquelles il s’insère. Nous avons également l’intention d’explorer les traditions et expressions culturelles, sociales et politiques, identifiées aux anarchismes qui se développent dans les pays de la région.

Pourquoi en Uruguay ?

Comme dans d’autres territoires du Cône d’Amérique du Sud, le mouvement anarchiste a eu une présence forte et soutenue en Uruguay depuis la fin du XIXe siècle : dans la presse écrite, à travers les sociétés de résistance, dans les fédérations de travailleurs, à travers des manifestations artistiques, dans des centres sociaux, dans les bibliothèques, à travers des expériences éducatives, dans des mouvements étudiants, dans le mouvement syndical, les mouvements de quartiers, et plus récemment dans les luttes féministes, anti-développement et antispécistes. Malgré les hauts et les bas historiques, les anarchismes ont montré une étonnante plasticité et capacité de résistance, se réinventant et surmontant les nouveaux défis.

Considérant cette pluralité, nous proposons un congrès unique. Une réunion pour discuter des connaissances et produire de nouveaux regards, avec l’intention d’ouvrir les frontières de l’université afin d’enquêter sur d’autres formes de recherche et de connaissances. Nous avons donc fait cette invitation ouverte dans tous les domaines, disciplines et approches, que l’affiliation soit institutionnelle ou indépendante. Vous pouvez participer à travers des causeries, des conférences, des ateliers, des représentations, des expositions et d’autres modalités. Les domaines thématiques seront larges et le congrès recevra les initiatives pertinentes. Nous sommes convaincus qu’une demande pour ces caractéristiques contribuera à la diffusion croissante des études sur l’anarchisme.

Commission scientifique

Michel Antony (Universite de Besancon, França), Dora Barrancos (CONICET, Argentina), Carmen Dangiolillo (Universidad de la Republica, do Uruguai), Joel Delhom (Université de Bretagne Sud, França), Laura Fernandez Cordero (CeDInCI, Argentina), Eduardo Godoy (Universidade de Santiago de Chile), Sergio Grez Toso (Universidad de Chile), Clara Lida (Colegio de México), Gustavo Medina Pose (Universidad de la Republica, do Uruguai) Maria Miguelañez (Universidad Autonoma de Madrid, Espanha), Armando Minguzzi (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Pascual Muñoz ((Universidad de la Republica, do Uruguai), Agustina Prieto (Universidade Nacional de Rosario, Argentina), Margareth Rago (Universit Estadual de Campinas, Brasil), Horacio Tarcus (CeDInCI, UNSAM, CONICET, Argentina), Daniel Vidal (Universidade da República, Uruguai).

Comitê Organisateur

Daniel Amoedo, Lucia Campanella, Carmen Dangiolillo, Gerardo Garay, Yoseline González, Gustavo Medina Pose, Adriana minino, Pascual Muñoz, Magali Pastorino, Rodolfo Porrini, Alicia Rebollo, Tania Rodriguez, Federico Salas, Eva Taberne, Daniel Vidal, Laura Fernandez Cordero, Ivanna Margarucci, Sebastián Stavisky.

Délais

Date limite de soumission des résumés et des propositions d’activités: jusqu’au 1er novembre 2018.

Résultats de l’évaluation des résumés et des activités: jusqu’au 1er décembre 2018.

Date limite de soumission des articles complets: 30 mars 2019.

Nous demandons que les travaux envoyés ne soient pas déjà publiés. La confirmation des travaux qui feront partie du programme du congrès sera annoncée le 30 avril 2019.

Contact: segundocongresoanarquista@gmail.com

Présentation des résumés et des activités proposées

Résumés des articles. Le résumé contiendra les données suivantes:

Auteur/autrice;

Titre;

Propriété institutionnelle, le cas échéant;

E-mail

Texte: entre 300-400; interligne 1,5; Word.

Envoyez les résumés à: segundocongresoanarquista@gmail.com.

Coût: L’inscription et la participation sous quelque forme que ce soit sont gratuites.

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Segundo Congreso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo-2019.

