Luta anarquista na Venezuela: Nem chavismo, nem capitalismo/Lucha anarquista en Venezuela: Ni chavismo ni capitalismo (audio)

Rádio Cordel Libertário e El Libertario

Na quarta-feira 24 de maio 2017, a Rádio Cordel Libertário retomando suas atividades realiza sua transmissão 76 e entrevistou um comapnheiro do conhecido jornal/blog anarquista venezuelano El Libertario.

Nesta transmissão, o companheiro conversou sobre a realidade atual da Venezuela, as enormes necessidades da população para satisfazer as suas necessidades básicas, e o enorme controle que o governo chavomadurista luta para impor em todas as áreas, bem como os interesses do poder opressivo no chamado “socialismo do século XXI”.

O companheiro também falou um pouco sobre a história do El Libertario e seu seu trabalho como um coletivo anarquista. Também discutiu sobre as dificuldades de atuar de forma consistente e coerente em uma realidade tão complexa em que há duas forças que disputam o poder do Estado e sua capacidade para oprimir a comunidade.

Ouça este programa esclarecedor e saiba o que está acontecendo na Venezuela por quem vive lá, e não só isso, masanalisa e explica as coisas de uma perspectiva anarquista.

Áudio disponível em: https://cordelanarquista.milharal.org/audios-de-programas-anteriores/

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El dia miércoles 24 de mayo, Rádio Cordel Anarquista retomando las actividades realizó su 76º transmisión, y entrevistó largamente a un compañero integrante del conocido periódico y blog anarquista venezolano El Libertario.

En esa transmisión, el compa refirió la realidad actual de Venezuela, las enormes carencias de la población para satisfacer sus necesidades básicas, y el enorme control que el gobierno chavomadurista se esfuerza por imponer en todos los ámbitos, así como los intereses de poder opresivo trás el llamado “Socialismo del siglo XXI”.


El compañero también habló un poco de la trayectoria de El Libertario y sobre su actuación en como colectivo anarquista. Tambín se debatió sobre las dificultades de actuar de forma coherente en una realidad tan compleja, en que existen dos fuerzas disputándose por el poder estatal y su capacidad de oprimir a la colectividad.

Escuche ese esclarecedor programa y entérese de lo que está pasando en Venezuela contado por quien está allí, y no sólo eso, sino que entiende y explica las cosas desde una perspectiva anarquista.

El audio está disponible en: https://cordelanarquista.milharal.org/audios-de-programas-anteriores/

[El programa es hablado tanto en castellano como en portugués y es factible de escuchar en cualquiera de estos dos idiomas.]

Publicado também: http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/lucha-anarquista-en-venezuela-ni.html

 

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Programação final do 3ºFórum Geral Anarquista

Divulgação livre.

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Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos (Lisboa-Portugal)

Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

publicado também em: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/05/21/iniciativa-libertaria-solidariedade-com-os-anarquistas-e-os-trabalhadores-venezuelanos/

 

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Breve mensagem de agradecimento por todo o esforço que fazem para nos ajudar a espalhar o que está acontecendo na Venezuela. (El Libertario)

Estado militarizado e ditatorial venezuelano está a matar seu filhos. O povo venezuelano e anarquistas se levantam contra a direita e a esquerda por justiça e liberdade.

Reafirmamos nosso compromisso de solidariedade e apoio mútuo com o povo e anarquistas venezuelanos.

Arriba, por tierra y libertad.

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Sobre cegas/os que percebem apenas a pata do elefante que lhes pisoteia.

Acho que muita gente conhece a historinha da/os cega/os que, querendo saber como é um elefante, começaram a tocar um desses animais e, cada um, à medida que apalpava alguma das suas partes, descrevia o elefante como tendo a forma daquela parte que tocava, de modo que, quem tocava a tromba dizia ‘um elefante é longo e parece um cano grosso’, quem tocava a orelha dizia ‘um elefante é como uma grande e larga folha de uma palmeira’, quem tocava o rabo dizia ‘um elefante é como um pequeno chicote’, quem tocava a perna dizia é um elefante é como uma grossa e alta coluna’, e paremos por aqui.

Hoje, no Brasil, temos a oportunidade de assistir, com uma carga maior de dramaticidade patética, o já tradicional (não apenas no Brasil, mas no mundo) espetáculo da/os cegos ‘desvendando o segredo’ do elefante: diante das revelações (delações e documentos) cada vez mais comprometedoras do sistema como um todo, uns dizem, ‘as delações e provas contra a/os vermelhos são falsas, isto é uma conspiração, mas as contra a/os amarelos são confiáveis’; outros dizem ‘as delações e provas contra a/os amarelos são falsas, isto é uma conspiração, mas as contra a/os vermelhos são confiáveis’; e uns terceiros dizem ‘a única coisa confiável é a Lei, os políticos e o mercado não merecem confiança’; e por aí afora… Mas, e o elefante nisso?

O elefante é muito maior que ‘vermelhos’, que ‘amarelos’, que a própria Lei. É para isto que o acúmulo de delações e documentos das investigações da Operação Lava Jato apontam – isto ‘para quem tem olhos para ver’, claro.

Como se já não bastassem as delações da Odebrecht e da OAS, que apenas reforçam aquilo que qualquer pessoa não manipulada por catecismos da direita ou da esquerda já sabia, ou seja, que as mega empreiteiras têm associações ‘ilícitas’ com mandatários pertencentes a partidos e bandeiras políticas de todas as cores – desde ‘coxinhas’ até ‘catchups’ (aqueles ‘vermelhos e sem consistência’), desde a direita até à esquerda, desde o Brasil até o exterior, inclusive, até governos ‘anticapitalistas’, como o do Presidente Maduro na Venezuela -, agora, as delações dos proprietários do mega frigorifico JBS vêm corroborar isto, ao deixarem claro que tanto Michel Temer, quanto Aécio Neves e o Ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega – em nome do PT – estavam associados ‘ilicitamente’ aos interesses deste grande grupo econômico.

