Em Chile foi divulgado documento para fundar o “anarco-madurismo”. | Desde Chile se lanza documento para fundar el “anarco-madurismo”

Armando Vergueiro(18/2/2014)

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2014/02/desde-chile-se-lanza-documento-para.html

No site mantido pelos plataformistas chilenos da Federação de Estudantes “libertários” – FEL, foi publicado em plano estelar uma declaração oficial deste grupo, que passará sem dúvida entrará para a história como a pedra fundamental de uma versão nova e pitoresca (ou melhor, distorcida) do pensamento anarquista. É chamado de “Com o povo venezuelano e contra o golpe”, e merece que nos ocupemos, mesmo por pouco tempo, das pérolas que a adornam:

– A partir da ignorância que se alimenta e dá credibilidade com o que você se vê na Telesur sobre a Venezuela, dizem no primeiro parágrafo de “uma marcha de estudantes universitários, os setores mais privilegiados da sociedade venezuelana”. Ninguém disse para estes “compitas” (jovens companheiros) que hoje em dia os setores mais privilegiados nas são a boliburguesía, a elite político-militar no poder, os seus sócios transnacionais, como a Chevron e Gustavo Cisneros, os “camaradas” chineses e parasitas alta burocracia cubana)?

Segundo a FEL, há em Venezuela: “Um processo de mudanças radicais que têm melhorado a vida da maioria das pessoas neste país, especialmente os setores populares e trabalhadores.” Não cabe esperar outras opiniões daqueles que apenas leem aqui o que lhe dão na sala de espera da embaixada do governo madurista em Santiago, por isso seria desperdício de tempo sugerir pesquisar na multidão de fontes diversas e comprováveis e verificáveis a refutação de tal idéia propagandística, sem mencionar a devida consulta da opinião predominante entre os venezuelanos pé.

– “Hoje a direita venezuelana tenta minar o governo legítimo de Maduro para criar um ambiente favorável para levar a cabo os seus planos para um ambiente de golpe de Estado“. Além da enternecedora preocupação desses “libertários” sobre o destino de um governo legítimo, eles ignoram olimpicamente que, depois de 15 anos, e, especialmente, depois da tentativa de 2002, as Forças Armadas tem passado, por um lado, um expurgo político-ideológico que que tem removido do seu meio qualquer dissidência. Por outro lado, ainda mais importante, tem aumentado a militarização do aparelho do Estado, atingindo um nível em que se torna incompreensível que queiram dar um golpe para retirá-las de um governo que os favorece com amplos poderes e possibilidades de enriquecimento através de corrupção. Havendo tal golpe militar ou algo parecido, seria garantir ainda mais os seus privilégios e impunidade.

– Proclamam eles (Felistas, gatunos, traidores?): “Esta tentativa é feita agora a partir da mobilização de rua, do chamada para a violência, da manipulação de informações e açambarcamento de mercadorias para criar a sensação de que há uma crise e o governo é incapaz de resolver. Como eles não conseguiram vencer nas urnas, eles tentam derrubar o governo e matar o projeto revolucionário do povo retendo bens de primeira necessidades, apelando à violência e criando o ambiente para legitimar um golpe.” Mais uma vez demonstram uma falta de conhecimento da situação atual na Venezuela atual, exceto quando dito pelo governo, que se explica apenas pela ignorância fanática, o cinismo tarifado ou ingenuidade mais perdida. Por outro lado, nos reservamos o parecer que, como anarquistas merecemos este desgosto da FEL, porque duvidamos da capacidade do governo para resolver a crise. Da mesma forma, o nosso silêncio é interpretado como indignação hipócrita, um ranço eleitoreiro, contra estes que “não têm sido capazes de ganhar nas urnas” …

– Eles se queixam com tristeza porque no Chile, “a futura presidente eleita e a maioria parte das forças da nova maioria, permanecem em silêncio cúmplice ou simplesmente lamentam a violência de forma abstrata. Não denunciam aqueles que tentam defender um projeto político e social de justiça e igualdade para todas e todo, já que não compartilha do projeto.” Pelo menos, devemos dizer que este chamado é apenas retórico, pois: como podemos esperar outra coisa de Doña Bachelet e sua gangue?