CeDInCI

En octubre de 2016 fue realizado en Buenos Aires el Primer Congreso Internacional de Investigadorxs sobre Anarquismo, organizado conjuntamente por el CeDInCI (Centro de investigación sobre la Cultura de Izquierdas) y el Instituto de Altos Estudios Sociales, de la Universidad Nacional de San Martín. Participaron de esa instancia más de cien investigadorxs, docentes y activistas de diferentes países. Las actas de las ponencias se encuentran
disponibles en el siguiente link: http://congresoanarquismo.cedinci.org/wp-content/uploads/2017/03/Actas-Final-con-indice_final.pdf

Buscando darle continuidad a esta iniciativa, los colegas uruguayos que acompañaron los primeros encuentros en Buenos Aires, han tomado la posta y, con el apoyo del
CeDInCI, organizarán el Segundo Congreso Internacional en Montevideo, Uruguay, en fechas a confirmar durante el primer semestre de 2019.

Ante cualquier consulta o posibilidad de colaboración, escríbannos a: programainvestigacionanarquismo@cedinci.org.

Continuaremos informando las novedades sobre el congreso. ¡Esperamos su participación!

 

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Programação do 4º Fórum Geral Anarquista 2018 – São Paulo – Brasil

América Latina Livre: abaixo a ditadura da direita e da esquerda.

Todo apoio aos anarquistas e população venezuelana.

Contra o genocídio do povo índio e negro.

4º Fórum Geral Anarquista – São Paulo – Brasil – 22, 23, 24 de junho de 2018.

 

Espaço pedagógico libertário infantil todos os dias.

Av. Gustavo Berthier, 155 (Ao lado da Unidade de Saúde) – Rio Pequeno – São Paulo –  Brasil

Sexta Feira – 22/06

Saudação do Berimbau

Conferência de abertura:

Mesa redonda: América Latina Livre: abaixo a ditadura da direita e da esquerda. Todo apoio aos anarquistas e a população da Venezuela: Sérgio Norte, Noemi, Refugiados Venezuelanos.
Concertos – GIG Rap: Refugiados do Rap Venezuela, Katarse-Suzano, Servidores do Rap- São Paulo.

 Sábado – 23/06

Grupo de Discussão – A

A 1 – IIRSA: Infraestrutura da devastação e a defesa do território na América Latina. Noemi – Fenikso Nigra

A 2 – Movimento Anarquista e Movimento AnarcoPunk no Brasil – Coletivo Aurora Negra e Convidados.

A 3 – Mulherismo Negro: Coletivo Marana.

A 4 – Imprensa libertária: Renato Lauris – Revista Sobrevidas.

A 5 – Existe política além do voto: autogestão social e econômica. Fernando – Liga-RJ.

Roda de Conversa 1 – Anarcafeminismo: conquistas e lutas. Mahu coletivo Marana

Roda de conversa 2 – Movimento social e movimento sindical: construindo um mundo melhor.

Roda de conversa 3 – Anarquismo e questões étnicas: luta contra o genocídio da população negra e indígena.

 Grupo de Discussão – B

B 1 – Violência de gênero nos meios anarquistas: redes de apoio, autodefesa.

B 2 – Espaços de lutas sociais: escolas, ocupações, centros de cultura, ruas, bairros, cidades: CCS-Vila Dalva e Ocupações de São Paulo.

B 3 – Anarcosindicalismo: organização de base. LiGA-RJ e Fenikso.

B 4 – Anarquismo e futebol – Prof. Fabiano Nanal.

B 5 – Luta anticarcerária e o juvenicídio.

Sarau Libertários: Revolta Popular, Zeferina Atak, Poetisas e Poetas. Tod@s convidadas e a chegar e trazer suas poesias e instrumentos.

 Domingo – 24/06

Roda de conversa 4 – Federalismo anarquista e Sindicato livre: a causa, a organização e a luta por uma sociedade livre.

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Eleições2018: eles mentem, eles não nos representam há 518 anos.

Está se aproximando a “festa da democracia”, o momento onde parte da população adulta no Brasil é obrigada a festejar o seu direito de escolher quem vai , ou quais irão lhe governar, criar e impor leis, criar e cobrar impostos sobre gasolina, gás de cozinha, frete de caminhão, alimentos, medicamentos, serviços médicos, transporte.

Neste ano de 2018 o medo é o grande cabo eleitoral de todos os partidos: do centro, da extrema direita, da extrema esquerda. Sim, todos usam do expediente do medo para conduzir as pessoas para este ou aquele candidato. Mas nem só de medo se alimentam os políticos, o estado e o capitalismo. As paixões também motivam o voto: conquistar o poder popular, conquistar o poder econômico, conquistar o poder político embalam delírios com suas miragens a cada dois anos no Brasil. As promessas despencam como chuvas de verão sobre cada um de nós.