O curioso é que estas mais recentes denúncias, que atingem em cheio os – supostos – grandes ‘desafetos’ do PT – além de atingirem o próprio PT – foram feitas pelas empresas Globo de Comunicação, ou seja, justamente aquela empresa que a/os ‘filha/os políticos de Lula & Dilma’ acusam de ser a grande perseguidora do seu partido e apoiadora do ‘golpe’. E o mais curioso vai vir quando, durante o aprofundamento desta questão, se desvelar mais o processo do investimento bilionário que o Governo Lula fez neste mega empreendimento de exploração da vida animal (frigorifico JBS) e que, ainda por cima, além de não ter ressarcido o investimento feito por este governo de esquerda, lesou também a população de consumidores dos seus ‘produtos’, colocando a venda no mercado carne estragada ‘maquiada’ com coisas como ácido e papelão. Neste momento – quando esta relação ‘íntima’ entre o Governo Lula e a criminosa JBS for desvelado -, será muito mais curioso ver muitos argumentarem: ‘não, mas as delações da JBS só valem contra os amarelos, não valem contra os vermelhos’.

E o danado do elefante nisso?! Será que entrou nessa história só porque ‘o coringa do baralho’ agora é um mega frigorífico?

Não: o ‘elefante’ aqui, ‘para quem tem olhos para ver’, é o capitalismo global. E a/os ‘cegos’ são a/os militantes partidários de esquerda (a/os ‘vermelha/os’), a/os militantes partidários de direita (a/os ‘amarela/os’) e a/os ‘legalistas’: toda/os estes são cegos que só enxergam partes do elefante que é o sistema global e assim, caem na esparrela de pensar que ‘a solução para os desmandos’ do sistema está na mudança de um grupo qualquer no poder político por outro e/ou que – ‘a solução’ – está na mudança da Lei (da Constituição). Mal sabem que ‘o elefante’ é muito maior que este ou aquele grupo político, que é maior até mesmo que as próprias fronteiras dos Estados e suas constituições. Dinheiro não tem cor partidária e nem limites de fronteiras, tanto que as mesmas mega empresas mantêm associações ‘ilícitas’ tanto com grupos políticos da esquerda quanto com grupos da direita, tanto com os poderes da sua nação de origem, quanto de outras nações.

E para a/os nacionalistas ‘socialistas’ e/ou legalistas que dizem que ‘é menos ruim’ para o povo que mega empresas nacionais se fortaleçam e que o que se deve fazer é reformular os aparatos jurídicos para coibir melhor os ‘desvios’, lembramos que em países ‘democráticos avançados’ como a Islândia, a indústria pesqueira nacional daquele país viola as convenções internacionais de proteção das espécies marinhas de modo que está contribuindo decisivamente para a extinção completa das espécies oceânicas de peixes (colocando em risco, assim, não apenas a sobrevivência do planeta, mas também a do seu próprio povo, claro); que na Alemanha a Volkswagen adulterou resultados de testes de equipamentos de controle de emissões de gases poluentes dos seus automóveis (burlando a lei), pondo em risco assim a saúde do próprio povo alemão e que, sua resposta à sociedade foi trocar a presidência da empresa; que na Suíça os bancos que enriqueceram aquele país com práticas de lavagem de dinheiro oriundo das atividades criminosas internacionais mais hediondas – atividades criminosas estas que vitimam indiscriminadamente cidadãos do mundo inteiro, inclusive suíça/os, tal como o tráfico de órgãos – exerceram uma verdadeira censura sobre o pesquisador e professor Jean Ziegler, que foi obrigado a pagar uma indenização astronômica a estes banco s (além de ter sofrido ameaças de morte) por ter publicado um livro desvendando todos estes esquemas financeiros dos ‘donos do mundo’ (termo dele), etc. Isto sem lembrar que, não é pelo fato de a PETROBRAS ser estatal, que seus trabalhadores deixaram de ser super explorados, que sua atividade deixou de provocar impactos ambientais altamente danosos e, mais do que isto, que o uso do petróleo como combustível deixou de agravar cada vez mais o problema do aquecimento global.

Os discursos sobre a atual ‘crise institucional’ que afirmam que ‘isto só acontece no Brasil’, que ‘é preciso eleições gerais já e uma nova constituinte para mudar isto’ e que ‘isto é uma disputa entre os interesses nacionais e internacionais’, são discursos de ‘cega/os’, que não enxergam que ‘o elefante’ é muito maior, pois o sistema globalizado constitui-se de tal modo que não existem mega empresas ‘comprometidas’ apenas com seus povos de origem: ontem como hoje, o compromisso do Capital é com o lucro (lembremos aqui que a IBM – gigante estadunidense da informática – forneceu tecnologia para os campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra e que banqueiros alemães ‘investiram’ no projeto dos líderes revolucionário russos Lenin & Trotsky), além de – o compromisso do Capital ser – com a manutenção da ‘ordem’ social dividida entre ‘a/os de cima’ e ‘a/os de baixo’ – pois isto garante que a/os que mandam possam dominar e explorar a/os que obedecem – mesmo que esta ‘ordem’ seja de um governo ‘socialista’.