– No melhor espírito frentepopulista do stalinismo na década de 1930, eles pregam: “cremos necessária a máxima unidade da esquerda chilena e latino-americana para denunciar e rechaçar firmemente as tentativas de golpe na Venezuela. Novamente, como libertários e libertárias nos opomos a este tipo de jogada pela direita, aliada ao imperialismo, para parar o projeto socialista do povo da Venezuela.” Qualquer aplicado estudioso de Martha Harnecker e outros clássicos do marxismo-leninismo continental não poderia dizer melhor!

– Continuando seu conto digno de obedientes militantes Pacos (ou do Partido Comunista, que é o mesmo), devemos agora dar: “Todo o nosso apoio e solidariedade para ao povo trabalhador venezuelano, ator principal na construção do socialismo no seu país e em que estamos plenamente confiantes.” Este voto de fidelidade absoluta seria porque qualquer oposição ao governo sacrossanto de Maduro, ainda veem anarquistas e sectores da esquerda crítica “buscando terminar com o processo de mudança que ali levam adiante, fazem já 15 anos”. Não há d+uvida, com “compitas” como estes da FEL, ao anarquismo não faz faz falta os inimigos!

– Como glorioso final, estes “companheiros” de viagem concluem com uma apologia que seguramente aplaudiram na embaixada venezuelana. Então não duvidamos em propor merecedoras passagens aéreas para o turismo revolucionário nas costas do Mar do Caribe: “Ainda falta muito, existem contradições e questões a debater como em qualquer processo, mas o projeto socialista segue intacto. Aprofundar o processo bolivariano, construir o socialismo.”

Claramente, os autores de tal jóia não se sentirão confortáveis com o rótulo de anarco-maduristas. Eles preferem chamar-se “libertários” – ou “comunistas libertários” em momentos de emoção radical – quando, no Chile e no resto da América Latina; embora curiosamente eles se identificaram como anarquistas quando vão se promover na América do Norte ou na Europa. De qualquer forma, fica o apelido porque ele se encaixa muito bem.

Tradução livre, contribuição da companheira Flor-de-lis Pilares.

anarcomaduristas

Espanhol:

Armando Vergueiro ( (18/2/2014)

En la página web que mantienen los plataformistas chilenos de la Federación de Estudiantes “Libertarios” – FEL, se ha publicado en plan estelar una declaración oficial de esa agrupación, que sin duda pasará a la historia como la piedra fundacional de una nueva y pintoresca versión (o más bien tergiversación) del pensamiento ácrata. Lleva por nombre «Con el pueblo venezolano y contra el golpismo» y amerita que nos ocupemos, así sea brevemente, de las perlas que la adornan:

– Desde la ignorancia que solo se nutre y da credibilidad con lo que ve en TeleSur sobre Venezuela, se habla en el primer párrafo de «una marcha de estudiantes universitarios, de los sectores más privilegiados de la sociedad venezolana». ¿Nadie les dijo a estos “compitas” que hoy por hoy los sectores más privilegiados por estas calles son la boliburguesía, la élite político-militar en el poder, sus socios transnacionales como Chevron y Gustavo Cisneros, los “camaradas” chinos y los parásitos de la alta burocracia cubana)?

– Según el FEL, hay en Venezuela: «Un proceso de transformaciones radicales que han mejorado la vida de la mayoría de los habitantes de ese país, sobre todo de los sectores populares y a los trabajadores y trabajadoras.» No cabe esperar otra opinión de quienes apenas leen sobre acá lo que les dan en la sala de espera de la sede diplomática del gobierno madurista en Santiago, así que sería pérdida de tiempo sugerirles buscar la multitud de fuentes contrastables y comprobables que rebaten esa idea propagandística, por no hablar de consultar la opinión dominante entre los venezolanos de a pie.