O governo e o poder econômico e militar formalmente e na prática, com detalhes específicos locais, de sua história e culturas no Brasil, impôs a população os seguintes governos respectivamente: colônia, império, monarquia, república, ditaduras. Nos cinco regimes houveram  poucos momentos de democracia liberal e muitos momentos  de ditadura e autoritarismo. Em todos os casos de regimes e governos a população, ou mais precisamente o povo composto de escravos e escravas, trabalhadoras e trabalhadores pouco ou nada definiram os destinos do país, de sua cidade, de seu bairro e mesmo de sua vida.

Sobre o voto no Brasil recordemos que:

1555 – VOTO CENSITÁRIO:  na Colônia até quase o fim do Império, só podiam votar (e ser votados) nobres, burocratas, militares, comerciantes ricos, senhores de engenho e homens de posses, mesmo analfabetos.

1881 – LEI SARAIVA: em janeiro de 1881, um decreto do primeiro-ministro do Império José Antônio Saraiva estabeleceu eleições diretas para câmaras e assembléias. Províncias foram divididas em distritos e eleitores com renda mínima anual de 200 mil-réis foram cadastrados. Em 1882, excluídos os analfabetos, pois era preciso assinar um documento.

1891 – VOTO DE CABRESTO:  No presidencialismo, a Constituição de 1891 ratificou as votações diretas, mas o General Deodoro da Fonseca foi eleito presidente pela Assembléia. Em 1904, a Lei Rosa e Silva estabeleceu que, além da cédula que ia para a urna, outra seria preenchida, datada e rubricada por fiscal eleitoral – intimidação que duraria toda a Primeira República.

1932 – VOTO FEMININO: Estabeleceu-se voto secreto e obrigatório para “cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo” em 1932. Assim, mulheres podiam votar. Em 1934, a idade mínima para votar passou a ser de 18 anos.

1950 – SEM MAIORIA: Em 1945, Getúlio Vargas fora deposto após o Estado Novo e o militar Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. Em 1946, a Constituição não exigia a maioria absoluta dos votos para representantes do Executivo. Assim, menos da metade dos eleitores levaram três presidentes ao poder: Getúlio em 1950, Juscelino Kubtischek em 1955 e Jânio Quadros em 1960.

1963 – REFERENDO:  Renúncia de Jânio Quadros em 1961, o Congresso da posse a João Goulart impondo o parlamentarismo. Em janeiro de 1963, o eleitor brasileiro participa de seu primeiro referendo, que teve como resultado a rejeição do sistema parlamentarista. Última votação popular antes da ditadura que se instalou com o golpe de 1964.

1989 – ELEIÇÕES DIRETAS: reabertura “democracia liberal” com fim da ditadura e nova Constituição de 1988. Presidente, governadores e prefeitos de grandes cidades seriam eleitos em dois turnos. Jovens acima de 16 anos, analfabetos e maiores de 70 anos ganharam direito facultativo ao voto. Em 1989, após 29 anos de escolhas feitas pelo Congresso, houve eleição para presidente.

Realizando uma breve observação de governos e regimes, podemos afirmar que a população Brasileira no sentido mais amplo e geral começa a participar do sistema eleitoral no país em 1989. Antes disso vejamos um resumo matemático a partir de 1500: 3o7 anos de colônia; Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves: 15 anos; Império do Brasil: 67 anos. 1ª República: 41 anos; Ditadura Getúlio Vargas: 15 anos; República populista: 19 anos; Ditadura Militar: 21 anos; República de regime liberal democrático, fim da ditadura, governo civil, nova constituição: 33 anos.

Numa conta rápida. Desconsiderando a interferência do poder das grandes corporações através do capital, desconsiderando a influência dos grandes meios de comunicação comercial na população. “Hipoteticamente” o cidadão, pois apenas o cidadão pode votar, só começa de fato a escolher um candidato para lhe governar a vida a partir de 1988. Não esqueçamos que “devemos ter muita fé” para acreditar que cada um dos eleitos está lá escolhido por cada eleitor e que este “sujeito” eleito não representa os interesses de seu partido, não representa os interesses de sua classe social, não representa os interesses de empreiteiras, indústrias, bancos nacionais e estrangeiros. Ocorre então a pergunta: por que você precisa de alguém pra te governar?