Para preservar esta ‘ordem’, o Capital é capaz de descartar até antiga/os aliada/os, dependendo das circunstâncias, e esta compreensão resolve o aspecto da questão que fica mal resolvido no discurso dos partidários tanto da esquerda quanto da direita, ou seja, a visão maniqueísta segundo a qual ‘quando as denúncias são contra a/os outra/os, são verdadeiras, quando são contra os meus, são fruto de uma conspiração’ – mesmo que ambas as classes de denúncias venham de uma mesma fonte: para mega empresas transnacionais como o Grupo Globo de comunicação, as megas empreiteiras Odebrecht e OAS, o mega frigorífico JBS etc., o importante é que ‘vão-se os anéis, ficam os dedos’, ou seja, mudam os mandatários, fica o poder.

E enquanto persistirem na limitação da visão que afirma que ‘a solução’ está em ‘renovar’ o sistema político, ‘o/as de baixo’ permanecerão como cega/os, sem perceberem nem mesmo que ‘o buraco do elefante’ – quanto mais o seu ‘cérebro’ – está muito mais acima das comandadas patas que lhes pisoteiam.

Vantiê Clínio Carvalho de Oliveira

Texto original publicado na ANA:

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/05/19/sobre-cegasos-que-percebem-apenas-a-pata-do-elefante-que-lhes-pisoteia/

 

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Fora Temer e companhia! Existe política além do voto…

O realinhamento dos partidos e grupos dominantes em torno da
substituição de um projeto de exploração e poder por outro entra
novamente em rota de colisão.

A direita e os capitalistas derrubaram Dilma quando não servia mais a seus
interesses, agora o sistema/mercado pode derrubar Temer nos próximos
dias. Desesperados, direita e esquerda, conservadores e
reformistas, já se debatem sedentos pelo poder e vão às redes sociais
gritando Diretas Já, agrupam-se nos congresso para organizar o novo
grupo de saque. Para os políticos profissionais é a fórmula mágica
para retornar ao poder e manter seus privilégios e luxo.

Em um discurso hipócrita e evasivo, Michel Temer se agarra a parca
recuperação (forjada) dos indicadores econômicos que mais tem a ver com a
continuidade da recessão do que com as medidas tomadas a partir do
governo. Alega inocência e diz que não renunciará ao cargo. Do
lado de fora das esferas de poder, a população é reprimida pelas
tropas estatais enquanto pressiona pela saída do grupo mafioso que
comanda o país. Tudo indica que tal repressão apenas dará mais corpo a
revolta generalizada.

Não esqueçamos que em um país como o Brasil, que é chamado de
República, esse “jogo das cadeiras” ainda está longe de terminar. E o
“Público” desta “República”, que elegeu a autointitulada esquerda
partidária e agora amarga o governo conservador/direitista continua
sendo roubado em direitos básicos: saúde, moradia, trabalho, educação.

A imprensa (SBT, GLOBO, RECORD, Folha de São Paulo, Estadão de São
Paulo, Correio Brasilense, a lista é grande) aliada dos poderosos
busca, e muitas vezes consegue, distorcer e conduzir a opinião pública
de trabalhadores e precarizados amortecendo a revolta social dando
ilusões eleitoreiras como a escolha de um novo governante. A máquina
repressiva de um Estado autoritário e militarizado garante o controle
social com tiro, porrada e bomba nas ruas das grandes cidades e guerra
cirúrgica com assassinatos em escala generalizada nas periferias das
cidades. Para tudo isso os recursos são disponibilizados por grandes
corporações financeiras, industriais, agrícolas e tecnológicas que têm
como objetivo exclusivo o LUCRO.

Não queremos volta Dilma, não queremos Lula Presidente, não queremos
Diretas já, ou qualquer outro político e nem seus partidos com toda
corja. Queremos a igualdade econômica, a liberdade de organização, a
autogestão para controlar a produção e nossas vidas, ruas e cidades.
Sem chefes e políticos profissionais, sem partidos e a canalha que se
alimenta da miséria do povo e explora cada segundo do suor trabalhado
em longas jornadas e espremidos nas periferias brasileiras.

Construamos a autogestão nos locais de trabalho à partir de suas
bases, nas ruas, nos bairros, nas periferias, nas cidades, nos campos
e criemos uma nova sociedade em que todos conquistem a justiça social
e a dignidade para viver.
Pela livre organização dos trabalhadores, precarizados, desempregados
nas cidades e nos campos. Pela autogestão social e econômica
federalista.

Anarquia Já!

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Nota de apoio ao povo e aos anarquistas venezuelanos/Nota de apoyo al pueblo y a los anarquistas venezolanos.

Desde a queda acentuada no preço do barril de petróleo, a Venezuela mergulha mais profundamente em uma crise econômica e social que coloca grandes parcelas da população local em conflito direto com o Estado venezuelano. Escancara-se então o caráter repressivo do regime implantado naquele país, desde o governo de Chavez e agora sob o comando de Maduro. A cada dia chegam relatos de grupamentos anarquistas venezuelanos e de outras regiões da América Latina – o qual sua maior expressão sejam as páginas do periódico El Libertário – e nos trazem o conhecimento das duras penas que têm vivido os povos da Venezuela.

A repressão às manifestações desmascara um Estado militarizado que tem se sustentado no discurso do “poder popular” e massacrado os que discordam de sua posição entreguista ao grande capital transnacional petroleiro e financeiro, como os acordos com a Chevron e IIRSA (A Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana). O governo Maduro e seus asseclas buscam desesperadamente se agarrar ao poder que lhe resta, ainda que para manter a ordem social lance mão do indiciamento de civis em tribunais militares, a formação de milícias paramilitares de extermínio, a manipulação de fotos e informações, além da ameaça constante do desabastecimento de víveres e das necessidades mais básicas da população.