– «Hoy la derecha venezolana intenta debilitar al legítimo gobierno de Maduro para crear un ambiente propicio para llevar adelante sus planes de un golpe de Estado». Aparte de lo enternecedora que resulta la preocupación de estos “libertarios” por la suerte de un gobierno legítimo, se ignora olímpicamente que tras 15 años, y en especial después del intento de 2002, la Fuerza Armada ha sido, por un lado, sometida a una purga político-ideológica que ha extirpado de su seno a cualquier disidencia. Por el otro, siendo aún más importante, se ha acentuado la militarización del aparato de Estado, llegando a un grado donde se hace incomprensible que quieran dar un golpe para desplazarse a sí mismos de un gobierno que les favorece con amplios poderes y posibilidades de enriquecimiento vía corrupción. De haber el tal golpe militar o algo parecido, sería para garantizar aún más sus privilegios e impunidad.

– Proclaman los (¿felistas, felinos, felones?): «este intento que hoy se hace desde la movilización callejera, el llamado a la violencia, la manipulación de información y el acaparamiento de bienes para crear la sensación de que existe una crisis que el gobierno es incapaz de resolver. Como no han podido ganar en las urnas, intentan derrocar al gobierno y acabar con el proyecto revolucionario del pueblo acaparando bienes de primera necesidad, llamando a la violencia y generando el ambiente para legitimar un golpe de Estado.» De nuevo evidencian un desconocimiento de la coyuntura venezolana actual, salvo en lo que se afirma desde el gobierno, solo explicable a partir de la ignorancia fanática, del cinismo tarifado o de la ingenuidad más perdida. Por otra parte, nos reservamos la opinión que como anarquistas nos merece esa congoja del FEL porque se dude de las capacidades del gobierno para resolver la crisis. De igual manera, interprétese nuestro silencio ante la santurrona indignación, del más rancio sabor electorero, contra esos que “no han podido ganar en las urnas”…

– Se quejan con tristeza porque en Chile: «la futura mandataria electa y la mayor parte de fuerzas de la Nueva Mayoría, mantienen silencio cómplice o simplemente lamentan los hechos de violencia de forma abstracta. No denuncian a quienes intentan detener un proyecto político y social de justicia e igualdad para todos y todas, ya que no lo comparten.» Cuando menos se debe decir que este lamento es una perogrullada, pues ¿cómo esperar otra cosa de Doña Bachelet y su pandilla?

– En el mejor espíritu frentepopulista del stalinismo en los años de 1930, predican: «Creemos necesaria la máxima unidad de la izquierda chilena y latinoamericana para denunciar y rechazar tajantemente los intentos golpistas en Venezuela. Una vez más como libertarios y libertarias nos oponemos a este tipo de jugadas de la derecha, aliada con el imperialismo, para detener el proyecto socialista del pueblo de Venezuela.» ¡Cualquier aplicado estudioso de Martha Harnecker y demás clásicos del marxismo-leninismo continental no podría decirlo mejor!

– Continuando su cuento digno de obedientes militantes PaCos (o del partido comunista, que es igual), ahora hay que dar: «Todo nuestro apoyo y solidaridad al pueblo trabajador venezolano, actor principal de la construcción de socialismo en su país y en el cual confiamos plenamente.» Ese voto de fidelidad absoluta sería porque cualquier oposición al sacrosanto gobierno de Maduro, aún la que venga del anarquismo y sectores críticos de izquierda, «buscan terminar con el proceso de cambio que allí llevan adelante hace más de 15 años». ¡No hay duda, con “compitas” como los del FEL, al anarquismo no le hacen falta enemigos!…

– Como glorioso final, estos “compañeros de viaje” concluyen con una loa que de seguro aplaudirán en la embajada venezolana, así que no dudamos en proponerla como merecedora de pasajes aéreos para el turismo revolucionario a las costas del Mar Caribe: «Aún falta mucho, existen contradicciones y cuestiones por debatir como en cualquier proceso, pero el proyecto socialista sigue intacto. A profundizar el proceso bolivariano, a construir el socialismo.»

Claro que los redactores de semejante joya no estarán a gusto con el calificativo de anarco-maduristas. Ellos prefieren llamarse “libertarios” – o “comunistas libertarios” en sus momentos de emoción radical – cuando están en Chile y el resto de Latinoamerica; aunque curiosamente sí se identifican como anarquistas cuando van a promoverse en Norteamérica o en Europa. De todas maneras, vale dejarles el mote porque les calza muy bien.

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