Devemos acreditar, por fé, por esperança que este “eleito” não entrou para a política para roubar e enriquecer, que esta pessoa “eleita” vai lutar por nós e fará nossa vida melhor a cada dia. Que este “eleito” sozinho, ou com seu partido, conseguirá vencer o sistema capitalista, a corrupção, o poder das igrejas, o poder das grandes corporações de mídia comercial durante seu mandato de 4 anos. Você acredita? Você votará? O que mudará no dia seguinte após as eleições?

Desde 1988 se sucedem “salvadores da pátria”, “salvadores do povo” no Brasil. A sucessão de privatizações como solução dos problemas de corrupção e mal uso da verba pública não se confirmou: telefonia móvel, fixa e net são das mais caras no planeta, por exemplo. Partidos de centro, de direita e de esquerda já assumiram o poder e governaram. tanto com a direita como com a esquerda e o centro foram realizadas reformas trabalhistas contra o trabalhador, foram realizadas reformas na previdência social contra o trabalhador ampliando o tempo de contribuição e a idade para aposentadoria. Praticamente hoje pagamos para trabalhar e em alguns casos não é possível nem mesmo gozar a aposentadoria de tão velhos que nos aposentamos hoje em dia.

Não é suficiente as migalhas caídas da mesa dos políticos e dos empresários e banqueiros. A cada dois anos mentem e manipulam a tudo e a todos prometendo mudanças para manter tudo como sempre foi. Não há justiça e liberdade sociais no capitalismo.

Vivemos há pelo menos 518 anos dominados e explorados por elites nacionais e internacionais. As eleições e os regimes ditatoriais e constitucionais, coloniais e capitalistas não melhoraram nossas vidas, eles são o nosso problema, eles são a nossa aniquilação.

Existe vida, existe política além do voto. O Estado e o Capitalismo não estão do seu lado, o político e o empresário não fazem sua vida melhor. Não escolha quem te governa ou explora. Mate seu medo. Liberte-se.

Texto de colaborador: Cipriano Vila

 

 

 

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Apoyo Mutuo n. 16: Federación Anarquista de Mexico

Periódico da Federação Anarquista do México

Neste edição:

Editorial

Ante el sismo

Frente a la guerra la organización. Organizamos desd el anarquismo.

La rebelión juvenil y la contracultura

La revolución

Implicaciones sobre desparición de las juntas Conciliación y arbitraje

Agradecimentos por arte de la FAM

Casa Cataluña Debate entre Tomáz Ibañes y Miguel Amorós

El anarquista Santiago Maldonas. Presente y ahora!

Leia ou baixe na íntegra o jornal: aqui.

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Acracia N°77 (mayo 2018)

Cilque aqui e leia o jornal completo: Periódico desde Chile.

Compañeres ya pueden descargar el PDF de la Acracia del mayo feminista, en cuyo  contenidos destaca la vertiginosa experiencia de este movimiento a lo largo de este mes, así que les invitamos a piratear y propagar.
CONTENIDOS:
-Nota Editorial: mayo feminista.
-Sigue AcraciaNews canal de Telegram.
-La capitalización de la vida por Tebac.
-Con Silvia Rivera Cusicanqui, anarcafeminista aymara (II parte).
-La disidencia, la marcha pacifica y la demonización de la violencia por Proyecto Hibridez.
-Los anarquistas somos obreros, pero antes que obreros somos libertarios por Ramón 2006.
-Invitación al 2do Foro Anarquista de Valdivia.
-No hay soluciones mágicas en la revolución social por Diego Vásquez.
-Mi cuerpo exige feminismo por Ampato.
-Desde cuba: Abre el ABRA (Centro social y biblioteca libertaria de la Habana).
-Grupos autónomos y proyectos asociados FALV.

Propagan muchos que la emancipación de la mujer equivale a ser nosotras hombres, a querernos abrogar sus derechos y ejercer de mandarines, a querer subyugar en todos los conceptos y en todos los terrenos al sexo fuerte; como si todo esto fuera un gran qué, y con ello ya hubiéramos alcanzado el máximo de las más grandes aspiraciones de la humanidad. No es tan envidiable la condición del hombre para que queramos nosotras acaparárnosla; buena falta le hace a él una emancipación de verdad para que deseemos disputársela”. Teresa Mañe.