A IFA-BR expressa nossa mais profunda solidariedade aos que tem se levantado por mudanças profundas na sociedade venezuelana de caráter anarquista. Não por aqueles que o fazem por joguetes políticos, partidários e tramas de camarilha, nem pela burguesia e nem pelos burocratas militarizados que portam a bandeira da suposta revolução bolivariana. Juntamos-nos aos trabalhadores, estudantes, comunidades indígenas, grupamentos anarquistas, autônomos e toda a expressão legítima daqueles que têm se posicionado desde baixo em um apelo necessário e “desesperado” por uma ruptura profunda diante das calamidades e da repressão inaceitável a qual estão expostos. É com estes que segue nossa solidariedade e nosso mais profundo respeito e solidariedade além fronteiras.
Conclamamos indivíduos e coletivos anarquistas e libertários do Brasil, da América Latina e do Mundo que deem apoio através de boicotes, manifestações, que demonstrem sua solidariedade através de cartas, notícias e denúncias fortalecendo a resistência e a luta dos agrupamentos que enfrentam o governo de exceção de Maduro e denunciem o Estado militarizado venezuelano que reprime a população.

Abaixo deixamos alguma compilação de links com informações sobre o quadro atual da Venezuela sob a perspectiva dos anarquistas e libertários. Conclamamos ainda aos companheiros e companheiras que estejam atentos a estas informações para que não caiamos na armadilha de fazer do apoio e da solidariedade apenas uma palavra vazia.
Abaixo os militares.
Abaixo os capitalistas.
Pela justiça social, pela conquista da liberdade a toda gente que resiste e luta na Venezuela.
Notícias do terrível quadro em Venezuela.
http://venezuela-centro.contrapoder.net.ve/?lang=es
http://red-anarquista.contrapoder.org.ve/
https://colectivovisionlibertaria.blogspot.com/
https://twitter.com/IndyVnzlaCentro
https://venezuelaantipetrolera.blogspot.com
https://rafaeluzcategui.wordpress.com/
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/justicia-militar-formula.html
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html
http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/search?q=chevron&max-results=11
https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2017/04/venezuela-anarquistas-se-pronuncian.html
Acordo comercial do cone sul.
http://www.iirsa.org/

 

(Espanhol)

Desde la acentuada caída en el precio del barril de petróleo, Venezuela se encuentra profundamente en una crisis económica y social que colca a grandes parcelas de la población  en conflicto con el estado Venezolano. Descascarándose entonces el carácter represivo del régimen implantado en aquel país, desde el gobierno de Chávez y ahora bajo el mando de Maduro. Cada día llegan relatos de grupos anarquistas venezolanos y de otras regiones de América Latina -que su mayor expresión son las páginas del periódico El Libertario- y nos traen el conocimiento de las duras penas que han vivido los pueblos de Venezuela.

La represión a las manifestaciones desenmascara un Estado militarizado que se ha sostenido en el discurso del “poder popular” y masacrado a los que discrepaban de su posición entreguista al gran capital transnacional petrolero y financiero, como los acuerdos con Chevron y IIRSA (La Iniciativa de Integración Infraestructura Regional Suramericana). El gobierno de Maduro y sus asambleas buscan desesperadamente agarrarse al poder que le queda, aunque para mantener el orden social se pone mano de la acusación de civiles en tribunales militares, la formación de milicias paramilitares de exterminio, la manipulación de fotos e informaciones, Amenaza constante del desabastecimiento de víveres y de las necesidades más básicas de la población.

La IFA-BR expresa nuestra más profunda solidaridad a los que se ha levantado por cambios profundos en la sociedad venezolana de carácter anarquista. No por aquellos que lo hacen por juguetes políticos, partidarios y tramas de camarilla, ni por la burguesía ni por los burócratas militarizados que porta la bandera de la supuesta revolución bolivariana. Nos juntamos a los trabajadores, estudiantes, comunidades indígenas, grupos anarquistas, autónomos y toda la expresión legítima de aquellos que se han posicionado desde abajo en un llamamiento necesario y “desesperado” por una ruptura profunda ante las calamidades y la represión inaceptable a la que están expuestos . Es con estos que sigue nuestra solidaridad y nuestro más profundo respeto y solidaridad más allá de las fronteras. Llamamos a individuos y colectivos anarquistas y libertarios de Brasil, América Latina y el Mundo que den apoyo a través de boicots, manifestaciones, que demuestren su solidaridad a través de cartas, noticias y denuncias fortaleciendo la resistencia y la lucha de las agrupaciones que enfrentan el gobierno de excepción De Maduro y denuncien al Estado militarizado venezolano que reprime a la población.

A continuación dejamos alguna compilación de enlaces con informaciones sobre el cuadro actual de Venezuela desde la perspectiva de los anarquistas y libertarios. Llamamos a los compañeros y compañeras que estén atentos a estas informaciones para que no caigamos en la trampa de hacer del apoyo y de la solidaridad sólo una palabra vacía. Abajo los militares. Abajo los capitalistas. Por la justicia social, por la conquista de la libertad a toda la gente que resistió y lucha en Venezuela.

Noticias del terrible cuadro en Venezuela.

http://venezuela-centro.contrapoder.net.ve/?lang=es

http://red-anarquista.contrapoder.org.ve/

https://colectivovisionlibertaria.blogspot.com/

https://twitter.com/IndyVnzlaCentro

https://venezuelaantipetrolera.blogspot.com

https://rafaeluzcategui.wordpress.com/

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/justicia-militar-formula.html

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html

http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/search?q=chevron&max-results=11

https://noticiasyanarquia.blogspot.com/2017/04/venezuela-anarquistas-se-pronuncian.html

Acordo comercial do cone sul.

http://www.iirsa.org/

traducción: Grupo Acracia (FALV/IFA)

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Lançamento: revista Erva Rebelde n.1

Já está disponível para livre leitura o número 1 da revista Erva Rebelde de Porto-Portugal. Textos sobre educação, eleições, anarquismo, patriarcado e capitalismo, esquerdistas arrependidos, Cuba, Brasil, Criança, crítica ao plataformismo…

Acesse no link: https://archive.org/details/ErvaRebeldeNumeroUM

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Morreu o historiador Carlos da Fonseca (1940-2017)

O historiador Carlos da Fonseca faleceu em Paris, no dia 9 de Maio, na sequência de uma doença com que se debatia, quase secretamente, há muitos anos, e que a partir de certa altura muito debilitou a sua actividade de autor.

