FANATISMO

 

Anarquismo_brasileiro.png

 

Texto de colaborador com interpretação e análise crítica sobre a disputa binária partidária para além do pensamento e discurso únicos.

Trechos:

Em um momento de crise, vejo as imagens divulgadas pela internet e fico
estarrecido com o fanatismo demente das partes envolvidas. Uma bolsa rosa
pode causar agressões ao seu portador, um pedaço de pano verde e amarelo
significa que você está acima do direito de qualquer um ou que você é contra o
pensamento do outro. As situações expõem claramente o fanatismo em torno de
discurso que, segundo Amós Oz, “reside no desejo de forçar as outras pessoas a
mudarem” (2004, p. 29).

(…)

Maurício Tragtemberg fez uma interessante reflexão sobre o PT como opção
política em artigo no caderno Folhetim (Folha de S. Paulo, 14/11/1982).
Tragtemberg escreveu com uma verve anarquista e chamou a atenção para o fato
de que um partido que fazia a opção eleitoral, criaria parlamentares,
distanciando-os cada vez mais de sua classe de origem, neste sentido “formar,
em cada trabalhador vereador, deputado ou senador, um ex-trabalhador”.
Voltaremos mais a frente esse tema.

(…)

Greves e manifestações começaram a serem consideradas um pecado original
contra o Capital e aos interesses reais dos trabalhadores (e dos empresários).
Assim, era necessário mostrar que os trabalhadores estavam prontos para
sentarem à mesa de negociação e, elegantemente, discutir política econômica
com a elite brasileira e internacional. Deixar as ruas e abandonar as greves
trocar o macacão pelo terno e gravata. A estratégia era simples: agradar as elites
e as grandes corporações e com isso assegurar os altos lucros e nesta direção
comprometer direitos trabalhistas. A imagem era clara mostravam-se civilizados
nas mesas de negociações e sensíveis aos interesses do Capital.

(…)

Meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria [não bastou]
Nessa frase da música Meu erro, do grupo Os Paralamas do Sucesso, ilustra a
decepção dos petistas. Mesmo com todo o aparato econômico, militar e jurídico
criado (pelo governo do PT) nesses últimos anos para defender o Estado (e os
interesses das corporações e bancos) estão acuados e denunciados. Se tornaram
reféns dos acordos feitos com os setores conservadores do empresariado ávido
por lucro para poderem exercer o governo. Mas não são vítimas. São
responsáveis por acreditar que a simples participação no mundo parlamentar
bastaria para transformar as relações sociais e criar uma sociedade mais
igualitária. Abandonaram os movimentos sociais e nos últimos suspiros de um
afogado criam legislações que servirão para criminalizar manifestações
populares. Esse é o legado dos que acreditaram que faziam parte da classe
dirigente nacional.

CLIQUE PARA LEITURA DO TEXTO COMPLETO: O Fanatismo

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