Tomamos conhecimento hoje que a empresa “Knewin” para monitoramentos online está monitorando a LIGA-RJ.

A empresa assim se apresenta:

“Sobre a Knewin

Fundada em 2011 em Florianópolis, a Knewin tem como missão democratizar o acesso à informação. Movida pela crença no poder transformador da tecnologia, a empresa desenvolve soluções que atendem, com alto grau de satisfação, sua base de clientes. Atualmente são quase 100 colaboradores entre Floripa, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, servindo a empresas de todos os segmentos, como: governo e representantes do poder público, profissionais liberais, assessorias de imprensa locais e globais e provedores de clipping.”

Gostaríamos de saber porque estão nos monitorando e para quem? Ma, se não nos informarem, tanto faz. Como se nota na sua apresentação o leque de possíveis clientes é bastante amplo e não carece no momento de maiores explicações.

Desde já, afirmamos a liberdade de expressão e rechaçamos qualquer iniciativa de monitoramento, controle e repressão do livre pensamento. Afirmamos mais uma que o anarquismo é a expressão de uma cultura política e social e tem como objetivo a justiça social, a igualdade econômicas e uma sociedade libertária.

Engana-se quem no Brasil acreditou que a inteligência militar e agora também privada deixou de investigar e acompanhar os movimentos sociais, entre eles o anarquismo. Hoje como ontem a ABIN, CIA, NSA, FACEBOOK, TWITTER, sistemas como Echelon e agora empresas privadas como a Knewin seguem nos monitorando e comercializando nossas vidas, nossos gostos, nossos hábitos.

Em um mundo que as previsões de Yevgeny Zamyatin ou de George Orwel hoje estão realizadas para além de suas previsões literárias, a população se comporta de forma alienada ao monitoramento e controle que se opera sobre ela.

Não temos absolutamente nada a esconder. Exigimos o direito ao não monitoramento e controle de nossas ações que só podem ser avaliadas pelo povo trabalhador brasileiro ao qual pertencemos.

Não acreditamos que estejam nos monitorando para vincular nossos canais de comunicação a produtos e serviços ofertados por site comerciais. Seguiremos trabalhando de pé, na resistência e na luta por mais liberdade a abolição do monitoramento e controle da livre expressão.

Parem o monitoramento já.

Observação: temos o registro que prova o monitoramento.

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