Historiador do movimento operário e do anarquismo em Portugal, lega-nos, em particular neste domínio, uma obra considerável, das reedições comentadas de «textos esquecidos» aos quatro volumes, essenciais, da sua História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal (Europa-América), passando por volumes como Integração e
Ruptura Operária
(Estampa). Os seus últimos livros conhecidos, Para uma Análise do Movimento Libertário em Portugal e O 1º de Maio em Portugal, foram publicados pela Antígona.

Carlos da Fonseca nasceu em Peniche, onde começou a trabalhar aos 11 anos de idade, passando por diversos e provisórios ofícios. Nos anos 60, refractário ao exército colonial, exilou-se em França, onde fez longos estudos universitários, primeiro na Universidade de Paris VIII (Vincennes), depois na École Pratique des Hautes Études, onde se acentuou a sua vocação investigativa. Foi professor de história e cultura portuguesa na
Universidade de Paris VIII e, posteriormente, na Sorbonne.

Personalidade de uma obstinada discrição, pode aplicar-se-lhe o verso programático
de Luiza Neto Jorge «Não me quero com o tempo nem com a moda». Mas a sua veia
satírica, embora pouco exposta, surgiu por vezes em textos não assinados como
«Desratização», publicado na revista Pravda, em que investe contra os «fabricantes de opinião»: «Subindo pelos canos de esgoto do vedetariado servil, invadiram a imprensa, instalando-se nas redacções, para daí contagiarem, com visível perigo sanitário, as crédulas populações, através de doses de informação mercenária”.

A sua obra de historiador rigoroso e influente está a necessitar de uma atenção redobrada. Nestas toscas linhas, daqui saudamos a sua memória de homem inteiro.

Original: http://www.letralivre.com/noticias/detalhes.php?id=312

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Chamado desde a Venezuela aos anarquistas da América Latina e do mundo: A solidariedade é muito mais que uma palavra escrita.

Coletivo Editor do “El Libertario”

(Em Espanhol e Inglês)

Nos dirigimos a todas as expressões do movimento libertário, em particular às deste continente, não só para chamar sua atenção ante a conjuntura que estamos vivendo na Venezuela desde abril de 2017, mas também porque entendemos ser urgente que o anarquismo internacional se expresse mais enfaticamente sobre estas dramáticas circunstâncias, com posturas e ações coerentes com o que tem sido o discurso e a prática do ideal ácrata em sua caminhada histórica.

É deplorável que, enquanto por uma parte o governo chavista – hoje encabeçado por Maduro – juntamente com as suas caixas de ressonância do exterior e, por outro, os opositores da direita e da social democracia, estão em desaforadas campanhas para vender à opinião pública mundial suas visões igualmente distorcidas e carregadas de interesses pelo poder, muitas vozes anarquistas fora da Venezuela têm mantido um mutismo que de algum modo resulta tácita aceitação sobre o que uns e outros contendent es famintos pelo poder estatal querem impor como “verdade”. Sabemos que as vozes que nos são afins não dispõem dos mesmos meios da ordem estatal de variadas aparências, e que os.as compas enfrentam realidades complexas onde há temas e problemas que, pelas suas proximidades, requerem suas preocupações mais imediatas, mas entendemos que essa dificuldade não deveria ser obstáculo para que, de algum modo por mais modesto que seja, se expresse, dê atenção; interesse e solidariedade tanto pelo que ocorre na Venezuela como pelo que se divulga sobre o anarquismo desta região.

Em um resumo sucinto do que o anarquismo local diz hoje, a atual conjuntura delata a natureza fascista do regime de Chávez, e sua sequência com Maduro. Governos militaristas reacionários que sempre denunciamos, desde “El Libertario”. Tem sido um regime vinculado ao crime, ao narcotráfico, ao saque, a corrupção, a prisão de opositores, torturas e desaparições, ao lado da desastrosa gestão econômica, social, cultural e ética. Chávez conseguiu se projetar com sua liderança messiânica e carismática, financiada pela elevação do preço do petróleo. No entanto após seu falecimento e com o fim da “bonança”, se esvaziou o chamado processo bolivariano, por estar sustentado em bases fracas. Esta “revolução” seguiu a tradição histórica rentista iniciada no começo do século XX com o ditador Juan Vicente Gómez, e continuada pelo militar Marcos Pérez Jiménez e que não cessou no posterior esquema “democrático representativo”.

Há quem no plano internacional (Noam Chomsky, o melhor exemplo), ratificaram inicialmente o apoio ao autoritarismo venezuelano e hoje o denunciam de maneira categórica. No entanto, observamos com grande preocupação o silêncio de muitos.as anarquistas deste e de outros continentes sobre os acontecimentos na Venezuela. Diz um adágio: “o que cala concorda”, o qual se cumpre perfeitamente quando se faz passar fome e reprime criminalmente a um povo, e os que deveriam protestar contra isso dizem pouco ou nada. Fazemos um chamado aos que abraçam as bandeiras libertárias a pronunciarem-se, se ainda não o f izeram, sobre nossa tragédia. Para a indiferença não há nenhuma justificação, caso se tenha uma visão ácrata do mundo. O contrário é encobrir a farsa governamental, esquecendo o dito pelos.as anarquistas de todos os tempos sobre a degradação do socialismo autoritário no poder. Talvez no passado a imagem “progressista” do chavismo pôde enganar inclusive a algumas pessoas libertárias, mas sendo consequentes com o nosso ideal é impossível hoje seguir sustentando essa crença.