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Discurso Sobre a Servidão Voluntária

Étienne de La Boétie  (excertos)

“Uma única desculpa terá Ulisses e é a necessidade que teve de recorrer a tais palavras para apaziguar as tropas amotinadas, adaptando (julgo) o discurso às circunstâncias mais do que à verdade. Vistas bem as coisas, não há infelicidade maior do que estar sujeito a um chefe; nunca se pode confiar na bondade dele e só dele depende o ser mau quando assim lhe aprouver.

Quero para já, se possível, esclarecer tão-somente o fato de tantos homens, tantas vilas, cidades e nações suportarem às vezes um tirano que não tem outro poder de prejudicá-los enquanto eles quiserem suportá-lo; que só lhes pode fazer mal enquanto eles preferem agüentá-lo a contrariá-lo. Digno de espanto, se bem que muito comum, e tão doloroso quanto impressionante, é ver milhões de homens a servir, miseravelmente curvados ao peso do chicote, esmagados não por uma força muito grande, mas aparentemente dominados e encantados apenas pelo nome de um só homem cujo poder não deveria assustálos, visto que é um só, e cujas qualidades não deveriam respeitar porque os trata de maneira desumana e cruelmente.

Tal é a fraqueza humana: temos frequentemente de nos curvar perante a força, somos obrigados a contemporizar, não podemos ser sempre os mais fortes.

Está na nossa natureza o deixarmos que os deveres da amizade ocupem boa parte da nossa vida. É justo amarmos a virtude, estimarmos as boas ações, ficarmos gratos aos que fazem o bem, renunciarmos a certas comodidades para melhor honrarmos e favorecermos aqueles a quem amamos e que o merecem. Assim também, quando os habitantes de um país encontram uma personagem notável que dê provas de ter sido previdente a governálos, arrojado a defendê-los e cuidadoso a guiá-los, passam a obedecer-lhe em tudo e a conceder-lhe certas prerrogativas; é uma prática reprovável, porque vão acabar por afastá-lo da prática do bem e empurrá-lo para o mal. Mas em tais casos julga-se que poderá vir sempre bem e nunca mal de quem um dia nos fez bem.

Mas o que vem a ser isto, afinal? Que nome se deve dar a esta desgraça? Que vício, que triste vício é este: um número infinito de pessoas não a obedecer, mas a servir, não governadas mas tiranizadas, sem bens, sem pais, sem vida a que possam chamar sua? Suportar a pilhagem, as luxúrias, as crueldades, não de um exército, não de uma horda de bárbaros, contra os quais dariam o sangue e a vida, mas de um só?

É estranho que dois, três ou quatro se deixem esmagar por um só, mas é possível; poderão dar a desculpa de lhes ter faltado o ânimo. Mas quando vemos cem ou mil submissos a um só, não podemos dizer que não querem ou que não se atrevem a desafiá-lo. Como não é covardia, poderá ser desprezo, poderá ser desdém? Quando vemos não já cem, não já mil homens, mas cem países, mil cidades e um milhão de homens submeterem-se a um só, todos eles servos e escravos, mesmo os mais favorecidos, que nome é que isto merece? Covardia?

A covardia não vai tão longe, da mesma forma que a valentia também tem os seus limites: um só não escala uma fortaleza, não defronta um exército, não conquista um reino.

São, pois, os povos que se deixam oprimir, que tudo fazem para serem esmagados, pois deixariam de ser no dia em que deixassem de servir. É o povo que se escraviza, que se decapita, que, podendo escolher entre ser livre e ser escravo, se decide pela falta de liberdade e prefere o jugo, é ele que aceita o seu mal, que o procura por todos os meios. Se fosse difícil recuperar a liberdade perdida, eu não insistiria mais; haverá coisa que o homem deva desejar com mais ardor do que o retorno à sua condição natural, deixar, digamos, a condição de alimária e voltar a ser homem? Mas não é essa ousadia o que eu exijo dele; limito-me a não lhe permitir que ele prefira não sei que segurança a uma vida livre. Que mais é preciso para possuir a liberdade do que simplesmente desejá-la?