Estamos na presença de um governo agonizante, deslegitimado e repressivo que busca perpetuar-se no poder, repudiado pela imensa maioria da população, que assassina através de suas forças repressivas e coletivos paramilitares, e que além disso promovem saques. Um governo corrupto que chantageia com caixas de alimentos, vendidos ao preço do dólar no mercado paralelo, que participa em todo tipo de negociata, um governo de boliburgueses e milicos enriquecidos com a renda petroleira e a mineração ecocida. Um governo que mata de fome e assassina, enquanto aplica um ajuste econômico brutal, acordado com o capitalismo transnacional, ao qual paga pontualmente uma dívida externa criminosa.

É hora de desmontar as manobras pseudo informativas dos que pretendem valer-se no exterior. Tanto de quem controla, como dos que aspiram controlar o Estado venezuelano, e nisso esperamos contar com o respaldo ativo de individualidades e agrupações libertárias tanto na América Latina como de outros lugares do planeta. Qualquer mostra de solidariedade anarquista será bem vinda pelo movimento ácrata venezuelano, certamente pequeno e movendo-se entre muitas dificuldades, mas que na atual conjuntura agradecerá enormemente saber que de algum modo contamos com os.as compas de todo o globo. Seja reproduzindo e divulgando a informação que difundimos os.as anarquistas da Venezuela, gerando opiniões e reflexões que desmontem as visões que neste tema os autoritários de direita e esquerda tentam impor, e – o que seri a muitíssimo melhor – promovendo ou respaldando iniciativas de ação em seus respectivos países onde se denunciem as circunstâncias de fome e repressão que hoje se vive na Venezuela.

Agora mais do que nunca é necessária sua presença e voz em todos os cenários possíveis em que seja denunciada a tragédia na qual está submerso o povo venezuelano.

Nota final do “El Libertario”: Análises mais amplas e detalhadas e informações sobre o que está acontecendo na Venezuela, e com periodicidade diária, no blog de “El Libertario” (periodicoellibertario.blogspot.com). Em especial, recomendamos estes posts [em castelhano] nos quais se expõe resumidamente nossa visão e postura a respeito da recente e atual conjuntura venezuelana:

> “Buenos Aires: Entrevista radial a El Libertario”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/01/buenos-aires-entrevista-radial-el.html

> “Cartografía del fracaso chavomadurista: Un recorrido por el mapa actual

de Venezuela”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html

> “Crisis en el pensamiento “crítico”, o saltando de un barco que se hunde”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/crisis-en-el-pensamiento-critico-o.html

> “Desenlace de la crisis venezolana”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/desenlace-de-la-crisis-venezolana.html

> “Declaración de El Libertario: Sobrepasar a los partidos políticos para enfrentar la crisis y construir una nueva Venezuela”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/declaracion-de-el-libertario-sobrepasar.html

> Venezuela hoy: Los errores dictatoriales

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/venezuela-hoy-los-errores-dictatoriales.html

> “Una consigna de 2014 a retomar hoy: ¡DISOLUCIÓN INMEDIATA DE LA GUARDIA

NACIONAL BOLIVARIANA”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/una-consigna-de-2014-retomar-disolucion.html

> “El fraude Constituyente”

http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/05/el-fraude-constituyente.html

Tradução > Sol de Abril

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/04/18/venezuela-pronunciamento-anarquista-contra-a-carta-democratica-interamericana-e-o-estado/

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https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/04/05/declaracao-do-el-libertario-ultrapassar-os-partidos-politicos-para-enfrentar-a-crise-e-construir-uma-nova-venezuela/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/04/04/colombia-o-silencio-progre-sobre-a-venezuela/

extraído da agência de notícias anarquistas-ana

original: http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/05/llamado-desde-venezuela-ls-anarquistas.html

Espanhol:

Llamado desde Venezuela a l@s anarquistas de Latinoamérica y el mundo: La solidaridad es mucho más que una palabra escrita.

Colectivo Editor de El Libertario

Nos dirigimos a todas las expresiones del movimiento libertario, en particular a las de este continente, no solo para llamar su atención ante la coyuntura que estamos viviendo en Venezuela desde abril de 2017, sino por lo que entendemos como urgencia en cuanto a que el anarquismo internacional se exprese mas enfáticamente sobre estas dramáticas circunstancias, con posturas y acciones coherentes a lo que ha sido la prédica y práctica del ideal ácrata en su andar histórico.

Es deplorable que, mientras por una parte el gobierno chavista –hoy encabezado por Maduro-junto a sus cajas de resonancia del exterior y, por la otra, los opositores de la derecha y la socialdemocracia, están en desaforadas campañas por vender a la opinión mundial sus visiones igualmente sesgadas y cargadas con intereses de poder, muchas voces anarquistas fuera de Venezuela han mantenido un mutismo que de algún modo resulta tácita aceptación a lo que unos u otros contendientes hambrientos por el poder estatal quieren imponer como “verdad”. Sabemos que las voces afines no disponen de los medios a la orden de estatistas de variado pelaje, y que l@s compas enfrentan realidades complejas donde hay temas y problemas que por su cercanía reclaman sus más inmediatas preocupaciones, pero entendemos que esa dificultad no debería ser obstáculo para que, de algún modo por modesto que sea, se exprese atención, interés y solidaridad tanto por lo que ocurre en Venezuela como por lo que al respecto divulga el anarquismo de esta región.

 

En apretado resumen de lo que el anarquismo local dice hoy, la actual coyuntura delata la naturaleza fascista del régimen de Chávez –y su secuencia con Maduro-, gobiernos militaristas reaccionarios que hemos denunciado por siempre desde El Libertario. Ha sido un régimen vinculado al delito, al narcotráfico, al saqueo, la corrupción, prisión de opositores, torturas, desapariciones aparte de la desastrosa gestión económica, social, cultural y ética. Chávez logró impactar con su liderazgo mesiánico y carismático, financiado por la elevación del precio del petróleo, sin embargo luego de su fallecimiento y con el fin de la bonanza, se desinflo el llamado proceso bolivariano, al estar sustentado en bases endebles. Esta “revolución” siguió la tradición histórica rentista iniciada a comienzos del siglo XX con el dictador Juan Vicente Gómez, continuada por el militar Marcos Pérez Jiménez y que no cesó en el posterior esquema democrático representativo.

Hay quienes en el plano internacional (Noam Chomsky, el mejor ejemplo), rectificaron su inicial apoyo al autoritarismo venezolano y hoy lo denuncian de manera tajante. Sin embargo, observamos con gran preocupación el silencio de much@s anarquistas de este y otros continentes sobre los acontecimientos en Venezuela. Dice un adagio: “el que calla otorga”, lo cual se cumple a la perfección cuando se hace pasar hambre y reprime criminalmente a un pueblo y quienes deberían protestar por ello dicen poco o nada. Hacemos un llamado a quienes abrazan las banderas libertarias a pronunciarse, si no lo han hecho, sobre nuestra tragedia. Para la indiferencia no hay ninguna justificación si se tiene una visión ácrata del mundo. Lo contrario es encubrir la farsa gubernamental, olvidando lo dicho por l@s anarquistas de todos los tiempos acerca de la degradación del socialismo autoritario en el poder. Quizás en el pasado el espejismo “progre” del chavismo pudo embaucar incluso a alguna gente libertaria, pero siendo consecuentes con nuestro ideal es imposible hoy seguir sosteniendo esa creencia.

Estamos en presencia de un gobierno agonizante, deslegitimado y represivo que busca perpetuarse en el poder, repudiado por la inmensa mayoría de la población, que asesina a través de sus fuerzas represivas y colectivos paramilitares, que además promueven saqueos. Un gobierno corrupto que chantajea con cajas de alimentos, vendidos a precio de dólar negro, que participa en toda clase de negociados, un gobierno de boliburgueses y milicos enriquecidos con la renta petrolera y la minería ecocida. Un gobierno que mata de hambre y asesina, mientras aplica un ajuste económico brutal acordado con el capitalismo transnacional, al cual paga puntualmente una deuda externa criminal.

Es hora de desmontar las maniobras seudo informativas de las que pretenden valerse en el exterior tanto quienes controlan, como quienes aspiran controlar al Estado venezolano, y en ello esperamos contar con el respaldo activo de individualidades y agrupaciones libertarias tanto en América Latina como en el resto del planeta. Cualquier muestra de solidaridad anarquista será bienvenida por el movimiento ácrata venezolano, ciertamente pequeño y moviéndose entre muchas dificultades, pero que en la actual coyuntura agradecerá enormemente saber que de algún modo contamos con l@s compas del resto del orbe, bien sea reproduciendo y divulgando la información que difundimos l@s anarquistas de Venezuela, generando opiniones y reflexiones que desmontan las visiones que en este tema intentan imponer autoritarios de derecha e izquierda, y –lo que sería muchísimo mejor- promoviendo o respaldando iniciativas de acción en sus respectivos países donde se condenen las circunstancias de hambre y represión que hoy se viven en Venezuela. Ahora más que nunca es necesaria su presencia y voz en todos los escenarios en que sea posible denunciar la tragedia en la cual está sumergido el pueblo venezolano

Nota final de El Libertario: Más amplios y detallados análisis e informaciones sobre lo que está pasando en Venezuela, además con periodicidad diaria, en el blog de El Libertario http://periodicoellibertario.blogspot.com. En especial, recomendamos estos posts en los que se expone resumidamente nuestra visión y postura respecto a la reciente y actual coyuntura venezolana: “Buenos Aires: Entrevista radial a El Libertariohttp://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/01/buenos-aires-entrevista-radial-el.html, “Cartografía del fracaso chavomadurista: Un recorrido por el mapa actual de Venezuela” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html, “Crisis en el pensamiento “crítico”, o saltando de un barco que se hunde” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/crisis-en-el-pensamiento-critico-o.html, “Desenlace de la crisis venezolana” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/desenlace-de-la-crisis-venezolana.html, “Declaración de El Libertario: Sobrepasar a los partidos políticos para enfrentar la crisis y construir una nueva Venezuela” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/declaracion-de-el-libertario-sobrepasar.html, Venezuela hoy: Los errores dictatoriales http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/venezuela-hoy-los-errores-dictatoriales.html, “Una consigna de 2014 a retomar hoy: ¡DISOLUCIÓN INMEDIATA DE LA GUARDIA NACIONAL BOLIVARIANA” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/una-consigna-de-2014-retomar-disolucion.html, y “El fraude Constituyente” http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/05/el-fraude-constituyente.html.

Inglês:

A call from Venezuela to the anarchists of Latin America and the world: Solidarity is much more than a written word (in English).