Como pode alguém, por falta de querer, perder um bem que deveria ser resgatado a preço de sangue? Um bem que, uma vez perdido, torna, para as pessoas honradas, a vida aborrecida e a morte salutar? Veja-se como, ateado por pequena fagulha, acende-se o fogo, que cresce cada vez mais e, quanto mais lenha encontra, tanta mais consome; e como, sem se lhe despejar água, deixando apenas de lhe fornecer lenha a consumir, a si próprio se consome, perde a forma e deixa de ser fogo. Assim são os tiranos: quanto mais eles roubam, saqueiam, exigem, quanto mais arruínam e destroem, quanto mais se lhes der e mais serviços se lhes prestarem, mais eles se fortalecem e se robustecem até aniquilarem e destruírem tudo. Se nada se lhes der, se não se lhe obedecer, eles, sem ser preciso luta ou combate, acabarão por ficar nus, pobres e sem nada; da mesma forma que a raiz, sem umidade e alimento, se torna ramo seco e morto.

Não importa verdadeiramente discutir se a liberdade é natural, provado que esteja ser a escravidão uma ofensa para quem a sofre e uma injúria à natureza que em tudo quanto faz é razoável.

Todas as coisas que têm sentimento sentem a dor da sujeição e suspiram pela liberdade; as alimárias, feitas para servirem o homem não são capazes de se habituar à servidão sem protestarem desejos contrários. A que azar, pois, se deverá que o homem, livre por natureza, tenha perdido a memória da sua condição e o desejo de a ela regressar?

Quando Xerxes se aparelhava para conquistar a Grécia, mandou embaixadores às cidades gregas, a pedir-lhes água e terra. A Esparta e Atenas não os enviou, porque os enviados de seu pai, Dario que lá tinha ido fazer igual pedido, tinham-nos os espartanos e atenienses lançado em covas e outros em poços, dizendo-lhes que tirassem terra e água à vontade e que fossem levá-la a seu príncipe. Nenhum daqueles povos tolerava que, sequer por palavras, alguém lhes tocasse na liberdade.

Há países em que o Sol aparece de modo diverso daquele a que estamos habituados: depois de brilhar durante seis meses seguidos, deixa-os ficar mergulhados na escuridão, nunca os visitando no meio do ano; se os que nasceram durante essa longa noite nunca tivessem ouvido falar do dia, seria de espantar que eles se habituassem às trevas em que nasceram e nunca desejassem a luz?

Nunca se lastima o que não se conhece, só se tem desgosto depois de ter gozado o prazer, depois de se ter conhecido o bem e se recordar a alegria passada. É natural no homem o ser livre e o querer sê-lo; mas está igualmente na sua natureza ficar com certos hábitos que a educação lhe dá. Diga-se, pois, que acaba por ser natural tudo o que o homem obtém pela educação e pelo costume; mas da essência da sua natureza é o que lhe vem da mesma natureza pura e não alterada; assim, a primeira razão da servidão voluntária é o hábito: provam-no os cavalos sem rabo que no princípio mordem o freio e acabam depois por brincar com ele; e os mesmos que se rebelavam contra a sela acabam por aceitar a albarda e usam muito ufanos e vaidosos os arreios que os apertam.

Com a perda da liberdade, perde-se imediatamente a valentia. As pessoas escravizadas não mostram no combate qualquer ousadia ou intrepidez. Vão para o castigo como que manietadas e entorpecidas, como quem vai cumprir uma obrigação. E não sentem arder no coração o fogo da liberdade que faz desprezar o perigo e dá ganas de comprar com a morte, ao lado dos companheiros, a honra da glória.

Os tiranos o sabem e, à vista deste vício, tudo fazem para piorá-lo. Mas esse estratagema com que os tiranos humilham os súditos está, mais do que em qualquer outro lado, explicitado no que Ciro fez aos lídios, depois de se ter apoderado de Sardes, capital da Lídia, quando aprisionou o riquíssimo rei Creso e o levou cativo. Trouxeramlhe a notícia de que os de Sardes se tinham revoltado. Ter-lhe-ia sido fácil dominá-los. Não desejando saquear uma tão bela cidade nem querendo destacar para lá um exército que a vigiasse, recorreu a um outro expediente. Fundou nela bordéis, tabernas e jogos públicos e publicou um decreto que obrigava os habitantes a freqüentá-los. Tão bons resultados teve esta guarnição que foi desnecessário daí em diante levantar a espada contra os lídios. Os desgraçados divertiram-se a inventar toda a casta de jogos, de tal forma que a palavra latina usada para significar “passatempos” é a palavra “ludi”, que vem de “Lydi”, lídios.