Collective of the anarchist newspaper El Libertario

We address all the expressions of the libertarian movement, particularly those of this continent, not only to draw their attention to the situation we are living in Venezuela since April 2017, but by what we understand as urgency for the international anarchism expresses more emphatically on these dramatic circumstances, with positions and actions consistent with what has been the preaching and practice of the anti-hierarchic (actual word used here is “Ácrata”.^N.delT.) ideal in its historical walk.

It is deplorable that, while on the one hand the Chavista government -today headed by Maduro- together with its sounding boards from the outside and, on the other, the opponents from the right and the social-democracy, are in disgusting campaigns for selling to world opinion their equally biased visions and charged with interests of power, many anarchist voices outside of Venezuela have maintained a mutism that is in some way tacit acceptance of what one or other of the hungry contenders for state power want to impose as “truth.” We know that sympathetic voices do not have the access to most media, as it sits ready at the order of statists, and that comrades face complex realities where there are issues and problems that, due to their proximity, demand their immediate concerns, but we understand that this difficulty should not be an obstacle so that, in some modest way, attention, interest and solidarity are expressed both for what happens in Venezuela and for what the anarchism in this region divulges.

 

In a rundown of what local anarchism says today, the present juncture shows the fascist nature of the Chávez regime -and its sequence with Maduro-, reactionary militarist governments that we have denounced forever in El Libertario. It has been a regime linked to crime, drug trafficking, looting, corruption, imprisonment of opponents, torture, disappearances, apart from the disastrous economic, social, cultural and ethical management. Chávez managed to impact with his messianic and charismatic leadership, financed by the rise of the price of oil, however after his death and with the end of the bonanza, the so-called Bolivarian process deflated, being supported by weak bases. This “revolution” followed the historical rentist tradition initiated at the beginning of the 20th century with the dictator Juan Vicente Gómez, continued by the militarist Marcos Pérez Jiménez, and did not cease in the later representative democratic scheme.

There are those at the international level (Noam Chomsky, the best example), that rectified their initial support for Venezuelan authoritarianism and today they denounce it in a clear way. However, we note with great concern the silence of many anarchists of this and other continents about the events in Venezuela. It says an adage: “the one who is silent grants”, which is perfectly fulfilled when people are starved and criminally repressed and who should protest for it say little or nothing. We call on those who embrace the libertarian banners to pronounce, if they have not, on our tragedy. For indifference, there is no justification if one has an anti-hierarchic (actual word used here is “Ácrata”.^N.delT.) vision of the world. The opposite is to cover up the government farce, forgetting what the anarchists of all time have said about the degradation of authoritarian socialism in power. Perhaps in the past the “progressive” mirage of chavismo might have deceived even some libertarian people, but being consistent with our ideal it is impossible today to continue to hold that belief.

We are in the presence of an agonizing, delegitimized and repressive government that seeks to perpetuate itself in power, repudiated by the vast majority of the population, who murder through their repressive and paramilitary forces, which also promote looting. A corrupt government that blackmails with boxes of food, sold at black market dollar price, that participates in all kinds of capitalist business negotiations, a government of “bolibourgeois” (a portmanteau of the Bolivarian and bourgeois words.^N.delT.) and militarists enriched by the oil rent and ecocide mining. A government that kills with starvation and murders, while applying a brutal economic adjustment agreed with the transnational capitalism, to which punctually pays a criminal external debt.

It is time to dismantle the pseudo-informative maneuvers of those who pretend to use it at an international level for those who control, and those who aspire to control, the Venezuelan State, and in this we hope to count on the active support of individualities and libertarian groups in both Latin America and the rest of the world. Any sign of anarchist solidarity will be welcomed by the Venezuelan anti-hierarchic movement (actual word used here is “Ácrata”.^N. del T.), certainly small and moving among many difficulties, but at the present juncture will be grateful to know that we somehow have the support of people from the rest of the globe, either by reproducing and spreading the information disseminated by the anarchists of Venezuela, generating opinions and reflections that dismantle the visions in this issue that try to be imposed by authoritarians from the right and left, and -which would be much better- promoting or supporting action initiatives in your respective countries that denounce the circumstances of hunger and repression that are now present in Venezuela. Now more than ever it is necessary your presence and voice in all the possible scenarios where the tragedy in which the Venezuelan people is submerged gets denounced.

El Libertario‘s final note: More comprehensive and detailed analyzes and information on what is happening in Venezuela, on the blog of El Libertario. In particular, we recommend these posts which briefly outline our vision and position regarding the recent and current Venezuelan conjuncture (all in Spanish.^N.delT.):

– Buenos Aires: Radio interview with El Libertario http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/01/buenos-aires-interview-radial-el.html

– Cartography of chavomadurista failure: A tour of the current map of Venezuela http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/cartografia-del-fracaso-chavomadurista.html

– Crisis in the “critical thinking”, or jumping off a sinking ship http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/02/crisis-en-el-pensamiento-critico-o.html

– Outcome of the Venezuelan crisis http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/desenlace-de-la-crisis-venezolana.html

– Declaration of El Libertario: Surpassing the political parties to face the crisis and build a new Venezuela http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/declaracion-de-el-libertario-sobrepasar.html

– Venezuela Today: The dictatorial errors http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/venezuela-hoy-los-errores-dictatoriales.html

– A slogan of 2014 to resume today: IMMEDIATE DISSOLUTION OF THE GUARDIA NACIONAL BOLIVARIANA http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/04/una-consigna-de-2014-retomar-disolucion.html

– The constituent fraud http://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/05/The-fraud-constituent.html

Original post in Spanish on their blog: https://periodicoellibertario.blogspot.com/2017/05/llamado-desde-venezuela-ls-anarquistas.html

[Nota de El Libertario: Muchas gracias a l@s compas de Insurrection News por esta traducción al inglés. El original de la misma está en https://raddit.me/f/anarchism/281.]

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