Passarei agora a um ponto que, a meu ver, constitui o segredo e a mola da dominação: o apoio e o alicerce da tirania. Quem pensar que as alabardas dos guardas e das sentinelas protegem o tirano, está, na minha opinião, muito enganado; usam-nos, creio, mais por formalidade e como espantalho do que por lhes merecerem a confiança. Não são as hordas de soldados a cavalo, não são as companhias de soldados peões, não são as armas que defendem o tirano.

Parece à primeira vista incrível, mas é a verdade. São sempre quatro ou cinco os que estão no segredo do tirano, são esses quatro ou cinco que sujeitam o povo à servidão. Sempre foi a uma escassa meia dúzia que o tirano deu ouvidos, foram sempre esses os que lograram aproximar-se dele ou ser por ele convocados, para serem cúmplices das suas crueldades, companheiros dos seus prazeres, alcoviteiros suas lascívias e com ele beneficiários das rapinas. Tal é a influência deles sobre o caudilho que o povo tem de sofrer não só a maldade dele como também a deles. Essa meia dúzia tem ao seu serviço mais seiscentos que procedem com eles como eles procedem com o tirano. Abaixo destes seiscentos há seis mil devidamente ensinados a quem confiam ora o governo das províncias ora a administração do dinheiro, para que eles ocultem as suas avarezas e crueldades, para serem seus executores no momento combinado e praticarem tais malefícios que só à sombra deles podem sobreviver e não cair sob a alçada da lei e da justiça. E abaixo de todos estes vêm outros.

É bem conhecida a palavra daquele que, vendo a descoberto o colo da mulher amada, sem a qual parecia não poder viver, a acariciou, dizendo: este belo pescoço, logo que eu o ordene, pode ser cortado. Por isso é que a maior parte dos antigos tiranos eram geralmente mortos pelos seus favoritos, os quais, uma vez conhecida a natureza da tirania, perdiam toda a fé na vontade do tirano e desconfiavam do seu poder.

A verdade é que o tirano nunca é amado nem ama. A amizade é uma palavra sagrada, é uma coisa santa e só pode existir entre pessoas de bem, só se mantém quando há estima mútua; conserva-se não tanto pelos benefícios quanto por uma vida de bondade. O que dá ao amigo a certeza de contar com o amigo é o conhecimento que tem da sua integridade, a forma como corresponde à sua amizade, o seu bom feitio, a fé e a constância. Não cabe amizade onde há crueldade, onde há deslealdade, onde há injustiça. Quando os maus se reúnem, fazem-no para conspirar, não para travarem amizade. Apoiam-se uns aos outros, mas temem-se reciprocamente. Não são amigos, são cúmplices.

Como pode haver tanta gente que gosta de conviver com os tiranos e que nem um só tenha inteligência e ousadia que bastem para lhes dizer o que (no dizer do conto) a raposa respondeu ao leão que se fingia doente: “De boa mente entraria no teu covil; mas só vejo pegadas de bichos que entram e nenhuma dos que dele tenham saído”.

A borboleta que, esperando encontrar algum prazer, se atira ao fogo, vendo-o luzir, acaba por ser vítima de uma outra qualidade que o fogo tem: a de tudo queimar (diz o poeta lucano). Vamos admitir que os favoritos consigam escapar às mãos daqueles a quem servem. Não escaparão do rei que vier depois.

Que tormento, que martírio este, Deus meu: viver dia e noite a pensar em ser agradável a alguém e, ao mesmo tempo, temê-lo mais do que a qualquer homem! Que tormento estar sempre de olho à espreita, de ouvido a escuta, a espiar de onde virá o golpe, para descobrir embustes, examinando sempre as feições dos companheiros, a ver se descobre quem o trai, rindo-se para todos, receando-os a todos, não tendo inimigo declarado nem amigo certo!

O povo gosta de acusar dos males que sofre não o tirano, mas os que o aconselham: os povos, as nações, toda a gente, incluindo os camponeses e os lavradores, todos sabem os nomes deles e os respectivos vícios; sobre eles lançam mil ultrajes, mil vilanias, mil maldições. ”

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